Home»LAZER»DICAS & VIAGENS»Um retiro onde se vive o presente

Um retiro onde se vive o presente

Fomos conhecer a Quinta do Lobo Branco, em Paço de Sousa, Penafiel. Aqui promove-se o acordar do entorpecimento contínuo da azáfama diária para uma vivência mais consciente do eu interior e da natureza que nos rodeia. Como? De diversas formas…

Pinterest Google+

Acordar naturalmente com a luz do sol, ouvir o som agradável da chuva, viver mais intensamente o contacto com o próximo são experiências naturais, mas por vezes perdidas, que se podem (re) viver na Quinta do Lobo Branco.

 

Aqui não há televisões ou rádios que tomem conta do pensamento, com o débito contínuo de informação. O som é tomado pelas conversas entre as pessoas, pelos risos, pelo correr das crianças, pelos sons da natureza ou simplesmente pelo silêncio. Não há pressa, não há stress. Todo esse turbilhão mental fica do lado de fora da quinta, um recinto que não tem vedações, para todos poderem entrar.

 

A quinta é um espaço de turismo rural e bem-estar, inaugurada a 3 de agosto de 2013. Está concebida para proporcionar tranquilidade e bem-estar a quem a procura… e a quem lá vive. Na Quinta do Lobo Branco, vivem as três famílias que compõem este projeto. Jovens que deixaram as suas profissões e vidas atarefadas para se dedicarem ao sonho de terem uma vida mais tranquila, em comunidade e harmonia com a natureza.

 

À vista saltam cinco casas brancas em forma de palheiro, ligeiramente enterradas. São amplas, simples, arejadas e deixam passar a luz natural. Três são habitações privadas. Outra é o espaço Zendo, onde se realizam diversas atividades, como meditação, yoga, dança, etc.. E a principal, a Casa Mãe, é onde ficam os hóspedes – existem seis quartos com casa de banho privativa – e onde decorrem as refeições em comunidade. As árvores circundam o espaço e ao fundo corre um riacho, com algumas pequenas cascatas. Está composto o cenário.

 

Uma experiência no retiro

Fomos convidados a conhecer a Quinta do Lobo Branco. E foi impressionante como em apenas algumas horas neste ambiente, na ausência de estímulos externos contínuos e de preocupação com compromissos futuros, nos damos mais conscientes do presente. Há uma espécie de regresso à infância, a um tempo onde somos mais simples e naturais, há uma vivência mais consciente do que se está a fazer, sentir, pensar. Porque o pensamento não é atravessado e tomado pela necessidade de cumprimento de uma agenda.

 

Aqui vive-se em comunidade e promove-se o contacto com o outro, mesmo que desconhecido. O que não deixa de causar uma certa estranheza inicial. Não é habitual sentarmo-nos à mesa e partilhar refeições com desconhecidos. Inicialmente, também se estranha um pouco estarmos hospedados num local e não encontrarmos os padrões de uma unidade hoteleira. Mas, afinal, é como se fosse uma visita à casa de amigos. Interioriza-se, então, o conceito e vive-se a experiência. Partilham-se momentos, refeições, ideias…

 

Há muitas atividades e terapias disponíveis para promover o bem-estar. Caminhadas, yoga, meditação, florais da Amazónia, cristaloterapia, encontros com o oráculo, tarot, etc.. Ou pode-se simplesmente descansar, passear pelo campo, mergulhar na piscina de sal, no verão.

 

Experimentámos a meditação ativa. Uma atividade em grupo, que nos obriga a estar no presente, a concentrarmo-nos para não cairmos, a olhar um desconhecido nos olhos, a dançar, pular, rir, gritar, a tocarmos uns nos outros, a testar os sentidos, a mente… e, no fim, inspirar e sorrir. No final do dia, já nada parece estranho. É natural, já nos conhecemos, olhámo-nos, falámos, dançámos, dissemos piadas, rimo-nos muito. Saldo final: muito positivo.

Artigo anterior

Portuguesas em São Paulo

Próximo artigo

À procura do amor no Chiado