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Um email é mais eficaz do que uma mensagem de voz

No que diz respeito ao romance, enviar um email pode ser mais eficaz para expressar sentimentos românticos do que deixar uma mensagem de voz

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Uma investigação da Universidade do Indiana, publicada no jornal “Computadores no Comportamento Humano”, sugere que, na idade digital em que vivemos, um email pode servir de forma mais eficaz para expressar sentimentos românticos do que deixar uma mensagem de voz.

Pesquisas anteriores sugeriam o contrário, ou seja, que uma mensagem de voz é uma forma mais íntima de comunicar. Mas entre a geração Y, nascida a partir da época de 80 até meados da época de 90, o email parece ter um efeito mais íntimo. «O email é uma opção melhor quando queremos passar informação sobre a qual queremos que a outra pessoa pense», explicou Alan R. Dennis, um dos autores do estudo.

Apesar de as mensagens escritas, as mensagens de voz e os emails fazerem parte da nossa vida diária, pouco se sabe sobre como cada um influencia ou distorce a comunicação pessoal e profissional. Assim, Dennis e o seu colega Taylor M. Wells quiseram aprender mais sobre a nossa resposta emocional a estas novas formas de comunicação.

Do estudo, onde participaram 72 jovens, os especialistas concluíram que as pessoas que enviam emails românticos estão mais emocionalmente estimulados e usam linguagem mais forte e pensada do que as que usam mensagens de voz.

«Ao escrever um email romântico, conscientemente ou inconscientemente, a pessoa coloca mais conteúdo positivo na sua mensagem, talvez para compensar a incapacidade de usar a voz», lê-se no estudo. «O email permite ao remetente modificar o conteúdo à medida que vai escrevendo, assegurando que a mensagem é adequada. A mensagem de voz não permite isto», acrescentaram. «O remetente envia a mensagem de voz de uma vez e esta pode ser regravada mas não editada. Logo, o remetente está mais tempo dedicado a escrever o email e pensa mais profundamente sobre a mensagem. Este tempo extra pode aumentar a excitação.»

Apesar de pesquisas anteriores mostrarem que email e mensagens de texto são formas de comunicar pobres em emoções, esta é a primeira investigação que estuda a reação ao email através de respostas fisiológicas. Os investigadores descobriram que o email tem maior resposta fisiológica do que a mensagem de voz em termos gerais, não só a nível romântico.

«Descobrimos que as pessoas se adaptaram», explicou Dennis. «O email tem sido usado desde os anos 90 e, olhando para a geração Y, eles cresceram com o email e as mensagens de texto. Por isso não é uma resposta tão inata como poderíamos pensar», diz o investigador, incentivando os especialistas a reverem ideias teóricas relativas a este tema.

Os investigadores terminam chamando a atenção para o facto de estas descobertas não desvalorizarem o contacto pessoal, as chamadas telefónicas ou outras formas de comunicação mais direta.

Por Joana de Sousa Costa

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