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Tratamento para bexiga hiperativa revela-se eficaz a ajudar mulheres com disfunção sexual

Estudo piloto da Universidade do Michigan pode oferecer uma nova esperança a mulheres com disfunção sexual. Os resultados da terapia demonstraram melhorias na excitação, lubrificação e orgasmo por parte das mulheres.

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Quando falamos de elétrodos não costumamos associá-los à excitação sexual, mas a verdade é que eles podem ser a última oportunidade para as mulheres com disfunção sexual. Segundo um estudo piloto feito pela Universidade do Michigan, Estados Unidos da América, é possível tratar a disfunção sexual feminina com um tratamento com elétrodos, algo que é comum para tratar a bexiga hiperativa.

 

Mas o que é a disfunção sexual feminina? Esta é uma condição que afeta entre 40 a 45% das mulheres com uma certa idade, que não têm libido para atingir o orgasmo. A disfunção pode ser difícil de diagnosticar e de tratar. Para tratar este problema já foi utilizado sildenafila, hormonas ou flibanserina, só que estes métodos não funcionam sempre e podem ter efeitos colaterais indesejáveis.

 

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Com o objetivo de encontrar um tratamento que fosse mais eficaz que os anteriores, dois investigadores da Universidade de Michigan descobriram que os tratamentos de neuromodulação para a disfunção da bexiga podem levar a um melhoramento da função sexual.

 

«Neste tratamento em particular, um paciente recebe terapia de estimulação nervosa uma vez por semana para melhorar a sinalização neural e a função nos músculos que controlam a bexiga», explica Tim Bruns, professor assistente de engenharia biomédica na Universidade do Michigan sobre este tratamento. Isto porque os nervos que controlam os órgãos pélvicos começam no mesmo local na coluna.

 

Os elétrodos podem ser colocados perto do tornozelo. Isto acontece porque, segundo Bruns, os nervos que se deslocam até o pé sobrepõem-se perto da espinhal medula com alguns dos nervos dos órgãos pélvicos, levando a uma sobreposição nas vias sinápticas. Assim que viram o que se passava, Burns e Nicholas Langhals começaram a investigar se esta técnica tinha sido investigada em mulheres sem problemas na bexiga.

 

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Algo que não tinha acontecido e como tal a dupla de investigadores decidiu avançar com esta investigação, tanto em ratos como em mulheres. Nove mulheres participaram nesta pesquisa e cada uma delas recebeu cerca de 12 sessões, cada uma com uma duração de meia hora, de estimulação com elétrodos. Estes foram colocados na região genital ou no tornozelo.

 

Os resultados destas sessões demonstraram que oito destas nove mulheres relataram melhorias na excitação, lubrificação e orgasmo. Uma das participantes neste estudo conta que «não estou nem a 100% do que era mas eu posso novamente ter orgasmos e estes são muito bons». Atualmente a Universidade do Michigan está à procura de um novo financiamento para realizar um estudo maior.

 

 

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