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Uma em cada 15 pessoas sente odores que não existem

Alguma vez sentiu um cheio forte, um odor incomodativo, e era a única pessoa que o conseguia cheirar? Parece estranho, mas sentir odores fantasmas é mais comum do que se pensa, segundo um novo estudo agora divulgado.

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Segundo uma investigação do Instituto Nacional de Surdez e Outros Distúrbios da Comunicação dos EUA e publicado no jornal de otorrinolaringologia da Associação Médica Americana (JAMA), 1 em cada 15 pessoas, com mais de 40 anos, sente um odor que não existe. Este estudo, onde foram usados dados representativos de cerca de 7.417 participantes, pretendia examinar a prevalência e os fatores de risco que estão por detrás destes odores fantasmas.

 

Para compreender se os participantes nesta pesquisa alguma vez tinham sentido este tipo de odores, os investigadores perguntaram: ‘Às vezes você sente um cheiro desagradável, ruim ou queimado quando nada está lá?’. Para esta pesquisa, os investigadores tiveram em conta alguns dados, como é o caso da idade, o sexo, o nível de instrução, a raça / etnia, o status económico, alguns hábitos de saúde e o estado geral da saúde dos participantes.

 

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Os investigadores deste estudo levantaram a possibilidade de alguém com um status económico mais baixo poder ter outro tipo de condições que possam ajudar a sentir os odores fantasmas. Este tipo de odores pode ser mais comum a pessoas de baixo rendimento pois estas estão mais expostas a poluentes ambientais, toxinas ou problemas de saúde que contribuam para o aparecimento desta condição.

 

O aparecimento destes odores pode acontecer devido a um traumatismo craniano, boca seca, uma saúde precária ou um status económico baixo, sugere a pesquisa. A capacidade de identificar tende a diminuir com a idade, só que o mesmo não acontece com a perceção dos odores fantasmas. Um outro estudo, realizado na Suécia, comprovou que a capacidade de sentir odores ‘fantasmas’ aumenta com a idade e as mulheres tendem a sentir mais estes odores.

 

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«Problemas com o olfato são constantemente negligenciados, apesar da sua importância. Eles podem ter um grande impacto no apetite, nas preferências alimentares e na capacidade de detetar sinais de perigo como fogo, vazamento de gás ou comida estragada», explica Judith A. Cooper, diretora do Instituto Nacional de Surdez e Outros Distúrbios da Comunicação (NIDCD), sobre os perigos que problemas no olfato podem reservar.

 

«As causas da perceção do odor fantasma não são compreendidas. Esta condição pode estar relacionada com células hiperativas, com um odor na cavidade nasal ou a um mau funcionamento da parte do cérebro que entende sinais de odor. Um bom primeiro passo para entender qualquer condição médica é uma descrição clara deste fenómeno», diz Kathleen Bainbridge. Este estudo, que é único na sociedade ocidental, dá as ferramentas necessárias para que pesquisas futuras possam desvendar os mistérios que estão por detrás dos odores fantasmas.

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