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Terapia de casal: juntos até que a ‘morte nos separe’?

Por vezes, é necessário um olhar externo e desinteressado para perceber o problema do casal. Falámos com uma terapeuta familiar que nos mostra a realidade desta terapia em Portugal.

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Estar numa relação implica, muitas vezes, ver-se confrontado com problemas que não teria de enfrentar se estivesse solteiro. Clichés à parte, uma relação amorosa precisa efetivamente de ser alimentada, a chama precisa de lenha, pois em caso contrário nem um anel de rubi chega para salvar a relação.

 

Há uma psicoterapia que pode ajudar o casal num momento mais critico do seu casamento – a terapia de casal. O momento ideal para frequentar esta terapia será quando ambos estiverem dispostos a discutir a relação com uma terceira pessoa, quando se sentem sós ou zangados na relação e estão dispostos a frequentar a terapia de casal para mudar a realidade da relação.

 

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As sessões de terapia de casal propõem um espaço de reflexão sobre o que causa sofrimento na relação. É perfeitamente normal um casal passar por fases mais críticas e menos boas. À medida que os anos vão passando e o casal vai construindo uma família, é constantemente confrontado com mudanças que podem, muitas vezes, ser difíceis de lidar. Além disso, a falta de comunicação entre os membros do casal pode originar equívocos e problemas que correm o risco de entrar num ciclo vicioso do qual é difícil sair.

 

Segundo Ana Sotto-Mayor, psicóloga, mestre em Família e Sistemas Sociais e Terapeuta Familiar, «um casal passa por vários ciclos, chamados ciclos de vida da família. Por exemplo, o de ter filhos pequenos que exigem atenção e, à medida que vão crescendo, há necessidade de alterar esse cuidar. Um casal tem de construir um espaço comum, que é o espaço do casal e da família, mas também de preservar o seu espaço individual, o que nem sempre é fácil pelas funções familiares e, muitas vezes, profissionais, que acontecem em certas épocas da vida».

 

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Apesar de este tipo de terapia não ser recente e já existir como prática credenciada há bastantes anos em Portugal, ainda existe algum ceticismo relativamente à mesma. Está ainda muito presente a ideia de que «as dificuldades são falhas ou fraquezas»,  assim como há o «receio de que o olhar de um terapeuta possa ser invasivo».

 

De acordo com a experiência da terapeuta familiar, os casais que mais procuram este tipo de ajuda externa são, de um modo geral, aqueles que já contam com alguns anos de casamento (com filhos ou não), mas não só. «Já tive um casal de namorados que estava apreensivo com a decisão de casarem. Com as sessões ganharam uma maior serenidade e espontaneidade no prosseguir da sua decisão. E não há idade limite, mas, em geral, casais com mais idade já encontraram um equilíbrio e não estão tão propensos à mudança. Mas cada casal é um casal», elucida.

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