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Vítor Figueiredo: «É incrível a evolução que houve nos procedimentos de medicina estética»

A medicina estética tem evoluído para soluções cada vez menos invasivas e com resultados mais naturais. Hoje, as pessoas procuram mais procedimentos temporários que têm menos riscos e não são irreversíveis. Vítor Figueiredo, responsável pela medicina estética da Clínica Milénio, faz-nos um retrato desta área em Portugal.

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Quais as grandes tendências atuais na área da estética?

São os chamados procedimentos minimamente invasivos efetuados na face e pescoço. Estes tratamentos têm evoluído muito e são cada vez mais eficazes e menos invasivos, realizando-se de forma segura, rápida e cómoda. Longe vão os tempos em que uma intervenção estética era sinónimo de desconforto e incapacidade. Por isso, cada vez mais pessoas vêm à consulta quando se apercebem dos primeiros sinais de envelhecimento e não têm, por isso, indicação para técnicas invasivas. Pretende-se que cada tratamento represente uma boa experiência (sem dor!) e possibilite o regresso à vida normal sem que ‘ninguém note’ que algo foi efetuado.

 

Quais os procedimentos mais procurados pelas portuguesas? E pelos portugueses?

Mais do que procedimentos, as pessoas procuram estratégias individualizadas e adaptadas às características de cada um. As necessidades são semelhantes em ambos os sexos tendo em conta que o desígnio final é comum, e é o resultado em si que tem de ser natural.

As diferenças que existem nos procedimentos efetuados nos dois sexos têm a ver com a necessidade de preservar a feminilidade na mulher e a masculinidade no homem. Por exemplo, a mulher procura sempre alguma definição labial, mas o homem raramente o deseja, a sobrancelha na mulher é arqueada, mas no homem é reta, ou ainda a mulher deseja alguma projeção malar e o homem procura a da mandíbula e do mento.

 

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Os padrões estéticos variam de país para país. Há algo que se destaque que é praticado mais em Portugal?

A tendência mundial é para a uniformização desses ditos padrões estéticos.  Está hoje bem presente nas pessoas que, mais do que criar estereótipos, cada um tem de ser igual a si próprio, natural, isto é, tem de ser único. Temos assistido a um distanciamento progressivo da tentativa de obtenção de determinadas características desta ou daquela pessoa mais famosa. Acima de tudo as diferentes técnicas efetuam-se de acordo com as necessidades das pessoas dentro de cada país. Por exemplo, nos países mediterrânicos e da américa do sul, onde a exposição solar é grande, tratamentos como peelings ou lasers são frequentes enquanto que nos países nórdicos são residuais.

 

Quais as grandes diferenças com a prática de há 20 anos?

É incrível a evolução que houve nos procedimentos de medicina estética. Longe vão os tempos em que apenas cirurgias radicais se efetuavam. Até as cirurgias atuais são cada vez menos agressivas para proporcionarem resultados naturais com menos complicações. A grande evolução foi e continuará a ser feita na área da prevenção do envelhecimento facial.

 

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Há algum procedimento que tenha caído em desuso, por deixar de haver procura?

Tudo tem interesse desde que aplicado com critério, ou seja, desde que exista indicação. Os procedimentos e técnicas, mais do que desaparecerem, vão evoluindo. Por exemplo, se antigamente se usavam produtos injetáveis permanentes, atualmente a opção é pelos temporários, porque proporcionam resultados mais naturais e são mais seguros.

 

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