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Vou ser Peter Pan em 2016

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Hoje devia ser aquele dia em que se desejam aquelas tretas todas para o novo ano que se aproxima, e fazer as mesmas promessas, que acabamos por nunca cumprir, até porque na verdade muitas delas não dependem de nós, e apenas podemos prometer o que conseguimos cumprir, por isso, evito fazer planos, para não me desiludir.

 

Tento hoje fazer um o balanço de um ano que passou a correr, em que apesar da balança pesar para o lado negro, tiro-lhe as pedras e dou-lhe ar para respirar e de um momento para o outro ficou mais leve – tudo isto porque antes de entrar na nova casa é preciso arejá-la, varrer o chão e deixar a luz entrar.

 

Faço votos que todos, sem excepção, atirem fora as más lembranças, que afinal fazem parte do passado, arejem a casa onde estão prestes a entrar, coloquem flores frescas nas jarras, bebam um copo de vinho tinto, leiam um livro e deixem o corpo falar e sussurrar ao ouvido o que mais precisa.

 

Esqueçam-se das dietas que não conseguem cumprir, façam apenas desporto se vos der prazer. Querem viajar, ponham-se a caminho, nem que seja até à esquina da rua. Querem um filho? Façam-no, e acreditem que pouco há mais compensador do que ter, todos os dias dois bracinhos à nossa espera – mesmo que a seguir nos façam querer arrancar todos os cabelos da cabeça com nervos e que, a partir do momento em que nascem a nossa imagem de marca deixe de ser a maquilhagem das pálpebras ou a barba bem desfeita, e passem a ser as olheiras.

 

Têm saudades de namorar, beijar, abraçar? Atirem-se de cabeça, deixem-se de meios termos, meios amigos, meios amantes, meios namorados e meios casados. Ou se vive tudo, ou não vale a pena – e isto vale para os que já se encontraram. Esqueçam-se das caras metade e das almas gémeas, tudo são pessoas, perfeitas na sua imperfeição, logo ou as aceitam ou tentar mudá-las será doloroso para ambos, logo… sem grandes expectativas, um dia de cada vez, tal como se constrói uma casa, tijolo a tijolo.

 

Tentem, em 2016, respirar fundo antes de falar, ouvir mais música e menos noticiários.  Chorem quando precisarem e quiserem, mesmo que seja nos transportes públicos, onde toda a gente vai ver. Riam alto, às gargalhadas, e esqueçam-se dos pés de galinha. Acordem a vossa criança interior e brinquem com ela, mesmo no trabalho. Façam desenhos, escrevam poesia – mesmo que nunca tenham escrito duas linhas – dancem sem parar, sempre como se ninguém estivesse a ver.

 

Em 2016, sejam mais Peter Pan! Mais livros com bonecos e menos jornais com fotografias, mais cinema e TV! Mais amor e menos ansiedade! Feliz Ano Novo!

 

 

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