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Um terço dos idosos toma algo para dormir e muitos fazem-no sem prescrição médica

Com a idade, chegam muitas vezes os problemas de sono, nomeadamente as insónias, o sono leve e a redução do número de horas de descanso. Algo que, segundo um novo estudo nacional realizado nos EUA, leva muitos idosos a tomarem medicamentos para dormir. Erradamente.

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Um terço dos idosos recorre a medicamentos para conseguir dormir melhor, mas muitas vezes fazem-nos sem indicação médica, revelam os novos resultados do Inquérito Nacional sobre Envelhecimento Saudável dos EUA, levado a cabo pela Universidade de Michigan.

 

O perigo reside, segundo o levantamento, no facto de muitos destes idosos fazerem algum tipo de medicação, mesmo que natural, sem perceberem que podem acarretar riscos para a saúde, especialmente em idades mais avançadas, pessoas que vivam sozinhas ou que tomem estes medicamentos em combinação com outras substâncias.  Na verdade, no caso dos EUA em particular, as diretrizes nacionais alertam contra o uso de medicamentos para por pessoas com mais de 65 anos.

 

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Entre aqueles que relatam problemas de sono três ou mais noites por semana, 23 por cento usam um auxiliar de sono prescrito. A maioria dos que usam esses medicamentos para dormir está a toma-los há anos. Contudo, tanto os fabricantes como a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA dizem que tais medicamentos são apenas para uso a curto prazo.

 

«Embora os problemas de sono possam ocorrer em qualquer idade e por muitas razões, eles não podem ser curados tomando um comprimido ou ervas, independentemente do que digam os anúncios na TV», explica Preeti Malani, especialista em medicina geriátrica na Universidade de Michigan. «Alguns desses medicamentos podem criar grandes problemas aos adultos mais velhos, desde quedas e problemas de memória até confusão e obstipação», mesmo que sejam vendidos sem receita médica, alerta a médica.

 

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No total, 46 por cento dos entrevistados tiveram problemas em adormecer uma ou mais noites por semana. 15 por cento dos entrevistados disseram ter problemas para adormecer três ou mais noites por semana. Outras condições de saúde podem contribuir para dificuldades de sono. 23 por cento dos entrevistados que tiveram problemas para dormir disseram que era por causa da dor. E 40 por cento das pessoas com problemas frequentes de sono disseram que sua saúde geral era fraca. Outros motivos para os problemas do sono incluíram ter que se levantar para usar a casa de banho durante a noite e situações de stress.

 

«O primeiro passo para quem tem problemas para dormir regularmente deve ser falar com um médico sobre isso. A nossa pesquisa mostra que quase dois terços daqueles que fizeram isso obtiveram conselhos úteis, mas uma grande percentagem de pessoas com problemas de sono simplesmente não fala sobre isso», relata a médica. Os primeiros cuidados a ter para melhorar o sono é rever os seus hábitos. Veja as recomendações da médica na galeria acima.

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