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Temos a idade que achamos ter, revela novo estudo

Será que o segredo da 'juventude eterna' foi alcançado? Uma nova pesquisa realizada na Alemanha e nos EUA defende que se seguirmos um conjunto de regras podemos sentir uma idade bastante inferior à que vem no cartão de cidadão. E o curioso é que esta pode mudar todos os dias.

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Muitas vezes não sentimos a idade que vemos no cartão de cidadão. Isto porque a idade apenas é um número e só temos a idade que achamos ter. Pelo menos é o que é defendido num estudo apresentado durante a convenção anual da Associação Americana de Psicologia (APA), que está a decorrer até ao dia 12 de agosto, em São Francisco, Estados Unidos.

 

Qual é então o segredo? Um maior controlo da sua vida e uma atividade física constante pode diminuir a idade que as pessoas sentem, o que contribui para uma melhoria das suas habilidades cognitivas, longevidade e, consequentemente, uma melhoria na qualidade de vida.

 

«Esta pesquisa sugere que uma idade subjetiva mais jovem – ou quando as pessoas se sentem mais jovens do que são – está associada a uma variedade de resultados positivos em indivíduos mais velhos, como é o caso de um melhor desempenho de memória, saúde e longevidade», explica Jennifer Bellingtier, uma das investigadoras e oradora nesta convenção. «A nossa pesquisa sugere que a idade subjetiva muda diariamente e os adultos mais velhos se sentem significativamente mais jovens nos dias que sentem um maior controlo», diz Bellingtier, da Universidade Friedrich Schiller, na Alemanha.

 

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Na pesquisa realizada por Bellingtier e Shevaun Neupert, investigadora da Universidade da Carolina do Norte, EUA, participaram 116 idosos (dos 60 aos 90 anos) e 106 jovens adultos (dos 18 aos 36 anos) que tiveram de preencher questionários durante nove dias. Os participantes neste estudo tiveram de declarar o nível de controlo que sentiram em cada dia e quantos anos sentiram que tinham.

 

Nas respostas dadas, os investigadores encontraram uma associação significativa entre o nível de controlo percebido em cada dia e a idade subjetiva sentida pelo grupo dos mais velhos. «Moldar o ambiente diário pode permitir que os idosos tenham um maior controlo. Esta pode ser uma estratégia útil para manter um espírito jovem e o bem-estar geral», disse Bellingtier que defende que aplicações com dicas diárias ou o aumento da atividade física pode fazer com que a perceção da idade diminua e a qualidade de vida aumente.

 

Falando sobre um aumento da atividade física, este também pode contribuir para manter uma idade mais jovem. «Os nossos resultados sugerem que a promoção de um estilo de vida mais ativo pode resultar numa idade subjetiva mais jovem”, disse Matthew Hughes, da Universidade da Carolina do Norte, que apresentou o estudo durante esta convenção.

 

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Hughes e os seus colegas recrutaram 59 adultos na área de Boston, entre os 35 e os 69 anos, e que não praticavam qualquer tipo de atividade física. Os participantes neste estudo receberam um rastreador de fitness FitBit, o que permitiu aos pesquisadores monitorizarem as suas contagens diárias por cinco semanas. Os indivíduos que obtiveram uma maior contagem de passos relataram sentir uma idade mais jovem do que aquela que realmente tinham.

 

«Embora os resultados sugiram que caminhar pode contribuir para que se sinta mais jovem, pesquisas adicionais com uma amostra maior e num ambiente mais controlado são necessárias para confirmar», alerta Hughes para o facto de ainda não podermos considerar estes resultados definitivos. Veja agora, na galeria acima, uma série de dicas que ao serem conjugadas prometem uma vida longa.

 

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