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Uma hora de videojogos aumenta a capacidade de o cérebro se concentrar

Investigadores americanos e chineses observaram maiores habilidades na área da atenção seletiva visual, bem como mudanças na atividade cerebral após uma hora de jogo. E os resultados foram visíveis tanto em experientes como em não experientes neste tipo de diversão.

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Deixar o seu filho jogar videojogos antes de uma tarefa importante pode afinal até ser positivo, segundo um novo estudo realizado nos Estados Unidos da América e na China, que demonstrou que a prática aumenta a capacidade de o cérebro se concentrar. De qualquer forma, se receia que o seu filho esteja viciado, reveja na galeria acima os sinais de alerta.

 

Quanto ao estudo, este foi levado a cabo por investigadores da Universidade do Arkansas e do Laboratório de Neuro Informação do Ministério da Educação da China, que demonstraram que apenas uma hora passada a jogar o jogo ‘League of Legends’ tem um efeito positivo no cérebro. A equipa de pesquisa encontrou mudanças na atividade cerebral e aumento do desempenho em testes de atividade seletiva visual.

 

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Vinte e nove estudantes do sexo masculino na Universidade de Ciência e Tecnologia Eletrónica da China participaram no estudo. Os alunos foram identificados ou como especialistas em jogos de vídeo com pelo menos dois anos de experiência a jogar jogos de ação e com elevada classificação neste jogo ou como não especialistas com menos de meio ano de experiência e com classificação baixa neste jogo.

 

Antes e depois de jogar o jogo de vídeo, avaliou-se a atenção seletiva visual dos participantes. A atenção seletiva visual refere-se à capacidade de o cérebro de se concentrar em informações visuais relevantes, ao mesmo tempo que suprime informações menos relevantes. O processamento de informações usa energia, de modo que os indivíduos que se destacam na atenção seletiva visual – quem pode reduzir o foco e bloquear as distrações – estão a usar os seus cérebros de forma mais eficiente.

 

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Para avaliar a atenção seletiva visual, os pesquisadores mostraram brevemente a cada participante um quadrado no centro de uma tela de computador. De seguida, outro quadrado piscou numa parte diferente da tela e o participante foi solicitado a identificar a posição do segundo quadrado em relação ao primeiro. Durante o curso da experiência, os pesquisadores também monitorizaram a atividade cerebral associada à atenção com recurso à eletroencefalografia (EEG).

 

Os pesquisadores observaram que, na avaliação inicial, os jogadores experientes tinham mais atividade cerebral associada à atenção do que os não especialistas. Os especialistas também obtiveram melhores resultados na avaliação seletiva inicial da atenção seletiva.

 

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Após as sessões de videojogos de uma hora, tanto os especialistas como os não especialistas melhoraram a atenção seletiva visual, e os dois grupos receberam pontuações similares na avaliação pós-jogo. Os não especialistas também mostraram mudanças na atividade cerebral, de acordo com os dados do EEG. Após a sessão de jogos, a atividade do cérebro foi semelhante à dos especialistas.

 

Os pesquisadores explicaram que, embora esses resultados sugiram que períodos curtos de jogos de vídeo podem alterar a atividade do cérebro e melhorar as habilidades de atenção, são necessárias pesquisas adicionais para ver quanto tempo esses efeitos duram. «Estas descobertas, de modo algum, sugerem que a aquisição de conhecimento pode ser conseguida no espaço de uma hora. Na verdade, a pesquisa mostrou que a aquisição de competências é um processo prolongado que pode demorar anos para ser concluído», explicam os especialistas no estudo.

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