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Vai uma dança? Veja porque não pode parar de dançar

Além de ser uma atividade física divertida e uma forma de expressão artística, a dança beneficia o bom funcionamento do cérebro e a saúde. Ora descubra mais na altura em que se assinala o Dia Mundial da Dança, a 29 de abril.

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Inúmeras pesquisas mostram que, além de ser uma ótima fonte de exercício físico, a dança melhora as funções cognitivas. E a boa notícia é que não é preciso dançar a um nível profissional para usufruir dos benefícios. Mesmo aqueles que fazem uma aula por semana ou que simplesmente dançam em saídas com amigos estão a estimular o cérebro com esta atividade.

 

Estimula a capacidade mental: Dançar melhora as capacidades cognitivas e prepara o cérebro para adquirir novos conhecimentos. Enquanto dançamos, o corpo está a bombear sangue para o cérebro, levando o oxigénio e glicose necessários para o seu bom funcionamento. De acordo com um estudo do Albert Einstein College of Medicine publicado no New England Journal of Medicine, a dança é o melhor desporto para melhorar as capacidades cognitivas, em todas as idades.

 

Joseph Coyle, da Faculdade de Medicina de Harvard, explica que a dança faz o hipocampo e o cortex cerebral funcionar, levando-os a reconectarem-se e a funcionarem melhor. O que acontece é que enquanto pensamos no próximo passo a fazer, formam-se novos caminhos neurológicos que melhoram a transmissão da informação. Assim, dançar exercita as funções cognitivas de várias maneiras, enquanto melhora a capacidade mental.

 

Reduz o risco de demência: O mesmo estudo demonstrou que a dança também reduz o risco de demência, a perda progressiva das capacidades cognitivas, de forma parcial ou completa que, a longo prazo, pode resultar na perda de autonomia. A doença de alzheimer é apenas uma das mais conhecidas e profundas formas de demência.

 

Os investigadores usaram uma amostra de cidadãos seniores, com mais de 75 anos, para perceber como é que as atividades recreativas afetam a agilidade mental no envelhecimento. Os resultados mostraram que 76 por cento das pessoas que dançavam frequentemente mostravam menos sinais de demência, em comparação com pessoas que preferem outras atividade físicas ou cognitivas, como fazer palavras cruzadas ou puzzles.

 

Reduz o stress: Tal como outras atividades físicas vigorosas, a dança aumenta os níveis de seratonina e endorfina no cérebro. Estes neurotransmissores são importantes químicos cerebrais que afetam o humor e a energia. Assim, enquanto dançamos o corpo naturalmente liberta estes neurotransmissores que, ao chegarem ao cérebro, ajudam a reduzir os sinais e sensação de stress e depressão.

 

Aumenta os níveis de energia: Isto acontece devido ao constante fluxo da hormona seratonina, de que falamos antes. Assim, depois de uma sessão de dança vai ter a energia necessária para o resto do dia, em vez de se sentir cansada e esgotada, como seria de esperar. E saiba que esta é uma energia diferente daquela que sente quando bebe um café, por exemplo, que é um despertar momentâneo, a energia da seratonina dura um dia.

 

Aumenta a força, flexibilidade, resistência e equilíbrio: Dançar não é só um exercício para o cérebro, como até agora mostramos, é obviamente também um ótimo exercício para o corpo. Independentemente da idade, vai sentir melhorias físicas a todos os níveis depois de algumas sessões de dança. Só deve ter o cuidado de escolher o estilo que mais se adequa à sua condição física.

 

Melhora a saúde cardiovascular e fortalece os ossos: Estes benefícios não são exclusivos da dança. Como é evidente, a saúde cardiovascular sai beneficiada com qualquer tipo de atividade física, desde que o esforço não seja maior do que o suportado pelo corpo. A diferença é que a dança, por ser mais divertida e interativa do que a maioria dos desportos, vai proporcionar-lhe momentos de relaxamento enquanto cuida do corpo.

 

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