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Universal ou cultural? Estudo diz que a forma de reagir às emoções depende de como as entendemos

Raiva, nojo, alegria, medo, tristeza e surpresa são percecionados por todos os humanos da mesma forma, como se julga? Nem por isso, revela um novo estudo que diz que um grande peso cultural e pessoal na hora de interpretar as emoções alheias.

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Um grupo de investigadores da Universidade de Nova Iorque levou a cabo um estudo onde comprovaram que a forma como vemos as emoções das outras pessoas depende de um conjunto de fatores, de onde se destacam as nossas crenças preconcebidas sobre o que representam as emoções.

 

Na série de estudos realizados pelos investigadores da Universidade de Nova Iorque, EUA, os participantes foram confrontados com seis emoções: raiva, nojo, alegria, medo, tristeza e surpresa, sendo que alguns cientistas defendem que estas emoções são universais em todas as culturas. O objetivo era ver se o que estes sujeitos sabiam sobre estas emoções de alguma forma afetava a forma como as viam estampadas nos rostos de outros.

 

Durante este estudo os participantes foram questionados sobre o que sabiam sobre cada uma das emoções apresentadas. Este conhecimento foi utilizado para estimar quão intimamente estes preconceitos estava na mente dos sujeitos do estudo e de que forma poderiam influenciar no que iriam ver.

 

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Jonathan Freeman e Jeffrey Brooks, os autores deste estudo, decidiram testar se as diferentes formas como os indivíduos viam estas emoções nas suas mentes iriam distorcer de alguma forma quando era chegada a altura de ver estas emoções estampadas em rostos humanos. Para tal, os participantes do estudo tiveram que ver uma série de imagens de expressões faciais humanas das emoções e fazer julgamentos sobre as emoções que estavam a ver.

 

Para avaliar estas perceções foi usada uma tecnologia inovadora que através dos movimentos da mão consegue revelar os processos cognitivos inconscientes, como quais as foram as categorias de emoção que foram ativadas na mente dos indivíduos durante a visualização das imagens.  E, ao contrário de outras pesquisas, onde os participantes do estudo podiam alterar as suas respostas, aqui tinham que responder numa fração de segundos ao que estavam a ver.

 

Durante este estudo, foi compreendido que quando os participantes neste estudo viam duas emoções que acreditavam ser semelhantes (como é o caso da “raiva” ou do “nojo”), para eles os rostos apresentados também não mudavam, mesmo que fossem completamente diferentes.

 

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O resultado deste estudo, que foi publicado na revista “Nature Human Behavior”, apresenta uma nova visão sobre como reconhecemos as expressões faciais da emoção. Isto porque as visões tradicionais sempre defenderam o facto de todas as expressões faciais ligadas às emoções são de cariz facilmente reconhecido.

 

«Perceber as expressões faciais de outras pessoas é como se diretamente estivéssemos a ler dos seus rostos. Só que essas perceções visuais podem deferir de pessoa para pessoa. Depende das crenças que trazemos para a mesa», explica Jonathan Freeman, um dos autores deste estudo (em conjunto com Jeffrey Brooks) e professor associado do Departamento de Psicologia da NYU. Para Freeman, estes resultados podem ter implicações para a inteligência artificial. Já que poderia ser criado um algoritmo que reconhecesse as emoções humanas. «As nossas descobertas sugerem que as pessoas variam nas pistas faciais que utilizam para perceber as expressões das emoções faciais», conclui.

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