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Tratamento antirretroviral eficaz impede transmissão do VIH

Resultados de uma nova pesquisa europeia com casais - em que um dos elementos vive com o vírus da imunodeficiência humana e o outro não - mostra que a adesão eficaz ao tratamento pelo parceiro infetado previne a transmissão do vírus. O programa UNAIDS considera este um resultado «excelente».

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Um novo estudo de larga escala realizado com casais na Europa conclui que fazer uma terapia antirretroviral eficaz impede transmissão do vírus da imunodeficiência humana (VIH), revela a Organização das Nações Unidas.

 

O Programa Conjunto sobre VIH/SIDA, UNAIDS, recebeu com entusiasmo o resultado do estudo europeu ‘Partner2’, que contou com a participação de mil casais gays, em que um dos parceiros vivia com o VIH e o outro não. Os resultados mostraram que quando uma pessoa que vive com o VIH e segue o tratamento antirretroviral eficaz, tendo a carga viral suprimida, não existe transmissão do vírus entre o casal.

 

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O diretor executivo do UNAIDS disse que esta é uma «notícia excelente».  Michel Sidibé enfatizou que os resultados geram «uma mensagem forte e positiva que ajudará a reduzir o estigma em relação ao VIH e melhorar a autoestima e autoconfiança das pessoas que vivem com o VIH».

 

De acordo com o UNAIDS, durante os oito anos de estudo, 15 pessoas foram infetadas pelo VIH.  A triagem de vírus mostrou que nenhuma das novas infeções estava ligada aos parceiros VIH-positivos que faziam parte do estudo, mas que ocorreram com um parceiro sexual externo ao casal.

 

O estudo foi realizado em 14 países europeus. Os especialistas estimam que, dentro da pesquisa, cerca de 472 transmissões pelo VIH foram evitadas durante os oito anos. O UNAIDS espera que os resultados incentivem mais pessoas a fazerem testes cedo e a seguirem o tratamento. Nos últimos anos, tem havido uma enorme expansão na implementação e na adoção da terapia antirretroviral.

 

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Em 2017, das 36,9 milhões de pessoas que viviam com VIH, 59% delas, cerca de 21.7 milhões, tinham acesso ao tratamento e 47% tinha a carga viral suprimida. Para o UNAIDS, esforços coordenados são necessários para garantir que todas as pessoas que vivem com o vírus tenham acesso e possam aderir ao tratamento antirretroviral efetivo.

 

Uma grande proporção de transmissões ocorre antes que as pessoas saibam do seu estado. O risco da transmissão do vírus é o mais alto nas semanas e meses imediatamente após a infeção, quando a carga viral está alta e a pessoa que contraiu o vírus dificilmente sabe da contaminação, não esteja a ser tratada e não tenha a carga viral suprimida.

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