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Uma portuguesa em viagem pelo Sudeste Asiático

Durante cinco meses, Joana de Sousa Costa percorreu seis países do Sudeste Asiático. Sozinha, descobriu o mundo e descobriu um pouco mais de si própria. Encontrou também o amor… Qualquer semelhança com o filme “Comer, Orar e Amar” é pura coincidência. Mas que as há, há!

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Já se imaginou despedir-se do emprego, pegar no seu pé-de-meia, comprar um bilhete de avião para um país distante e outro de volta com data marcada para cinco meses depois? E sem nada mais previsto e organizado pelo meio? Pois foi o que fez Joana de Sousa Costa!

À beira dos 30, a jornalista, natural de Penafiel, tomou a atitude com que muitos sonham, mas a quem falta a coragem. Fica um aviso aos leitores: a entrevista não faz justiça ao entusiasmo e batalhão de emoções e experiências que a Joana viveu e gostaria de partilhar.

 

Como te surgiu esta ideia de partir numa viagem longa sem nada definido a não ser o dia de regresso?

Esta ideia viveu sempre comigo, só não tinha ainda chegado o momento certo para a concretizar. Há cerca de um ano e meio atrás, decidi que queria fazer isto e comecei a preparar as coisas, em termos de trabalho e a nível pessoal.

 

Como preparaste as coisas em termos de trabalho?

Além de trabalhar como freelancer, tinha um trabalho fixo com contrato. Por isso, no fundo, foi uma decisão de despedimento. Houve uma conversa muito aberta e franca com a minha chefe que compreendeu e apoiou a minha decisão, acho que achou graça.

 

É preciso coragem, não é algo que qualquer pessoa faça…

Muitas pessoas me têm perguntado “como é que fizeste isto?”. Eu tenho respondido que só é preciso uma mistura de um pouco de coragem e outro tanto de loucura. Porque, nos tempos que correm, é preciso sermos um bocado loucos para abdicarmos de um contrato de trabalho e segurança financeira. Mas se um sonho fala mais alto, porque não?

 

Como é que te preparaste financeiramente para a viagem?

Através de alguma investigação percebi que, no Sudeste Asiático, deveria gastar uma média de mil euros mensais, sendo que, como é evidente, é importante ter um fundo de maneio para imprevistos ou para desbloquear algumas situações.

 

Como é que a tua família encarou esta tua decisão?

Não foi uma surpresa. Há anos que mencionava esta vontade e os meus pais perceberam que a hora estava próxima. De qualquer forma, não deixaram de ter uma conversa comigo, em que tentaram alertar-me para todos os riscos envolvidos. Numa segunda fase veio a preocupação com os problemas que envolviam os países de destino como questões de saúde e alguma instabilidade política. No dia em que viajei para Banguecoque, havia manifestações a decorrer e algumas pessoas morreram em conflitos com a polícia. Mas tentei fazê-los perceber que são problemas relativos.

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