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Tráfico de pessoas: maioria são mulheres e meninas e percentagem de crianças duplicou

As vítimas mais comuns são traficadas para exploração sexual e também para trabalhos forçados e outras formas de exploração e abuso. O Dia Mundial de Combate ao Tráfico de Pessoas assinala-se a 30 de julho.

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Cerca de 72% das vítimas de tráfico de pessoas são mulheres e meninas e o percentual de vítimas infantis mais do que dobrou entre 2004 e 2016, chegando a perto de 30%, revela a Organização das Nações Unidas neste que é o Dia Mundial de Combate ao Tráfico de Pessoas, assinalado a 30 de julho.

 

As vítimas mais comuns são traficadas para exploração sexual e também para trabalhos forçados, recrutamento como crianças-soldados e outras formas de exploração e abuso. Neste âmbito, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse nesta terça-feira que «o tráfico de pessoas é um crime hediondo que afeta todas as regiões do mundo». Segundo o chefe da ONU, «os traficantes e grupos terroristas atacam os mais vulneráveis, desde pessoas em situação de pobreza até àqueles que estão em guerra ou que enfrentam discriminação».

 

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Entre 2003 e 2016, foram identificadas 225 mil vítimas de tráfico. Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), nos últimos anos, a proporção de pessoas que é traficada dentro do seu país aumentou para 58% do total de vítimas.

 

O secretário-geral afirma que «conflito armado, deslocamento, mudança climática, desastres naturais e pobreza exacerbam as vulnerabilidades e o desespero que permitem que o tráfico floresça». Assim, «milhares de pessoas morrem no mar, em desertos e em centros de detenção, nas mãos de traficantes e contrabandistas que operam os seus monstruosos e impiedosos tráficos».

 

Uma realidade que, no entanto, passa ao lado da maioria da população, destacando Guterres «a indiferença quotidiana ao abuso e à exploração» que existe à nossa volta. «Da construção à produção de alimentos e bens de consumo, inúmeras empresas beneficiam da miséria», acrescenta.

 

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Há, no entanto, progressos, como a Convenção de Palermo e o Protocolo para Prevenir, Suprimir e Punir o Tráfico de Pessoas, Especialmente Mulheres e Crianças. No comunicado divulgado pela ONU, Guterres refere que «a maioria dos países tem as leis necessárias em vigor e alguns países realizaram recentemente as suas primeiras condenações», mas «é preciso fazer mais para levar as redes de tráfico à justiça e, acima de tudo, garantir que as vítimas sejam identificadas e tenham acesso à proteção e aos serviços de que precisam».

 

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável incluem metas para prevenir o abuso e a exploração, eliminar todas as formas de violência contra mulheres e meninas e para erradicar o trabalho forçado e o trabalho infantil.

 

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