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Uma história de felicidade: o vegetariano mais antigo de Lisboa faz 40 anos

Foi em 1978 que um grupo de pessoas que seguia a filosofia budista tibetana decidiu criar um templo e um restaurante para proporcionar bem-estar aos outros. Quatro décadas passadas, muita coisa mudou, e hoje são cada vez mais as pessoas que procuram este tipo de benefícios. ‘Os Tibetanos’ acreditam que deram o seu contributo. Aqui, alimenta-se o corpo e a alma.

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Estávamos em 1978 e a comida vegetariana e a procura do bem-estar mental era algo que estava bem longe do conhecimento da maioria das pessoas. Ainda assim, «houve uma grande adesão, com filas de espera até à rua», conta Sandra Lima, uma das sócias do restaurante.

 

Hoje, o restaurante ‘Os Tibetanos’, como é conhecido, é uma referência na restauração em Portugal. Localizado no coração da capital proporciona uma ‘viagem’ à cultura do Tibete, através dos aromas, da sua decoração, música e perfume.

 

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Preserva, no piso superior, um templo budista, onde a solenidade da prática é permanente com a presença de mestres budistas. Ou seja, aqui, alimenta-se o corpo e a alma. «É basicamente uma história de felicidade por tantas pessoas terem aderido a esta filosofia e tipo de alimentação, que tanto bem-estar e equilíbrio lhes trouxe», refere a responsável fazendo um balanço deste percurso que já vai longo.

Mas, afinal, como tudo começou? «Foi um grupo de pessoas que seguia a filosofia budista tibetana que criou este espaço dando origem a um templo para praticarem o treino da mente e dar essa mesma possibilidade a outros interessados, disponibilizando aulas de yoga, meditação e ensinamentos de Mestres Tibetanos. Em paralelo surgiu a ideia de criar um restaurante como complemento do pretendido equilíbrio e bem-estar, através da alimentação, pois o corpo/mente, na tradição tibetana tantraiana, estão intimamente conectados. Uma forma de atingir esse equilíbrio foi respeitar os outros seres, optando-se pela cozinha vegetariana. Fomos pioneiros nesta aventura que rapidamente possuiu grande adesão, tanto às práticas espirituais como à alimentação vegetariana», conta Sandra Lima.

 

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A culinária do Tibete reflete a herança rica do país e a adaptação do seu povo às altas altitudes e às restrições culinárias impostas pela religião. O cultivo mais importante é o da cevada. Massas feitas de farinha de cevada, chamadas tsampa, formam o alimento básico no Tibete. Outro alimento muito típico são os momos, pasteis de farinha de trigo com os mais diversos recheios enrolados em diversas formas e feitios, de que existem vários tipos na ementa do restaurante.

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