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Um ovo por dia não aumenta risco de doença cardíaca

Pesquisa realizada no Canadá recolheu informação de 177 mil pessoas de 50 países e não encontrou relação direta entre o consumo de ovos e lipídios no sangue ou mortalidade e eventos importantes relacionados com doenças cardiovasculares.

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Embora os ovos sejam uma fonte barata de nutrientes essenciais, algumas diretrizes recomendam limitar o seu consumo a menos de três ovos por semana devido a preocupações com o risco aumentado de doença cardiovascular, devido ao colesterol. Porém, um ovo por dia não aumenta esse risco, revela um novo estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa em Saúde do Centro Médico da Universidade de McMaster, Canadá.

 

Estudos anteriores sobre consumo de ovos e doenças têm sido contraditórios, comenta Salim Yusuf, pesquisador principal do estudo. «Isso ocorre porque a maioria desses estudos era relativamente pequeno ou moderado e não incluía indivíduos de um grande número de países», disse.

 

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Os pesquisadores analisaram três estudos internacionais conduzidos pelo Instituto de Pesquisa em Saúde da População desta universidade. O consumo de ovos de 146.011 indivíduos de 21 países foi registado no estudo PURE e o consumo de ovos por 31.544 pacientes com doença vascular foi registado nos estudos ONTARGET e TRANSEND.

 

Os dados desses três estudos envolveram populações de 50 países, abrangendo seis continentes, com diferentes níveis de rendimento, de modo que os resultados são amplamente aplicáveis, disse Yusuf. Os pesquisadores não encontraram associações significativas entre a ingestão de ovos e lipídios no sangue, mortalidade ou eventos importantes de doença cardiovascular.

 

O estudo foi financiado pelo Instituto de Pesquisa em Saúde da População, Institutos Canadianos de Pesquisa em Saúde, Fundação Coração e Derrame de Ontário, Conselho Europeu de Pesquisa, além de doações de várias empresas farmacêuticas e de agências ou ministérios de saúde de 18 países.

 

 

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