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Tipo de corpo pode indiciar distúrbio alimentar

A anorexia é um distúrbio alimentar de que muito se fala hoje em dia. No entanto, esta não é a única doença neste campo, existem outras e podem estar associadas ao formato do seu corpo.

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As mulheres que têm um corpo semelhante à forma de uma maçã – maior acumulação de gordura no tronco e na zona abdominal – estão mais suscetíveis de desenvolverem alguns episódios de “perda de controlo”, no que diz respeito à comida.

 

Esta é a conclusão de um estudo realizado pela Universidade de Drexel, Estados Unidos, que diz também que as mulheres com alguma acumulação de gordura nas zonas centro do seu corpo estão menos satisfeitas com o seu corpo, o que pode contribuir para esta perda de controlo a comer.

 

Esta é a primeira investigação que faz uma ligação entre a distribuição de gordura, perturbação da imagem corporal e desenvolvimento de transtornos alimentares.

 

Quanto mais depressa for detetado um distúrbio alimentar, a probabilidade da cura ser bem-sucedida é maior. «Ainda que existam modelos de distúrbios alimentares associados a fatores psicológicos, sabemos poucos fatores biológicos que nos ajudem a prever quem está mais propenso a desenvolver este tipo de doença», esclareceu a autora líder do estudo, Laura Berner.

 

Segundo Berner, com esta investigação, descobriu-se que a zona onde a gordura se aloca no corpo pode ser um fator de risco para desenvolver distúrbios alimentares, em particular, a perda de controlo a comer. Isto sugere que selecionar as pessoas com a maior parte da sua gordura na zona do tronco e proceder a uma intervenção psicológica focada especialmente na distribuição de gordura corporal pode prevenir doenças alimentares.

 

Quando se experiencia uma sensação de perda de controlo quando se come, significa que não se consegue parar. Esta situação pode provocar doenças como bulimia nervosa e compulsão alimentar.

 

O estudo foi feito com cerca de 300 mulheres, estas foram acompanhadas desde os primeiros dois anos de faculdade, e após seis meses e 24 meses de estudo foram analisados dados: o peso, altura e percentagem de gordura corporal e onda esta se localizava. Foram ainda realizadas consultas clinicas acerca da temática, e com esta amostra descobriu-se que as mulheres com mais gordura acumulada, independentemente dos níveis de massa corporal ou dos níveis de depressão, estavam mais propensos a desenvolver distúrbios alimentares. É importante referir que durante os dois anos de investigação nenhuma destas mulheres desenvolveu qualquer tipo de distúrbio alimentar.

 

 

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