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Trabalhos de casa: qual o limite?

Os estudantes de 15 anos de idade dos países da OCDE, avaliados pelo PISA 2012, admitem passar 4,9 horas por semana a fazer trabalhos de casa ou de estudo definidos pelos professores.

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Muito se debate em torno da forma como as crianças devem gastar o seu tempo depois de um dia de aulas. Os trabalhos de casa são essenciais ou deviam ser erradicados? As opiniões dividem-se.

 

O tempo que os alunos passam na escola varia muito de país para país, assim como a duração do ano letivo. No entanto, e em geral, quanto mais elevado é o nível de escolaridade maior é o número de horas passadas em casa a estudar ou a fazer os trabalhos de casa. Se por um lado o modelo educativo da grande maioria das escolas portuguesas incentiva e dá efetivamente muitos trabalhos de casa, existem outros sistemas educativos, como é o caso do finlandês, em que são dados poucos trabalhos de casa e que preconizam que os conteúdos programáticos devem ser sobretudo assimilados na escola.

 

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Algumas escolas já extinguiram por completo estas tarefas extra aulas. Exemplo disso é o de uma escola pública em Nova Iorque, EUA, que eliminou as tarefas de casa tradicionais a favor do tempo passado em família. A mudança não agradou a gregos e troianos e foi recebida tanto com indignação como com apoio por parte dos pais e de outros líderes da educação. A questão dos trabalhos de casa não divide só os pais, mas também os especialistas em educação que discordam sobre o que é melhor para as crianças neste caso.

 

O psicólogo Hélio Borges admite a sua posição quanto ao assunto e acredita que devem ser dados trabalhos de casa, mas sem exceder um tempo máximo de 30 minutos de execução na soma de todas as disciplinas.

 

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«Os trabalhos de casa devem ser vistos como uma forma complementar de aprendizagem das matérias estudadas em sala de aula nas quais o aluno apresenta maiores dificuldades. Os trabalhos de casa não podem ser usados para a aprendizagem de novos conteúdos, estes na minha opinião devem estar restringidos ao contexto escolar», expressa o psicólogo.

 

Uma criança comum, chamemos-lhe João, acorda todos os dias às 7h30 e, depois do pequeno-almoço, apanha o autocarro para a escola onde fica praticamente o dia todo. A campainha faz-se soar às 17h30 e João apanha de novo o autocarro para casa. Come algo rapidamente e veste imediatamente o equipamento – tem treino de futebol. Só por voltas das 20h é que esta criança chega a casa.

 

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Este é o cenário de muitos jovens. É certo que nem todos têm atividades extracurriculares, mas muitas vezes trazem para casa tarefas de várias disciplinas. E, em vez de brincarem ou usufruírem de tempo com a família, são obrigados a estudar para além de todas as horas que passaram na escola.

 

Independentemente da existência de atividades extracurriculares ou não, Hélio Borges acredita que o equilíbrio entre o tempo passado na escola e outras atividades ajuda a crescer intelectualmente, seja a brincar, a aprender um instrumento, a praticar desporto ou a ler, pois a criança, em grande parte, não terá a oportunidade de explorar estes mundos em contexto escolar.

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