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Vem aí o Natal. E agora?

Quase toda a gente se refere ao descalabro do Natal como um problema estético, o peso que se acrescenta, a roupa que deixa de servir… O que poucos referem é o estado em que fica o intestino, a hiperpermeabilidade que se instala, um verdadeiro rombo no sistema imunitário.

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Para muitas pessoas, já começaram os jantares de grupo: amigos de longa data, amigos de curta data, trabalho, colegas de faculdade, família, etc. Muitas destas pessoas relatam como é difícil manter bons hábitos alimentares devido à frequência dos convívios à volta da mesa.

 

Enquanto profissional que ajuda pessoas a manterem-se em boa forma e boa saúde ao longo de todo o ano, pela minha experiência, tenho visto muitos casos de aumento de peso no mês de dezembro. Não só se abandona os bons hábitos alimentares durante um extenso período de tempo, como também é comum a desistência temporária das rotinas de exercício.

 

Pior do que o aumento no peso, é o arraso na saúde, facto quase sempre negligenciado. Quase toda a gente se refere ao descalabro do Natal como um problema estético, o peso que se acrescenta, a roupa que deixa de servir… e sempre com a eterna esperança (ou será desculpa?) de recomeçar uma alimentação saudável e retomar o ginásio no ano que se avizinha. O que poucos referem é o estado em que fica o intestino, a hiperpermeabilidade que se instala, um verdadeiro rombo no sistema imunitário, numa altura do ano em que os vírus e bactérias que nos rodeiam (vírus da gripe, por exemplo), facilmente nos podem infetar.

 

A quantidade de açúcar, trigo (com os seus nutrientes inflamatórios), fritos (gordura hidrogenada – aterogénica e inflamatória) consumidos é assustadoramente perigosa. A meu ver, poderá colocar em risco a integridade dos vários sistemas, e o declínio na saúde é inevitável! Tudo isto numa altura que se diz espiritual, contrariando o que se menciona mais adequado em alturas de celebração e ascensão espiritual: jejuar e/ou comer frugalmente.

 

É possível passar pela época natalícia sem sofrer as consequências nefastas em termos de saúde? Claro que sim! Basta mudar o “chip”, como costumo dizer, a propósito da tomada de decisões contrárias à prática de anos:

– O mês de dezembro é um mês como outro qualquer, por isso é um mês para treinar, e não acredite que “treinar para poder comer” é uma boa prática!

– Quando vai a jantares, não se sinta obrigado/a a consumir o que não quer, torne-se imune aos comentários sobre as suas opções nutricionais.

– Com o trânsito louco na cidade, aproveite para andar mais a pé!

 

Boas Festas, tranquilas e saudáveis!

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