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Urge líderes com espírito de criança

A poucos dias do dia 1 de junho, Dia da Criança urge assumir que as organizações necessitam de líderes com espírito de criança.

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A criança é em si mesmo um é símbolo de humildade e simplicidade. Uma criança nunca procura ser maior, ou melhor, mas ser o que é: criança. Para atingir o sucesso o líder deve preocupar-se, igualmente, em ser apenas o que é, líder. Um líder que oferece uma nova perspetiva sobre a realidade, uma visão a longo prazo que impele significado, propósito à função de cada liderado. A sua atuação é clara e transparente, inspirando os colaboradores a não temerem revelarem a sua curiosidade e expor as suas ideias. Capacita os outros a ser melhores que ele próprio, não teme, nem se ofusca com o brilho do liderado, pelo contrário orgulha-se. Estimula a autonomia, a atitude crítica, a curiosidade, o perguntar.

 

Criança é sinónimo de perguntas, quem de nós não se lembra da célebre “fase dos porquês?”.  Para as crianças a única forma de conhecer e entender o mundo é perguntando.  Para os adultos também devia ser assim, no entanto, a dada altura, passámos a acreditar que fazer perguntas era algo desadequado e passámos a ter vergonha de perguntar o que não sabemos, com receio do julgamento dos outros. O líder, tal como as crianças, não deve ter este receio. Deve perguntar sempre o que não sabe, torna-o humano, fortalecendo e aproximando-o à sua equipa.

 

É natural presenciar a alegria no rosto de uma criança, independente das circunstâncias em que ela se encontra. Não há problema, crise ou dificuldade para ela, pois sabe que irá encontrar uma solução. Tal como as crianças, o líder, ver o lado positivo das coisas e adotar uma visão otimista da realidade, ser alegre. A alegria é um verdadeiro bálsamo para a vida, energizando os que o rodeia.

 

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Um líder otimista faz toda a diferença! O otimista não é um cego alienado, da realidade, que não vê os problemas. O Otimista reconhece os problemas, sabe que eles existem, avalia o seu impacto, mas procura encontrar uma solução.  O otimista procura, tem um papel ativo perante os problemas, vê a oportunidade no “mar de dificuldades”.

 

A criança exala honestidade. Não tem receio de dizer o que pensa e sente. Quem nunca experimentou, a “honestidade” de uma criança.  Não tem maldade naquilo que faz ou recebe. O grau e pureza existente na vida de uma criança é algo incalculável. Só os líderes honestos atingirão o sucesso. Ser honesto é uma premissa básica para ser líder. Sabem quem são e o que representam, conhecem os seus valores e não abdicam deles independentemente das circunstâncias que enfrentam. Comunicam-nos e demonstram-nos diariamente às suas equipas criando uma atmosfera de certeza e confiança, garantindo o foco e a motivação da sua equipa. A honestidade traz consigo a integridade. Pela integridade os líderes garantem a lealdade, inspiram e ajudam a equipa a atingir os seus objetivos. Vivem os valores que acreditam, conferindo-lhes credibilidade e reforçando a relação de confiança com a sua equipa.

 

Sabe-se que grandes progressos científicos e tecnológicos surgiram a partir de uma curiosidade aguçada, de uma brincadeira tenaz, levada às raias da obstinação. O brincar e a curiosidade precisam estar no quotidiano do líder, mesmo que ele esteja mergulhado em compromissos, problemas, trabalho, horários, objetivos.  O brincar tem vários ângulos e o líder que preserva a criança que há dentro dele não é só mais feliz, mas seguramente tem mais saúde física e mental. O brincar convida o humor a expressar-se, tornando os problemas mais leves e as soluções mais criativas.

 

O líder curioso estimula a curiosidade na sua equipa, fomenta o foco em encontrar novas formas de ver a realidade, criando novos talentos e inspirando a melhores resultados.

 

As crianças não ficam presas ao medo, pensando no que têm a perder ou avaliando cada passo que dão com medo das consequências.  São curiosas, experimentam, novos sabores e aventuras, descobrem algo novo todos os dias, caem e levantam-se com a mesma rapidez. Elas simplesmente acreditam que podem e que vão conseguir. Às vezes magoam-se, noutras circunstâncias conseguem, ou então os seus planos não funcionam, mas algo ainda melhor acontece. Mas, elas arriscam porque sabem e acreditam no que querem e têm a certeza que se não tentarem nunca saberão se é possível.

 

Esta capacidade de arriscar, não ficando preso ao medo, é uma competência, que tal como as crianças, os líderes precisam de possuir. Não podem temer experimentar. Não podem deixar de lado este aspeto da criança e tornarem-se adultos com medo de arriscar. Ainda que a sociedade empurre para um certo conservadorismo e indique um caminho a seguir, só o líder que ousa, vence.

 

Para uma criança, qualquer objeto, é algo mágico, encantado, que se transforma em múltiplas coisas e vive diferentes aventuras. Seria ótimo se a nossa cabeça funcionasse para sempre assim. Mas, a partir de dada altura, “colamo-nos” à realidade e passamos a olhar o mundo em vez de o observar.

O líder necessita observar o que o rodeia com os olhos de criança, colocar a imaginação a funcionar e ver além do que é óbvio. Nos momentos de crise, a imaginação é uma arma secreta, para definir novas estratégias que desafiem a realidade existente. Imaginar permite criar cenários, antecipar soluções. Lembre-se quem não antecipa, improvisa!

 

Colocar limites na própria vida é característico da fase adulta. As crianças acreditam que podem tudo: voar, tornar-se um super-herói, ficar invisível, fazer magia, ser uma princesa ou um dragão. E nunca se frustram porque não deixam de acreditar depois do primeiro fracasso.

 

Quando crescemos a nossa imaginação dá lugar a sonhos mais reais, porém a nossa capacidade de acreditar diminui. Colocamos entraves aos nossos sonhos antes mesmo de equacionar tentar realizá-los.

 

O líder tal como as crianças nunca deve deixar de acreditar em impossíveis, nunca deve deixar de sonhar pois só assim se contagia a si próprio e à sua equipa. Sonhos determinam o caminho de um líder. Mantêm-no “vivo”, impulsionam-no, energizam-no e impedem-no de desistir.

 

Andar, aprender a falar, ler e escrever são algumas aquisições características da infância. Se as crianças desistissem, teríamos um conjunto de adultos a gatinhar e a chorar para obter a satisfação das suas necessidades.

 

O líder precisa ser persistente como foi nos seus primeiros anos de vida.  É fundamental ter confiança em si próprio e nas suas capacidades para enfrentar os obstáculos que encontrar. Lembre-se, muitas das coisas mais importantes do mundo foram conseguidas por pessoas que continuaram a tentar quando parecia não haver mais nenhuma esperança de sucesso.

 

Talento e conhecimento de nada servem sem persistência. A persistência permite ver o obstáculo como uma experiência e confere-nos coragem para persistir perante a adversidade e a desilusão de não conseguir.

 

As crianças ajudam outras crianças. Partilham as suas refeições, são as primeiras a oferecer ajuda quando alguém precisa dela. Quando uma criança cai e raspa o joelho, a criança corre em auxílio a ajudar, pois sente o que a outra criança pode estar a sentir e fazem o que elas naturalmente quereriam que alguém fizesse se elas estivessem na mesma situação.

 

Esta é talvez uma das características mais importantes de um grande líder: a capacidade de demonstrar empatia. A empatia é crucial para os líderes e para aqueles que aspiram liderar.  A capacidade para se colocar no lugar dos outros, entender os seus medos e receios será fundamental neste novo mundo.

 

Permite ao líder conectar-se com a dor humana, perceber como cada ação afeta cada membro da equipa, revelando interesse genuíno pelas suas preocupações. O líder empático tem a capacidade de entender o outro e considerar os seus sentimentos para tomar melhores decisões.

 

Por último, tenha sempre em mente que o risco de se tornar um colaborador ou um chefe idiota é elevado, pelo que faça um exame diário à sua atuação.

 

Antes de culpar o mundo, culpe-se a si!

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