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Vigilância das crianças nascidas de técnicas de reprodução medicamente assistida

Cerca de 1% a 2% das crianças no mundo desenvolvido nascem como resultado de técnicas de procriação medicamente assistida (PMA). Assim é fundamental que avaliemos o seu desenvolvimento físico e emocional/psicológico.

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Ao fazê-lo, devemos levar em consideração suas origens:

 

  • Gâmetas manipulados obtidos por Fertilização in Vitro (FIV) ou por injeção intracitoplasmática de espermatozóide (ICSI)
  • Gâmetas ou embriões criopreservados
  • Gâmetas ou embriões doados
  • Maternidade de substituição
  • Inseminação com esperma de dador de mulheres solteiras ou de casais de mulheres

 

Gâmetas manipulados

A IVF e a ICSI envolvem estimulação ovárica com colheita de ovócitos ou óvulos, utilizando regimes de medicamentos de complexidade variável. Os ovócitos são depois colocados em conjunto com o esperma depois de tratado (FIV) ou injetados com espermatozoide (ICSI). Os embriões resultantes destes processos são colocados em meios de cultura próprios, usualmente durante 2 a 5 dias, antes da transferência dos embriões para o útero.

 

Os diferentes medicamentos usados na procriação assistida não foram associadas a anomalias congénitas ou desfecho fetal adverso. As principais preocupações estão centradas na seleção artificial dos gâmetas e embriões, e nos eventuais efeitos das técnicas de micromanipulação e das condições da cultura de embriões.

 

Fertilização in Vitro

Uma das dificuldades ao comparar o resultado das crianças nascidas resultantes de técnicas de PMA com aquelas concebidas naturalmente é a alta taxa de gravidez múltipla com tratamentos de fertilidade, o que inevitavelmente resulta em um aumento do parto prematuro que é uma desvantagem.

 

No entanto, alguns estudos parecem indicar que mesmo as gestações de um só feto resultantes de FIV têm taxas de complicações mais altas do que as gestações unifetais naturais, embora isso possa estar relacionado com as características maternas (por exemplo, idade aumentada e problemas médicos subjacentes que resultaram em subfertilidade) e não com a utilização da tecnologia FIV.

 

Contudo os fetos resultantes de FIV parecem estar em maior risco de nascer prematuramente e de serem pequenos/ menor peso ao nascer para a idade gestacional. Pensa-se que este facto pode ter algo a ver com uma redução geral da “capacidade reprodutiva” em mulheres com problemas de fertilidade. Alguns estudos demonstraram, por exemplo, que há um risco aumentado de mortalidade neonatal em mulheres que levam muito tempo a conceber naturalmente em comparação com aqueles que concebem rapidamente.

 

Curiosamente alguns estudos revelaram que, para um determinado peso ao nascer, os recém-nascidos de FIV eram mais propensos a sobreviver ao período perinatal do que os naturalmente concebidos. Por outro lado, as gestações gemelares de FIV tiveram resultados semelhantes às gestações gemelares naturais.

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