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Vera Ribeiro: «Temos uma capacidade inata para seduzir»

É psicóloga clínica, mestre em sexologia e acaba de lançar o livro ‘Manual de Sedução: Jogos sensuais, técnicas e tudo o que precisa para ter mais prazer’, onde convida as pessoas a percorrerem o lado mais secreto do seu íntimo, a descobrir o prazer, a aprender a despertar no outro o desejo e a deixar-se seduzir. Porque, diz, a conquista e o amor estão em crise…

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A sexualidade é uma parte muito importante das nossas vidas. Mas será que vivemos felizes neste campo? Conhecemos e gostamos do nosso corpo? Deixamo-nos dominar pela vergonha ou vivemos o prazer livre de preconceitos? Exploramos a nossa sensualidade, as nossas fantasias em busca do prazer?

 

Vera Ribeiro, psicóloga clínica e sexóloga de formação, reúne, no livro que acaba de lançar, vários anos de experiência clínica onde apresenta casos reais de consultório, dá dicas e técnicas para alcançar mais prazer na relação a dois e ajuda a resolver problemáticas comuns, que podem assombrar a vida íntima, como a diminuição do desejo sexual ou a disfunção erétil. E nós quisemos saber um pouco mais.

 

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O que a levou a escrever este livro?

Uma proposta por parte da Editora Manuscrito, para escrever um livro prático, com dicas e formas de estar para uma sexualidade saudável. Tendo em conta que nos dias de hoje a sexualidade e a capacidade de seduzir estão muito banalizadas e pouco saudáveis e, por isso, há que mudar esse paradigma e tornar as pessoas mais felizes.

 

Quais as características que tornam uma pessoa sensual?

A criatividade, o humor, a honestidade, o respeito por si e por quem está consigo, a assertividade, o sex appeal e saber amar o próximo depois de nos amarmos a nós próprios.

 

É possível trabalhar essas características ou nem todas as pessoas conseguem ser sensuais?

Temos uma capacidade inata para seduzir, mas como em tudo na vida… pode ser melhorada, para nos tornarmos seres mais completos e felizes interiormente.

 

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Qual o papel da autoestima num jogo de sedução?

Se não estivermos bem connosco – nomeadamente na identificação mente/corpo, pertencer àquela mente e encaixar-me naquele corpo – nunca vamos estar bem na pele que vestimos. Deve sentir-se bem na sua pessoa por dentro para que os outros também vejam por fora. Há pequenas mudanças que podemos fazer no nosso interior que refletem mudanças enormes no nosso exterior. A autoestima, a autoconfiança é uma delas, sentirmo-nos seguros daquilo que somos e do que gostamos é algo muito poderoso!

 

Como é a sensualidade dos portugueses? Onde têm de trabalhar mais?

A conquista e o amor estão em crise… o apelo ao consumismo “destrói” o lado mais natural das coisas. O que deveria ser natural, neste momento, é um pacote processado… hoje em dia existe muita influencia social nesta arte de sedução, moldando a sociedade para um contexto de redes sociais, imagens de corpos torneados, peles bronzeadas, filtros pra tudo, até personalidades que não correspondem à nossa realidade. Enfim, quem acaba por seduzir é um produto de tecnologia e não a pessoa ao natural (ao vivo). Assim como em relações mais longas, a arte de seduzir cai em desuso e o amor desvanece.

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