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Zlati Dencheva: «Adotei a alimentação crudivegana pela saúde, pelos animais e pelo planeta»

Já ouviu falar em filosofia crudivegana? É o que defende esta psicóloga clínica apaixoanda por estilos de vida saudáveis e que acabaria por se formar em naturopatia. A base da alimentação 100% vegetal predominantemente crua e baixa em gorduras. Saiba mais.

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O percurso de Zlati Dencheva começou na área da saúde mental, com a sua formação em psicologia. Contudo, o seu interesse principal sempre esteve mais ligado ao comportamento alimentar e aos diferentes modos de vida.

 

Foi essa paixão que a levou a especializar-se em Naturopatia e Terapias Complementares, bem como em Desintoxicação Regenerativa. A psicóloga e naturopata tem um blog, ‘Vida em estado cru‘, dá consultas e partilha diariamente dicas num grupo do Facebook que lidera – ‘Vitaliza’. Uma eterna apaixonada pela vida, Zlati partilha com a Mood aquilo que a move, a filosofia crudivegana.

 

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A Zlati pratica um tipo de alimentação diferente da maioria dos portugueses. Pode explicar a sua base?

A alimentação que pratico é uma alimentação vegan, predominantemente crua e baixa em gorduras. Ou seja, é 100% de origem vegetal, com predominância de fruta e vegetais que se encontram no seu estado natural, frutos secos, sementes e abacates com moderação, bem como alguns alimentos integrais cozinhados de forma simples.  Todos os grupos alimentares  dos quais precisamos estão presentes neste tipo de alimentação.

 

O que a levou a adotar este tipo de alimentação?

Foi a saúde que tinha enquanto mantinha uma alimentação dita tradicional.  Desde os 17-18 anos de idade que as minhas idas ao médico começaram a tornar-se bastante frequentes.  Défices de ferro persistentes e anemia, defesas muito baixas, infeções urinárias crónicas, candidíase e infeções bacterianas sistémicas que começaram a evoluir para infeções renais eram apenas alguns dos problemas. O meu uso de antibióticos e medicação no geral estava a aumentar de ano para ano e a medicina convencional simplesmente não me oferecia uma solução. Adotei esta alimentação pela saúde, pelos animais e pelo planeta – porque todos beneficiamos desta escolha.  

 

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Há algum problema em consumir refeições cozinhadas?

Não, desde que sejamos capazes de preparar, incluir e usar os cozinhados no momento certo, nas proporções adequadas e optando pelos alimentos dos quais beneficiamos – integrais e de origem vegetal. A comida cozinhada pode ser usada para nos trazer mais equilíbrio a todos os níveis, mas é preciso ter em consideração o que cozinhamos, como cozinhamos e quais são os seus efeitos no nosso organismo. O ser humano é  predominantemente alcalino e é assim que deve permanecer, de modo a preservar a sua saúde e a não envelhecer de forma prematura. Podemos perfeitamente incluir cozinhados baixos em gorduras, mas acompanhá-los sempre com vegetais crus e outros alimentos que não foram alterados por processamento térmico.

 

Foi difícil esse processo de reeducação alimentar?

Para mim, chegou um ponto em que já era muito mais difícil continuar a lidar com a dor e os problemas de saúde que tinha do que mudar de hábitos alimentares e de estilo de vida. O desespero foi a minha motivação inicial. Descobrir o quão bem podia sentir-me no meu corpo ao comer e viver de forma mais natural foi o que continuou a manter a minha escolha a longo prazo. Não foi uma mudança que aconteceu da noite para o dia, mas eliminar os problemas que tinha foi sem dúvida a confirmação e a maior força no meio de todo este processo de transição, que no meu caso durou quase três anos.

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