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UE assinala 30 anos de luta contra o cancro

No ano em que assinala três décadas de luta conjunta contra o cancro, a União Europeia divulga dez factos que caracterizam a doença na Europa e a luta para a travar

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1 – Em 1985, os chefes de Estado dos países da Comunidade Europeia juntaram-se em Milão e comprometeram-se a lançar o primeiro programa “Europa contra o cancro”. Desde essa altura, várias medidas forma tomadas que ajudaram a evitar mortes e estender vidas.

 

2 – O cancro é a segunda maior causa de morte na Europa. Os dados mais recentes indicam que houve, em 2012, 1.4 milhões de novos casos de cancro em homens e 1.2 milhões em mulheres, no espaço da União Europeia. No mesmo ano, morreram cerca de 708 mil homens e 555 mil mulheres. Espera-se que os números aumentem, devido ao envelhecimento da população.

 

3 – É possível prevenir um em cada três cancros. Sabemos que é possível evitar certos tipos de cancro, adotando estilos de vida mais saudáveis, e obter bons resultados de cura se detetados precocemente. Fazer passar esta mensagem é o objetivo do “Código Europeu Contra o Cancro”. Este documento foi desenvolvido em 1987, e tem sido atualizado desde então. A quarta edição foi lançada em 2014. As 12 recomendações que nele constam incluem “não fumar”, “ser fisicamente ativo” e “seguir uma dieta saudável”. O Código também inclui recomendações para grupos específicos e para os diferentes tipos de rastreio do cancro.

 

4 – Enfrentar os fatores de risco está na vanguarda da ação da UE sobre o cancro. A primeira linha de ação é apostar na prevenção. As ações incluem  fazer legislação sobre pesticidas, qualidade do ar, exposição a agentes cancerígenos durante o trabalho, etc.. A ambiciosa política de controlo do tabaco da UE inclui leis que regulamentam produtos do tabaco e proibição de publicidade  aos mesmo, bem como o patrocínio de campanhas de sensibilização. Existem também estratégias e plataformas para a ação conjunta contra o álcool, sobre nutrição e atividade física, etc.. Reunir os países da UE e as partes interessadas, incluindo ONG e indústria, para enfrentar esses fatores de risco é o objetivo.

 

5 – A União Europeia pretende reduzir em 15% a incidência de cancro até 2020. Este é o objetivo da Parceria Europeia de Ação Contra o Cancro (EPAAC), que ajudou a que 25 dos 28 Estados-membros adotassem planos nacionais de luta contra o cancro. Em 2009, apenas 17 o tinham feito. Um Guia Europeu sobre a Melhoria da Qualidade do Controlo do Cancro visa contribuir para reduzir as desigualdades no cancro entre os países da UE.

 

6 – A UE promove o rastreio para se detetar o cancro precocemente. O rastreio de qualidade dá aos pacientes a oportunidade de receberem tratamentos atempadamente, que pode salvar vidas. Se detetado numa fase precoce, o cancro responde melhor a tratamentos menos agressivos. A EU recomenda que todos os Estados implementem programas de rastreio nacionais para os cancros de mama, colo do útero e colorretal. A Comissão produziu um conjunto completo de diretrizes europeias para assegurar a qualidade a triagem destes três tipos de cancro.

 

7 – É necessário um standard elevado na prevenção e tratamento do cancro da mama. Este é o tipo de cancro mais comum nas mulheres da EU. A Comissão está a trabalhar num esquema de qualidade máxima nos serviços que tratam o cancro da mama. Os serviços que aderirem a este esquema serão reconhecidos como tendo um “standard de ouro” na prevenção, diagnóstico, tratamento e pós-tratamento do cancro da mama. Este projeto visa estabelecer um conjunto mínimo de requisitos de qualidade para os cuidados de cancro da mama.

 

8 – A UE já investiu cerca de 1,5 mil milhões de euros em investigação nos últimos sete anos. Investigação em colaboração internacional, em programas, parcerias e coordenação nacional. Mais de metade deste orçamento é usado para projetos de investigação em colaboração, para encontrar novas formas de luta contra o cancro.

 

9 – A UE apoia políticas baseadas em dados. Indicadores de alta qualidade, fiáveis e comparáveis sobre o cancro são essenciais para melhorar os programas de prevenção, controlo e cuidados em toda a UE. O Centro Comum de Investigação está a desenvolver um sistema para a Europa, em colaboração com os vários centros de registos europeus, para gerar uma ferramenta europeia de monitorização dinâmica que ajude a desenvolver políticas mais eficazes contra o cancro.

 

10 – A UE tem contribuído na luta contra formas raras de cancro. As manifestações raras afetam cinco pessoas em 10 mil. Aqui, ao unir esforços e conhecimento, a UE consegue um valor acrescentado nos resultados obtidos. Isto é particularmente relevante, porque muitas das 40 mil crianças diagnosticas todos os anos com cancro têm manifestações raras desta doença. Programas nesta área incluem a Ação Conjunta Contra Cancros Raros, lançada em 2015, o estabelecimento de redes europeias de referência, que se concentram nos tumores raros.

 

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