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Ter cancro e dormir demasiado não é uma boa combinação, sugere estudo

As pessoas que estão mais doentes tendem a ficar mais cansadas e consequentemente a dormir mais, seja devido ao cancro da mama ou a outra condição.

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As mulheres com cancro da mama que dormem pelo menos nove horas por noite podem estar mais propensas a morrer devido ao tumor do que as pacientes que dormem apenas oito horas, sugere um estudo liderado por Claudia Trudel-Fitzgerald, da Escola de Saúde Pública de Harvard, EUA.

 

«A duração do sono, mas também as mudanças na duração do antes e após o diagnóstico, bem como as dificuldades habituais para adormecer, também podem estar associada à mortalidade entre mulheres com cancro da mama», afirma Trudel-Fitzgerald em declarações à agência ‘Reuters’.

 

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Para o estudo, os investigadores examinaram dados sobre a duração do sono pós-diagnóstico de 3.682 mulheres com cancro da mama. Além disso, examinaram a duração do sono pré-diagnóstico num subconjunto de 1.949 mulheres e as dificuldades de adormecer pós-diagnóstico num subconjunto de 1.353 mulheres.

 

No diagnóstico, as mulheres tinham 65 anos em média e a maioria tinha o que é conhecido como estágio um ou dois de cancro, ou seja, o tumor ainda não se propagou para além do peito.

 

Pelo menos metade das mulheres no estudo ainda estavam vivas 11 anos após o diagnóstico. Durante o estudo, ocorreram 976 mortes, incluindo 412 causadas pelo cancro da mama. Entre o subconjunto de mulheres que tinham dados sobre a duração do sono pré-diagnóstico, conclui-se que dormir mais tempo incorria numa maior probabilidade (35%) de morte por todas as causas e 29% de maior probabilidade de morrer devido ao cancro da mama.

 

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Para o grupo de pacientes que apresentava dificuldades em adormecer, 49% destas mulheres revelaram-se propensas a morrer de todas as causas. As pessoas que estão mais doentes tendem a ficar mais cansadas e consequentemente a dormir mais, seja devido ao cancro da mama ou a outra condição.

 

Alguns pacientes podem dormir mais porque têm menos atividade física, passam mais tempo na cama ou vivem num maior isolamento social, ressalta o estudo.

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