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Tome antibióticos de forma responsável

O uso excessivo de antibióticos faz com que as bactérias se tornem resistentes aos tratamentos com este tipo de medicação. Sublinhamos porque é importante não tomar antibióticos pelas razões erradas.

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O uso de antibióticos generalizou-se a partir da década de 1940 e veio revolucionar o tratamento dos doentes com infeções, contribuindo, assim, de modo muito significativo para a redução da taxa de mortalidade. No entanto, o uso excessivo deste tipo de medicação promoveu a resistência e a proliferação das bactérias, o que torna o tratamento mais difícil.

 

As bactérias resistentes aos antibióticos representam um grande perigo por causarem infeções difíceis de tratar. Quanto mais se toma antibióticos de uma forma constante e indevida, mais se contribui para o aumento de bactérias resistentes aos antibióticos, uma das grandes preocupações da medicina.

 

Desta forma, se por algum motivo ficar doente e necessitar de antibióticos para combater a doença, o medicamento pode já não ser tão eficaz devido ao seu comportamento com antibióticos no passado.

 

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«Os antibióticos são prescritos para combater infeções bacterianas, eliminando os microrganismos responsáveis pela infeção. No entanto, para além de eliminarem as bactérias nocivas, atuam num largo espectro de bactérias, levando a alterações do equilíbrio natural dos microrganismos intestinais. Como consequência, pode ocorrer diarreia associada à toma do antibiótico. A incidência deste tipo de diarreia depende de inúmeros fatores tais como o antibiótico administrado, a duração do tratamento, o contacto com agentes infeciosos e a suscetibilidade do doente em questão», enfatiza o gastroenterologista Jorge Fonseca.

 

O perigo da resistência aos antimicrobianos

De acordo com a Direção-Geral de Saúde no relatório ‘Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos em Números’ (2015), «as projeções internacionais estimam que se nada for feito, mais efetivo do que até agora, por volta de 2050 morrerão anualmente cerca de 390 000 pessoas na Europa e 10 milhões em todo o mundo, em consequência direta das resistências aos antimicrobianos».

 

Perante este cenário sombrio, a automedicação com antibióticos não é uma conduta responsável. Infelizmente, muitas pessoas tomam este tipo de medicação sem consultar um médico, utilizando antibióticos que sobraram de tratamentos anteriores. Veja na galeria acima os conselhos do ‘Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças‘.

 

No inverno, as pessoas estão mais suscetíveis a doenças, e muitas dessas doenças podem causar os mesmos sintomas, mas isso não implica que tenham o mesmo tratamento. Se no caso de uma doença anterior o médico lhe tiver prescrito um antibiótico e isso melhorou a sua condição, é realmente tentador voltar a tomar a mesma medicação quando voltar a sentir os mesmos sintomas. No entanto, apenas um médico tem a capacidade de examinar e identificar qual o tratamento adequado para a sua doença.

 

Segundo o ‘Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças‘, é extremamente importante que interiorize que os antibióticos não são analgésicos, não aliviam dores de cabeça, dores ou febres e não podem curar todas as doenças.

 

comprimidos

Na verdade, os antibióticos só são eficazes contra infeções bacterianas e não vão ajudá-lo a recuperar de infeções causadas por um vírus, como uma constipação comum ou uma gripe. Até 80% das doenças invernais que afetam o nariz, ouvidos, garganta e pulmões são de origem viral, portanto, tomar antibióticos não fará com que se sinta melhor. Aliás, tomar antibióticos por razões erradas pode causar efeitos colaterais desagradáveis como diarreia, náuseas ou erupções cutâneas.

 

A toma de antibióticos para combater infeções bacterianas leves como rinossinusite, dor de garganta ou dores de ouvido é, muitas vezes, desnecessária, uma vez que na maioria dos casos o próprio sistema imunológico tem a capacidade de lidar com este tipo de infeções leves.

 

Em caso de persistência dos sintomas, consulte um médico. Se tiver realmente uma infeção grave, como uma pneumonia bacteriana, o especialista irá prescrever antibióticos. É importante que procure ajuda rapidamente, neste tipo de situações, se tiver mais de 65 anos, asma ou diabetes, doença pulmonar, problemas cardíacos ou se estiver a tomar medicação que suprime o sistema imunitário (quimioterapia, esteroides, etc).

 

Para não correr o risco de que o seu corpo se torne imune à eficácia do efeitos dos antibióticos, é realmente importante que tome os antibióticos de forma responsável e apenas com a confirmação e prescrição médica. Veja na galeria no início do artigo os conselhos do ‘Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças‘.

 

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