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Tweets revelam características da personalidade dos utilizadores

Um estudo analisou 20 milhões de tweets e descobriu que, afinal, é possível detetar traços de personalidade pelo que se escreve em apenas 140 caracteres.

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Acha que os 140 caracteres do Twitter são limitados? E que estes mesmos caracteres pouco ou nada revelam sobre a sua pessoas? Afinal não é bem assim. Um novo estudo, desenvolvido por investigadores da Universidade da Florida, revelou que os vários tweets que são publicados fornecem dados psicológicos sobre os utilizadores desta rede social.

 

Durante duas semanas, foram analisados mais de 20 milhões de tweets com o objetivo de estudar as características psicológicas dos utilizadores. Os investigadores tiveram em linha de conta a atualidade e as experiências vividas pelas pessoas durante o período de estudo, bem como o género (homem/mulher), os dias da semana e a localização geográfica dos utilizadores do Twitter.

 

Os resultados mostram que existem diferenças significativas quanto ao género de quem publica, assim como as publicações feitas nos dias úteis comparativamente com as dos fins-de-semana apresentam grandes diferenças. No entanto, o estudo mostrou que as pessoas que vivem em áreas urbanas são psicologicamente similares às que vivem em zonas rurais.

 

O Twitter tem cerca de 271 milhões de utilizadores que são responsáveis ​​pelos mais de 500 milhões de tweets diários. As pessoas publicam tweets com frequência, quer seja para dizerem onde estão, o que estão a fazer, como se sentem, ou simplesmente para dizer coisas (desabafos) que achem interessantes no momento. Ou seja, as pessoas tendem a ‘tweetar’ sobre as experiências diárias, sejam boas ou más.

 

Segundo o mentor desta investigação, David Serfass, o «Twitter é um fluxo digital de consciência dos seus utilizadores e, com base nisto, lançámos a questão se seria possível determinar as características psicológicas das pessoas, através das suas experiências, mas com base nos seus tweets».

 

Até ao momento, nenhuma pesquisa aproveitou os inúmeros dados de sites de redes sociais para estudar este tipo de situações, fator que ditou o sucesso destes investigadores.

 

«Esta pesquisa veio revelar de que forma podemos usar os social media para compreender as várias experiências humanas», explicou o professor.

 

E deixou o desafio: «Com base nisto, podemos imaginar o que se pode aprender em situações festivas, em festivais, eventos desportivos, manifestações políticas e até catástrofes naturais. Neste sentido, estamos apenas a começar».

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