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Viajar de avião: as diferenças entre hoje e há 70 anos

Skycop, empresa que defende os passageiros e os seus direitos, fez um apanhado das maiores mudanças nas viagens aéreas nos últimos 70 anos. Fumar e beber era permitido, as refeições eram em loiça de porcelana e com talheres de prata, estar acima das nuvens era sinónimo de festa…

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Em 2017 quase quatro mil milhões de passageiros passaram algum do seu tempo acima das nuvens e espera-se que esse número aumente com o passar do tempo. Se alguém tivesse partilhado estes números nos anos 50 do século passado, o mais provável seria chamarem-lhe lunático porque, naquele tempo, voar não era nada como é agora.

 

Os anos 50 e 60 são apelidados de Anos Dourados das viagens aéreas e, ainda que alguns olhem para esses tempos com saudade e fascínio, outros não concordam tanto com isso. Então vamos descobrir como os Anos Dourados eram diferentes da era moderna da aviação.

 

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1 – Antes de mergulharmos nos detalhes dos voos, falemos de publicidade. Anúncios modernos tendem a focar-se na acessibilidade, inclusão e responsabilidade, enquanto os anúncios dos anos 50 e 60 eram sobre luxo, conforto e aventura num (relativo) curto período. Slogans como “Voe num luxo sem comparação” da Air France, “Demorou 27 anos para a Senhora Sullivan conseguir convencer o Senhor Sullivan a voar até ao Havaí. A United Jet conseguiu-o numa tarde”, pela United Airline e “Turistas chamam-lhe (e tu também o irás fazer): A melhor companhia aérea para se viajar”, por Douglas, todas divulgam novidades sobre o encanto das viagens de avião.

 

2 – Depois de se apaixonarem pelo anúncio e pela ideia de voar, os viajantes dos Anos Dourados tinham algumas opções de como conseguir os seus bilhetes – ligar diretamente para as companhias aéreas ou entrar em contacto com agentes de viagens pessoalmente, pelo telefone ou por carta. Agora, graças à magia da internet, os bilhetes estão, literalmente, a alguns cliques de distância a qualquer momento e pode escolher entre as várias companhias e preços.

 

3 – Falando de preços, pode chamar-se sortudo por poder viajar neste milénio. Nas últimas décadas, os preços dos voos baixaram em mais de 40% desde os Anos Dourados e a popularidade das companhias de baixo custo deu a oportunidade de viajar pelo ar a várias pessoas de diferentes classes económicas. Nos anos 50 e 60 apenas as pessoas ricas podiam disfrutar das viagens aéreas. Por exemplo, em 1955, a agora extinta Trans World Airline (abreviada de TWA) oferecia voos de Nova Iorque para Roma, Itália, por apenas 360 dólares. Parece fantástico, certo? Bem, naquele tempo o salário anual de uma pessoa chegava aos 4.000 dólares significando que uma viagem apenas de ida correspondia a 10% do salário anual da pessoa e, convertendo para os valores de hoje, ajustando a inflação, o bilhete custaria mais de 3.000 dólares! Ainda assim, naquele tempo não havia custos adicionais, como taxa de bagagens ou taxa para ter mais espaço para as pernas – talvez valesse a pena então? Voos de Nova Iorque para Roma hoje podem custar apenas 346$ se conhecer alguns truques. Claro que há opções luxuosas que podem custar muito mais do que 3.000$, mas o facto de podermos escolher é o que importa.

 

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5 – Embarcar era muito mais fácil naquele tempo. Verificações de segurança começaram em 1973, ou seja, até então embarcar era fácil: chegava, entregava o bilhete dividido em 3 partes e era-lhe entregue o bilhete de embarque, nem necessitava do seu bilhete de identificação. Agora pode demorar uma hora ou mais para conseguir passar pelas verificações de segurança, mas vale a pena.

 

6 – Hoje, quando finalmente chega ao avião é recebido pela tripulação de ambos os sexos com uma aparência amigável que o assiste durante o voo e explica o protocolo de emergência. Há 50 anos apenas as mulheres podiam ser hospedeiras de bordo: tinham de ser jovens, bonitas, charmosas e solteiras para conseguirem o lugar. As regras de muitas companhias aéreas ditavam que as hospedeiras só poderiam trabalhar até ao 32º aniversário, bem como o casamento também significava reforma. As hospedeiras de bordo tinham de pendurar os casacos, entregar revistas, servir refeições e ter conversas agradáveis com os passageiros.

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