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Voluntariado depois dos 40 anos com benefícios comprovados

A 5 de dezembro assinala-se o Dia Internacional do Voluntariado. Um estudo realizado no Reino Unido sugere que há efetivamente uma associação positiva entre o voluntariado e a boa saúde mental e o bem-estar emocional, que se torna mais evidente por volta dos 40 anos e continua com o avançar da idade.

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Fazer voluntariado depois dos 40 anos de idade pode ter benefícios para a saúde mental e para o bem-estar, de acordo com um estudo realizado por um grupo de investigadores da Universidade de Southampton e da Universidade de Birmingham, ambas no Reino Unido. Os resultados apontam para a necessidade de maiores esforços para possibilitar a envolvência de pessoas de meia-idade e idosos em atividades de voluntariado.

 

Os investigadores analisaram mais de 66 mil respostas de adultos britânicos a perguntas feitas pela ‘British Household Panel Survey’. A pesquisa original, que decorreu entre 1991 e 2008, fez uma série de perguntas sobre atividades de lazer, incluindo a extensão do voluntariado formal. Incluiu, também, um indicador que indicou a saúde mental e emocional, conhecido como GHQ-12. Cerca de 21% dos entrevistados disseram ter realizado algum tipo de atividade formal de voluntariado. As mulheres, em geral, tendem a oferecer-se mais para este tipo de tarefas do que os homens.

 

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O estudo concluiu que há efetivamente uma associação positiva entre o voluntariado e a boa saúde mental e o bem-estar emocional que se torna mais evidente por volta dos 40 anos e continua com o avançar da idade.

 

Aqueles que nunca tinham feito qualquer tipo de voluntariado apresentaram níveis mais baixos de bem-estar emocional, a partir da meia-idade até à velhice, em comparação com aqueles que já fizeram voluntariado.

 

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«O voluntariado pode dar um propósito à vida, especialmente àquelas pessoas que perderam os seus rendimentos, porque o voluntariado ajuda a regular e contribui para a manutenção das redes sociais, algo muito importante no caso das pessoas idosas que muitas vezes vivem em isolamento», elucida Faiza Tabassum, um dos investigadores, em comunicado.

 

Os resultados mantiveram-se iguais mesmo após a consideração de uma série de fatores potencialmente influentes, incluindo o estado civil, nível de escolaridade e classe social. No entanto, o grupo de investigação não conseguiu avaliar a extensão do voluntariado informal, como ajudar os vizinhos, ou seja, não pode captar o espectro completo da atividade de voluntariado.

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