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Uma em cada dez crianças vive sem os cuidados de uma mãe ou de um pai

As Aldeias de Crianças SOS assinalam o Dia Internacional da Convenção dos Direitos da Criança com o lançamento de uma campanha internacional em mais de 80 países, que alerta para o facto de 10% das crianças viverem sem os cuidados de uma mãe ou de um pai.

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No Dia Internacional da Convenção dos Direitos da Criança, 20 de novembro, as Aldeias de Crianças SOS lançam a campanha internacional, “Nenhuma criança deve crescer sozinha”, de sensibilização sobre o abandono infantil, que afeta 10% das crianças.

 

A campanha, divulgada hoje em mais de 80 países, tem por base um vídeo traduzido em 14 línguas (Árabe, Búlgaro, Dinamarquês, Holandês, Inglês, Francês, Alemão, Húngaro (Magyar), Islandês, Italiano, Norueguês, Português, Espanhol e Sueco), que pretende alertar e sensibilizar a população para um problema real: dos cerca de dois mil milhões de crianças em todo o mundo, estima-se que uma em cada dez, 220 milhões, viva sem os cuidados de uma mãe ou de um pai.

 

O vídeo apela a uma ação conjunta, que agrega as respostas de cerca de 300 crianças de vários países, ao pedido: “Mostra-nos como é que a tua Mãe ou o teu Pai se preocupam contigo?”. Foram gravados mais de 400 vídeos, através da rede internacional de Aldeias de Crianças SOS, que captam momentos autênticos entre as crianças e os pais usando um smartphone. Tanto as crianças como os pais sabiam previamente que cada um destes momentos poderia eventualmente ser uma peça no vídeo da campanha internacional.

Veja o vídeo da campanha


As crianças que aparecem no final do vídeo e nas fotografias não são atores, são crianças escolhidas por uma agência de castings belga, de diversas nacionalidades, que vivem na Bélgica e têm um pai com raízes noutro continente. As crianças escolhidas também não pertencem a famílias SOS, um critério que presidiu à decisão consciente de não trabalhar com estas crianças, especialmente vulneráveis e que precisam de proteção para manter a sua estabilidade emocional.

 

Em Portugal, em 2016, foram retiradas 8 175 crianças às famílias, por motivos de rejeição dentro do seio familiar, abandono ou negligência, número que regista uma tendência de diminuição nos últimos 10 anos.  Apesar desta tendência, o número de crianças que iniciaram o processo de institucionalização aumentou 2,3% para 2 396 crianças, sendo que destas, 1 em 5 crianças exigiram procedimento de urgência.

 

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«As Aldeias de Crianças SOS não se conformam com esta realidade e continuam a trabalhar diariamente para que todas as crianças tenham amor e uma família, que possam ser crianças e construir um futuro digno e feliz», revela a organização em comunicado.

 

Ponto de partida para a criação da ação “1 hora pelas Crianças”. O conceito sugere que particulares ou empresas se juntem a esta causa e doem o valor simbólico equivalente a 1 hora de trabalho, valor mínimo de 10 euros.  Esta hora deverá ser de qualidade e vivida com os filhos, sobrinhos, netos ou amigos, materializando a importância do equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal. As crianças que partilharem com as Aldeias SOS essa hora, através de um desenho ou de uma mensagem, recebem uma surpresa por parte das Aldeias SOS.

 

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Esta ação pretende valorizar o tempo que se dedica às crianças e as Aldeias de Crianças SOS acreditam que «todas as crianças e jovens necessitam de um ambiente familiar acolhedor e protetor e de uma comunidade de apoio que valorize e potencie os seus talentos e competências, que as respeite enquanto pessoas e que as eduque visando a sua integração social positiva».

 

“Cuidar, em família, de crianças desprotegidas, ajudando-as a moldar o seu futuro, desenvolvendo e inserindo-se positivamente em comunidade” é a missão das Aldeias de Crianças SOS que, neste dia especial, passa a importante mensagem de que “nenhuma criança deve crescer sozinha”. Com presença em 134 países, as Aldeias de Crianças SOS promovem programas que ajudam mais de 500 mil crianças um pouco por todo o mundo. Em Portugal a primeira Aldeia de Crianças SOS foi criada em 1964. Atualmente existem três Aldeias SOS, em Cascais (Bicesse), na Guarda e em Gulpilhares, que já apoiaram mais de 500 crianças, hoje adultas.

 

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