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Término de uma relação: falha ou recomeço?

Os motivos para que o amor nasça entre duas pessoas são muitos. Alguns deles nunca sequer chegamos a entender realmente. Da mesma forma, um relacionamento acaba também por diversos motivos que, em parte, também não chegamos a compreender totalmente.

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Mas, para que seja possível recomeçar é fundamental perceber o que aconteceu. Sem dramas, sem julgamentos, com foco e respeito por si. O primeiro passo para que possa elaborar o término é perceber se a relação acabou mesmo. Uma relação estável não acaba de repente, uma instável sim. Por isso precisa de perceber se acabou mesmo.

 

Há três fatores que lhe permitem avaliar a qualidade da relação: o compromisso, disposição voluntária de compartilhar a vida com o outro, implica tempo, interesse, escuta e disponibilidade, a intimidade, confiança, comunicação e aceitação mútuas e a paixão, implica uma sexualidade saudável, satisfatória para ambos.

 

Basicamente para responder à pergunta acabou mesmo, precisa validar se havia um compromisso já estabelecido e aceite por ambos ou era algo indefinido, que alternava entre sinais de aproximação e gestos de distância.

 

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No primeiro caso, vale a pena avaliar o que aconteceu. No segundo, é melhor não desperdiçar o seu tempo.

 

E se não houver mais nada a fazer e a relação tiver acabado?

Não há nada que seja possível fazer. Não se pode pressionar o parceiro para que veja as coisas de outra forma.  Fazer isso apenas gera distância e causa um desgaste desnecessário para ambos. Deve-se deixar ir quem quer ir.

 

Por mais que não se entenda as razões ou acredite que a pessoa está errada deve aceitar o fim.  Não se força a permanência numa relação. É altura de se despedir e não pensar no que vai acontecer de seguida. Precisa concentrar-se no momento presente.

 

Lidar com o término de uma relação amorosa não é uma tarefa fácil, especialmente se ela durou anos e muitos vínculos de dependência foram formados ao longo do caminho. A fase pós-separação é um processo de luto, pois envolve uma mudança no cotidiano e a perda de alguns aspetos positivos.

 

Qualquer processo de luto é formado por fases, que variam de pessoa para pessoa, no entanto podemos dizer que há um conjunto de etapas que podem ser generalizadas para a maioria dos indivíduos:

 

Atordoamento: confusão e descrença predominam, principalmente nas pessoas que não esperavam o fim. Nesta fase há muita dor e tristeza, e às vezes espera-se que a outra pessoa se arrependa e volte.

 

Saudade e procura: ainda há o desejo de voltar ao ex-parceiro, mas outros sentimentos negativos começam a aparecer, como ressentimento ou ansiedade.

 

Desorganização: o isolamento social causado pelas fases anteriores e os sentimentos depressivos levam a esta fase de desesperança. A pessoa aceita que o outro não vai voltar e isso ainda causa dor. Pode existir desinteresse nas atividades diárias.

 

Reorganização: a aceitação é internalizada e o foco da atenção volta-se para si. Intensifica o processo de reconstrução vital, reativando a esfera social.

 

Lembre-se considerando o processo de luto pelo qual é preciso passar, é comum resistir ao término de um relacionamento, mesmo que inconscientemente. Quando tem a perspetiva de sofrer, é difícil aceitar.

 

Não tenha receio da solidão, nem tema enfrentar a vida sem o seu parceiro, não se permita sentir que não consegue sem ele, afinal nunca se pode perder o que nunca se teve. Não ceda a pressões externas, não aceite o término como uma falha, mas sim como um recomeço.

 

Permita-se sentir o que o que se passa consigo, sentimentos como tristeza, solidão, raiva, sensação de confusão, entre outros, vão estar presentes e será necessário compreendê-los para seguir em frente.

 

Abrace a solidão, torne-se a sua melhor companhia, fortaleça-se, foque-se nos seus pontos fortes e siga com tenacidade rumo à concretização dos seus sonhos.

 

Pense nisso!

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