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Wilson Pires, o Barman do Ano

O barman do Hotel Conrad Algarve, de 24 anos, foi considerado o melhor do ano na primeira edição do Concurso Nacional de Barman do Ano, promovida pelas Edições do Gosto. E nós quisemos conhece-lo.

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Como é que se tornou barman?

Iniciei-me nesta profissão para fazer face aos custos dos estudos. Devido à procura de staff ser enorme durante o verão, este foi um caminho fácil a seguir. Juntava festa, verão e algum dinheiro para os estudos. Mas esta minha forma de pensar mudou quando me apaixonei pela profissão de bartender e entreguei-me de corpo e alma. Trabalhei em vários espaços de verão pelo Algarve. Comecei no T-Club e passei pelo Água Moments, NoSolo Agua e First Floor. Depois, decidi ter a aventura da minha vida e trabalhei durante sete meses seguidos na Celebrity Cruise Lines. Neste momento estou em casa, no Conrad Algarve.

Que significado tem para si esta distinção de Barman do Ano?

Fiquei maravilhado. Fui premiado por estar a fazer algo que adoro. Este prémio só veio dar-me força para trabalhar o dobro, para que todos os dias consiga fazer algo novo, diferente, que alimente e faça crescer esta minha paixão.

Os prémios vão levá-lo à Holanda e a Londres. Quais as suas expetativas?

Espero ter experiências fantásticas. Irei juntar nestes momentos as coisas que mais gosto: ser bartender e turista. É uma oportunidade fantástica para crescer não só como bartender, mas também como pessoa. Depois vou partilhar tudo isto com os meus colegas, para que todos juntos possamos fazer esta profissão crescer.

Onde gostaria de trabalhar?

Eu gostaria de dar a voltar ao mundo. Há imensos lugares que me fascinam, as culturas, as pessoas, tudo. Brevemente espero visitar ou trabalhar em Tóquio, Austrália ou Mónaco.

Qual é o seu cocktail preferido?

O Old Fashioned de Rum, também conhecido como New Fashioned.

É no bar que usa a sua criatividade?

A criatividade vem com o facto de estar apaixonado pela profissão.  Não tenho de pensar muito para ter ideias, elas vêm ter comigo. Só preciso de trabalhar para as pôr em prática, nada mais.

Para que figura pública gostava de preparar um cocktail? E que cocktail escolheria?

Gostaria de ter o Mourinho no meu balcão. Prepararia algo que ele não gostasse e em grande quantidade. Assim tinha a oportunidade de falar com ele e ter um momento para mais tarde recordar. (risos)

Quando um cliente pede para o surpreender, o que é que costuma servir?

Não tenho nada já preparado na manga. Pergunto sempre quais as características que o cliente mais aprecia num cocktail, o seu estado de espírito, etc. Tento perceber o cliente e, no momento, as minhas mãos e olhos vão-me levar para as misturas certas.

A escolha do cocktail revela algo sobre a personalidade do cliente?

Não. Acho que a recetividade do cliente às sugestões do bartender ou do menu de bar revela mais sobre a sua personalidade do que propriamente a sua primeira escolha.

Associamos os cocktails aos dias e noites de verão. Qual seria o cocktail ideal para o final de verão?

Um Gusto Martini, sentado ao meu balcão, para que possamos partilhar histórias e boa disposição.

Por Joana de Sousa Costa

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