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Tire a máscara, é Carnaval!

Durante algumas horas, o desafio é guardar as nossas máscaras sociais quotidianas e dar lugar, pelo anonimato adornado por uma máscara escolhida, a aspetos da nossa verdadeira identidade.

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«Passado o Carnaval todos colocam as máscaras…», Aline França.

 

Desde sempre o Homem, na sua viagem no mundo, procurou usar máscaras para explorar a liberdade de vivenciar outras identidades, outros “Eus”, outras personas. O Carnaval cumpre essa mesma função. Durante algumas horas, o desafio é guardar as nossas máscaras sociais quotidianas e dar lugar, pelo anonimato adornado por uma máscara escolhida, a aspetos da nossa verdadeira identidade.

 

A escolha da máscara para cada Carnaval não é desprovida de sentido e significado por mais que cada um de nós tente encontrar um infindável número de justificações, a realidade é que só estamos a revelar quem somos na realidade.

 

Mas porque não revelamos quem somos sempre?

 

Todos os dias nos comportamos não como aquilo que somos na realidade, mas como aquilo que os outros acham que somos, ou seja, ficamos prisioneiros da identidade que alguém criou para nós, não havendo espaço para a criatividade, ou para sermos aquilo que queremos.

 

Tal origina que adotemos determinados comportamentos apenas porque é esperado que procedamos daquela forma, digamos determinadas coisas, porque é esperado que o façamos, em suma, só fazemos porque dado aquilo que somos é esperado que tal aconteça.

 

Somos rezingões ou alegres, porque acham que somos assim, temperamentais porque alguém achou que eramos e agora parece mal não ser. Se pensarmos bem, somos muito melhores pessoas quando somos genuínos do que quando colocamos a máscara de algo que não somos.

 

É verdade que todos nós usamos máscaras com as quais construímos diferentes “Eus”, mas será que estamos realmente conscientes das máscaras que usamos? Que máscaras são essas? Em que situações as usamos? E será que queremos sempre usá-las ou somos reféns da aparente comodidade do seu uso?

 

Nesta altura do ano, em que a sociedade sai à rua com máscaras, reflitamos sobre qual o papel que as máscaras têm nas nossas vidas e nas dos que nos rodeiam. Percebamos a forma como todos os dias nos mascaramos e encaremos o futuro cientes das máscaras que possuímos.

 

Lanço o desafio de tirar “a sua verdadeira máscara”, valerá certamente a pena!

 

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