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Uso racional de antibióticos

Não use quando não precisa, para que seja eficaz quando precisar.

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Com a chegada do Outono e da chuva, aumentam em circulação os vírus respiratórios, responsáveis por constipações e gripe, o que aumenta a procura dos cuidados de saúde por infeções respiratórias. Se os sintomas são exuberantes, é frequente os doentes questionarem o médico: “E não acha que devia tomar um antibiótico?”.

 

Esta questão deve ser esclarecida individualmente, de acordo com o caso clínico, mas todos, doentes e médicos, somos responsáveis pelo uso racional dos antibióticos. Para atrair atenção para esta temática, assinala-se a 18 de novembro o Dia Europeu do Antibiótico, inserido na Semana Mundial do Antibiótico, cujo objetivo é sensibilizar a população em geral para os riscos para a saúde pública decorrentes da utilização inadequada e excessiva de antibióticos e da consequente emergência de resistência microbiana aos antibióticos.

 

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De acordo com a Direção Geral da Saíde, a tendência aponta para que em 2050 os problemas de saúde relacionados com a resistência a antibióticos matarão mais do que o cancro e os procedimentos médicos de rotina poderão converter-se em procedimentos de elevado risco. Portugal está acima da média europeia na utilização de antibióticos, o que eleva esse risco.

 

Os antibióticos salvam vidas quando usados para tratar infeções bacterianas, mas não têm qualquer utilidade para tratamento de infeções causadas por vírus, como gripes e constipações, por exemplo. Devem ser tomados como o médico indicar, e nunca sem prescrição médica.

 

A utilização desnecessária ou excessiva destes fármacos não tem qualquer benefício para o doente e promove a seleção de bactérias mais resistentes e, portanto, mais difíceis de tratar. A crescente resistência das bactérias aos antibióticos cria um cenário preocupante de progressiva perda da efetividade do antibiótico, que gera internamentos mais longos, custos mais elevados e aumento da mortalidade.

Se nada for feito prevê-se que em 2050, morram 10 milhões de pessoas em todo mundo por infeções causadas por bactérias resistentes aos antibióticos

 

Assim, todos podemos contribuir para minorar este problema, através de ações individuais que promovem o uso racional de antibióticos:

– Tome antibiótico apenas quando prescrito por um médico.

– Se está a tomar um antibiótico, cumpra a posologia como lhe foi indicado pelo médico/farmacêutico, não omita tomas, nem tome mais nem menos tempo que o prescrito.

– Se está a tomar antibiótico, não partilhe com familiares, amigos ou vizinhos.

– Os antibióticos de tomas anteriores que possam ter sobrado, não devem ser reaproveitados para automedicação.

– Não insista em tomar antibiótico. Confie no seu médico se lhe diz que não precisa de antibiótico.

– Reforce as medidas individuais para prevenir infeções (como por exemplo a lavagem das mãos, a etiqueta respiratória e a vacinação) – são muito importantes!

 

A resistência aos antibióticos ocorre naturalmente ao longo do tempo, mas a sua utilização incorreta em humanos e animais acelera o processo. Seja consciente desta ameaça à saúde global e não use antibióticos para automedicação.

 

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