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Um monte perdido no mapa repleto de animais e atividades por descobrir

O Monte Selvagem é um espaço muito grande, que lhe permite desfrutar de uma experiência de convívio com os animais ao ar livre. Nos seus 20 hectares, tem muitos animais para conhecer e até alimentar, zonas de lazer e brincadeira para os mais pequenos - com slides, baloiços e escorregas espalhados por toda a área - e agora também tem um projeto de arte ligado à natureza. A MOOD foi visitar o espaço e conta-lhe tudo.

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Localizado no distrito de Évora e concelho de Montemor-o-Novo, o Monte Selvagem alberga há 14 anos cerca de 350 animais e 60 espécies e nasceu da vontade de colmatar uma «lacuna internacional existente em termos de excedentes de animais em parques zoológicos», que se deparava com um grande problema: os animais confiscados por falta de condições do local onde se encontravam, conta Ana Paula, proprietária do espaço.

 

Nem sempre esses animais tinham sítios para serem realocados. Segundo Ana Paula, foi daí que partiu a ideia de transformar aquela parte da herdade «numa espécie de santuário, onde os animais encontrassem habitats alternativos para viver, uma vez que, em muitos casos, os habitats naturais já não existem ou os animais resgatados não têm condições para serem devolvidos aos mesmos». Foi a partir deste pressuposto que implementaram este projeto.

 

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Como Ana Paula e o seu marido, o outro proprietário da reserva animal, gostam «imenso da parte ambiental», acreditaram que podiam fazer deste um projeto pedagógico. «Acreditamos que é possível educar as populações e reverter o sentido catastrófico que se está a vivenciar a nível ambiental», declarou.

 

De forma a complementar ainda mais este projeto, os proprietários decidiram aliar a natureza à arte. No passado dia 1 de maio, o Monte Selvagem passou a contar com uma exposição sobre as espécies autóctones. Sendo «espécies muitas vezes desconhecidas das pessoas», mas que existem em grande quantidade, surgiu a hipótese de, com esta exposição, mostrar a importância de preservar as nossas espécies», algumas já em perigo de extinção, explica Ana Paula.

 

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A arte no Monte Selvagem

João Simões foi o artista escolhido. O ilustrador e designer afirma que desde pequeno gosta de desenhar e foi através da técnica do scratchboard, técnica que conheceu num curso de ilustração científica, que tem feito sucesso nas mais diversas galerias de arte e exposições. Conta-nos no que consiste essa técnica: «O scratchboard tem um cartão muito fino, seguido de uma camada pouco espessa de gesso e por cima tinta-da-china preta. Ao raspar a tinta-da-china aparece o gesso por baixo, que são os riscos brancos [que se vêm nas obras]. Existem também algumas placas que já são brancas e, nesse caso, desenho apenas com a tinta-da-china diretamente sobre a placa branca. Posso voltar a raspar em alguns sítios para dar algum brilho ou enaltecer um determinado pormenor.»

 

O artista declara à MOOD que o que o fascina no scratchboard é «o detalhe que esta permite atingir. Permite fazer riscos muito pequeninos, como se fosse um chizato que, ao raspar as placas pretas, aparece o branco», o que lhe concede um nível de exatidão muito grande, especialmente nos detalhes dos seus desenhos, como, por exemplo, os pelos dos animais.

 

Como a exposição se encontra ao ar livre, o artista explicou-nos que existiu a necessidade de reproduzir os seus trabalhos em vinis laminados para que as obras não se deteriorassem e tivessem uma maior resistência às diferentes condições climatéricas.

 

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