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“A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo – Peter Drucker”

 

Ainda imbuído do espírito Euro2016 e da vitória da Seleção gostaria de partilhar consigo algo que, apesar de conhecido e utilizado há muito tempo, parece ainda ser do desconhecimento de muitos.
 
Pouco depois do jogo terminar, foram vários os intervenientes que, a pedido dos jornalistas, foram desvendando os seus “segredos” para este feito histórico. Começando por um dos principais protagonistas, o marcador do golo da vitória, Éder afirmou que aquele momento já tinha sido preparado e previsto há muito tempo. Estava claro na sua mente que, assim que tivesse uma oportunidade, o momento seria materializado. E foi!
 
Também o selecionador, o engenheiro Fernando Santos, leu na íntegra a carta que tinha escrito a Deus ainda antes de partir para França e cujo conteúdo consistia num agradecimento à priori por algo que ainda não tinha acontecido. Ou talvez já tivesse…
 
O que estes dois intervenientes fizeram qualquer um de nós pode fazer, pois nestas coisas o Universo não limita as suas leis a figuras públicas. O que ambos demonstraram foi que o poder da visualização, da crença e de posteriormente entrar em ação fazem toda a diferença.
 
Deixo então algumas dicas de como poderá fazer:
– Comece por escolher um local sossegado e onde se possa virar para dentro de si. Pense no que gostaria de ter, ser, fazer. Ao fazê-lo, preste atenção ao que vê, ao que diz a si e principalmente ao que sente acerca do que visualiza. Se surgir um qualquer objetivo que não seja acompanhado de um forte sentimento, talvez o objetivo não seja assim tão importante. Lembre-se que os objetivos são definidos conscientemente e se o seu inconsciente não estiver “de acordo” com ele, o mais provável é que não seja atingido.
 
– Quando tiver uma ideia clara do que deseja, comece a “limar arestas”, dedique-se aos pormenores. Como já partilhei em artigos anteriores, é importante que os objetivos dependam o mais possível de si. Quantos mais forem os intervenientes, mais difícil se torna pois há muita coisa que pode fugir ao nosso controlo.
 
– Logo que esteja tudo definido dentro da sua mente, “saia” dessa imagem, ou seja, veja-se de fora a atingir o seu objetivo. Fixe bem esta imagem, pois o que sugiro é que a vá visualizando várias vezes ao dia. Porquê várias vezes e não uma só? Porque quando estamos constantemente a pensar em algo específico, colocamos a nossa energia nesse pensamento. A energia flui para onde está a nossa atenção e por experiência própria posso dizer-lhe que, quando colocamos toda a nossa atenção num objetivo, quando vivemos e respiramos esse objetivo 24 horas por dia, ele tende a materializar-se bem antes da data definida.
 
Agora que já sabe o que quer, como quer e quando quer está na hora da parte mais importante: entrar em ação! A visualização é muito importante, mas de nada serve sem ação. Experimente visualizar o seu quintal sem ervas daninhas. Até se levantar da cadeira e ir lá arrancá-las elas vão permanecer por lá e o mais provável é encontrar mais pois estas meninas são peritas em reproduzir-se! Então a fase seguinte deste objetivo é conceber um plano de ação e este deve seguir também alguns critérios. O equilíbrio é um fator importante. O plano de ação não deve ser tão exigente que cause desmotivação ao fim de 2 dias. Por outro lado, se for “fácil” demais não nos move. Atingir este objetivo deve implicar um investimento considerável de energia da nossa parte. Não acredita mesmo que o Éder tenha feito o que fez a treinar apenas 1 vez por semana, certo?
 
Depois da visualização, passemos ao outro aspeto que me parece essencial: a gratidão. Relembro a carta do selecionador. Note que este escreveu a carta mais de 1 mês antes do fim do torneio e as suas palavras continham um agradecimento por algo que ainda não tinha acontecido. Ao fazê-lo, não só reforçou a sua visualização, como usou uma das energias mais poderosas do planeta: a gratidão. Desde sempre e por todo o mundo que diferentes religiões e filosofias referem o poder de agradecer. Eu não sei como isto funciona exatamente, mas sei que funciona e por isso visualizo e agradeço.
 
Na vida temos 2 hipóteses: conduzir ou ser conduzido. Planear ou estarmos sujeitos aos planos dos outros. Eu desde há algum tempo que escolho a primeira e tenho-me dado bem com isso. Sugiro-lhe o mesmo.

Boas férias e/ou bom trabalho!

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