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Viver melhor com doença pulmonar obstrutiva crónica

Cerca de 800 mil portugueses sofrem de DPOC, uma patologia respiratória progressiva que diminui o fluxo de oxigénio aos pulmões e que é muito comum nos fumadores e ex-fumadores. Tosse, expetoração, pieira, dificuldade respiratória (dispneia) e cansaço são os principais sintomas desta patologia que tem um grande impacto no dia a dia do doente. Hoje é Dia Mundial da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica.

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A doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) é uma patologia respiratória progressiva que diminui o fluxo de oxigénio aos pulmões, sendo muito comum nos fumadores e ex-fumadores. Uma patologia que afeta cerca de 800 mil portugueses (14,2% da população com mais de 40 anos), contudo, uma parte importante da população não sabe sequer que a tem, havendo um grande número de casos por diagnosticar.  E, apesar de o fumo de tabaco, tanto para fumadores ativos, como para os que a ele estão expostos passivamente, ser o principal fator desencadeante da DPOC não é a única causa desta doença.

 

A exposição à poluição do ar exterior e interior está ligada à diminuição da função pulmonar e a um risco aumentado de desenvolvimento de DPOC, sendo responsável por mais de sete milhões de mortes a nível mundial. Junte-se ainda a atividade profissional e o ambiente laboral que podem também provocar doenças respiratórias graves pela exposição a poeiras, produtos químicos e/ou gases, através da inalação constante e diária de partículas tóxicas.

 

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Tosse, expetoração, pieira, dificuldade respiratória (dispneia) e cansaço são os principais sintomas desta patologia que tem um grande impacto no dia a dia do doente, pela incapacidade e limitação na realização das atividades profissionais e de vida diárias. Gera stresse, ansiedade e isolamento social, com influência na qualidade de vida. Inclusive, pode mesmo haver limitações na realização de atividades de vida diárias, como higiene pessoal, atividades domésticas e de lazer.

 

Neste sentido, o diagnóstico precoce através de espirometria, exame de avaliação respiratória que determina se existe obstrução das vias aéreas, e o tratamento atempado são essenciais para que os doentes consigam a melhor qualidade de vida possível. O objetivo passa por contrariar o impacto que esta doença tem na qualidade de vida destes doentes, como, por exemplo, a reforma antecipada.

 

Mas é importante não ficar só pelo diagnóstico e o tratamento padrão. Isto é, o tratamento da DPOC é feito através de medicamentos, reabilitação respiratória e oxigénio, sendo essencial o cumprimento rigoroso das indicações médicas, mas não basta ficar por aqui. É fundamental consciencializar a população para as vantagens de adotar hábitos e estilos de vida saudáveis, capacitá-la para a identificação atempada dos sinais de insuficiência respiratória, desmistificar a espirometria e apoiar a pessoa com DPOC.

 

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Para tal, a comunicação social e as campanhas de sensibilização têm um papel fundamental na educação das crianças, jovens e adultos, podendo contribuir para adoção de estilos de vida mais saudáveis ou mesmo para alertar a população para os sinais e sintomas da doença, permitindo um diagnóstico mais precoce, para por um lado prevenir o aparecimento de mais casos e por outro permitir aos doentes viver melhor com DPOC.

 

Por Isabel Saraiva

Presidente da RESPIRA

Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas

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