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UNICEF apela a ação concertada para prevenir assédio moral e intimidação que afetam mais de 70% dos jovens em todo o mundo

Trinta anos após a adoção da Convenção sobre os Direitos da Criança e a criação da World Wide Web, este é o momento para renovar o foco nos direitos digitais das crianças, revela a UNICEF neste que é o Dia da Internet Segura.

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A UNICEF alerta sobre os perigos da violência online, cyberbullying e assédio digital para 70,6% dos jovens entre os 15 a 24 anos que estão online e pede uma ação conjunta para combater e prevenir a violência online contra crianças e jovens.

 

O apelo, feito no Dia da Internet Segura, surge na sequência de um recente inquérito da UNICEF, que obteve mais de 1 milhão de respostas, ao longo de cinco semanas, em mais de 160 países, e sugestões de uma série de encontros de estudantes sob mote #ENDviolence realizados em todo o mundo. Neste inquérito, os jovens deram respostas ponderadas sobre o que eles e os seus pais, professores e decisores políticos poderiam fazer para garantir que estão seguros – e a bondade destacou-se como um dos meios mais poderosos para evitar o bullying e o cyberbullying.

 

«Temos falado com crianças e jovens de todo o mundo e o que eles nos dizem é claro: a Internet transformou-se num deserto de bondade», afirma a diretora executiva da UNICEF, Henrietta Fore. «É por isso que no Dia da Internet Segura, a UNICEF convida todos, jovens e menos jovens, a serem gentis online, e apela a uma maior ação para tornar a Internet um lugar mais seguro para todos.»

 

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A Internet tornou-se numa parte essencial na vida dos jovens, independentemente do seu nível de rendimento. De acordo com a agência da ONU – União Internacional de Telecomunicações (UIT), 94% dos jovens entre 15 e 24 anos nos países desenvolvidos estão online, enquanto mais de 65% dos jovens estão online nos países em desenvolvimento. Estes dados indicam que os jovens lideram na utilização da Internet, face à população em geral. Em todo o mundo, apenas metade da população total, independentemente da idade, está online.

 

Esta proliferação de uso da internet incrementa o risco que lhe está associado. De acordo com dados da UNESCO sobre a prevalência do cyberbullying em países de maiores rendimentos, a proporção de crianças e adolescentes afetados por cyberbullying varia entre os 5% e os 21%, sendo que as meninas parecem mais propensas ao cyberbullying do que os rapazes.

 

O cyberbullying pode causar danos profundos, uma vez que pode atingir rapidamente um público amplo e pode permanecer online indefinidamente, “seguindo virtualmente” as suas vítimas para toda a vida. O bullying e o cyberbullying alimentam-se mutuamente, formando um continuum de comportamento prejudicial. As vítimas de cyberbullying são mais propensas a consumir álcool e drogas e a abandonar a escola. Estes também são mais propensos a ter fraco rendimento escolar, baixa autoestima e problemas de saúde. Em situações extremas, o cyberbullying já levou ao suicídio. No Dia da Internet Segura, a UNICEF relembra a todos que a bondade – tanto online como offline – é uma responsabilidade que começa com cada um de nós.

 

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Por ocasião do 30º aniversário da adoção da Convenção sobre os Direitos da Criança, a UNICEF apela também a urgência e cooperação renovadas para colocar os direitos das crianças na vanguarda dos esforços digitais. Como parte disso, a UNICEF está a implementar programas para alavancar a conectividade e a educação da Internet, em nome das crianças do mundo. Por exemplo, a Internet of Good Things promovida pela UNICEF visa colmatar o fosso digital e construir conhecimento nas sociedades para disponibilizar gratuitamente informações que melhoram e salvam vidas , mesmo em dispositivos de baixo custo.

 

«Trinta anos após a adopção da Convenção sobre os Direitos da Criança e a criação da World Wide Web, chegou a hora de governos, famílias, universidades e o sector privado colocarem crianças e jovens no centro das políticas digitais», defende Henrietta Fore.«Ao protegê-los do pior que a Internet tem para oferecer e expandir o acesso ao seu melhor, cada um de nós pode ajudar a equilibrar a balança para sempre».

 

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