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Um novo recomeço…

Dia 1 de junho, data outrora assinalada por ser o Dia Mundial da Criança, será este ano marcado pelo regresso: pais aos trabalhos, filhos à creche.

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O sentimento que pauta este recomeço: ambivalência. Os pais precisam de trabalhar e não têm onde deixar os seus filhos, no entanto, temem pela sua segurança e saúde. A preocupação é inevitável e o tema tem ocupado as mesas do jantar e os telejornais diários. Várias são as opiniões e muitos comentários tem este tema suscitado.

 

A solução não se vislumbra fácil, mas parece ser inevitável: todos adaptarem-se com tranquilidade à nova realidade. Certo é que que o receio dos pais é natural e compreensível, pois sentem-se incapazes de proteger os seus filhos, controlar a situação, aumentando assim a perceção do risco e a sensação de medo. Mas este medo não pode condicionar o regresso e transformar-se na nova pandemia. Novas rotinas têm de surgir e a adaptação é uma urgência.

 

Aceitar a inevitabilidade do risco. É a primeira dica para que este regresso decorra de forma harmoniosa. Os especialistas, confirmam que o vírus não desaparecerá num curto espaço de tempo, por isso teremos de conviver com ele até que o tratamento esteja disponível. Sabemos que as crianças terão dificuldades em cumprir as regras do distanciamento social, sabemos que não as podemos “prender” eternamente em casa, pelo que a solução passa por cumprir as medidas de segurança e tolerar a existência de algum risco na nossa vida.

 

Aceitar a imprevisibilidade é uma outra dica importante. Diariamente estamos expostos a vários riscos, este é apenas mais um com que teremos de conviver. A diferença é que o conhecimento que detemos deste vírus é reduzido, diminuindo a perceção de controlo, o que origina a que seja algo temido e que nos assusta. Aceitar que não conseguimos controlar tudo na nossa vida ajuda-nos a encarar com esperança e tranquilidade no futuro.

 

Ter paciência também vai ajudar neste novo recomeço. A paciência é uma virtude nobre do ser humano, que caiu em desuso e que é fundamental recuperar. A paciência reavivada e colocada em prática diminui a autocensura e os sentimentos de culpa. Nenhuma pessoa estava preparada para lidar com uma situação desta natureza, de forma abrupta e sem tempo prévio de preparação. Nenhuma pessoa tem a solução mágica para se adaptar às exigências e aos desafios da nova realidade. Mas cada pessoa tem a paciência para saber esperar, refletir, adotar a melhor estratégia e escolher a melhor solução para cada situação com que se depare.

 

Reconheça que é humano, portanto vulnerável, será outra dica importante. O reconhecimento da vulnerabilidade pode conduzi-lo a uma maior expressividade emocional e ajudá-lo a adaptar-se de forma funcional às novas rotinas, sem pressas, sem sentimentos de culpa.

 

Não hipervalorize as situações e não crie cenários catastróficos.  Nada é definitivo, e no que concerne às crianças há tempo. Combine atenção e afeto. Se estiver atento aos comportamentos e ao estado emocional da criança, reagirá prontamente e minimizará os efeitos da nova realidade. O afeto acalma ansiedades, medos e receios, transmite segurança e fortalece a autonomia.

 

Por fim, não queira ser super-herói. Não tenha pressa de viver, não tenha pressa de fazer, tem tempo. Não faça o tempo perder tempo.

 

 

 

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