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Tem uma personalidade forte ou rígida?

Conhece a metáfora das canas de bambu? Por serem flexíveis, conseguem suportar tensão sem quebrar.

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Se aplicarmos a imagem das canas à personalidade, contestamos a crença comum de que ser rígido nas relações é a forma mais eficaz de afirmação.

 

Certamente já ouviu alguém gabar-se com argumentos como: «Eu tenho personalidade forte porque não aceito que me deem ordens» ou “«Eu consigo sempre levar a minha avante».

 

Estes atributos que são proclamados como virtudes, a longo prazo, revelam rudeza, egocentrismo e inflexibilidade. Por vezes, podem surgir com algum refinamento, como uma “persistência-desgastante”, porém o princípio é o mesmo: impor a própria vontade. Não são necessariamente atitudes maldosas, mas a rigidez simplesmente combina um conjunto de estratégias que nada mais contribuem para que se compense o sentimento, provavelmente inconsciente, de inferioridade:  «Se não me valorizam naturalmente, valorizam à força!»

 

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Este comportamento é problemático porque apenas traz desvantagens. Só “funciona” sob duas condições: em relações familiares porque há maior disposição para desculpabilizar estas atitudes e se for aplicado a quem tem propensão à submissão. A tendência é para que as relações sejam pouco duradoras porque a maioria das pessoas não se sujeitará ao transtorno. Nas relações profissionais, como é previsível, esta tentativa de jogo de forças é ganha por quem tem o poder executivo.

 

A força do caráter avalia-se por outra lógica: pela habilidade de lidar com a frustração de forma a equilibrar a afirmação pessoal e o respeito pelo outro.

 

Tem um senão: é uma tarefa trabalhosa. Implica estimular o pensamento para desenvolver a apetência de argumentar com lógica e estar disposto a fazer compromissos e cedências. É uma atitude com ganhos a longo prazo porque se criam relações de confiança de onde se consegue extrair gratificação.

 

Lembre-se que ser forte não passa por ser imune à dor e a sentimentos desagradáveis, implica saber reconhecê-los e, ainda assim, reagir construtivamente: ter o engenho de adaptação.

 

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