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Tem realmente pressão arterial alta? Estudo indica diagnósticos errados por má medição

Uma investigação realizada no Canadá dá conta de que 20% das pessoas que recebem tratamento para a hipertensão não têm realmente um problema.

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Um estudo realizado pelo Centro de Pesquisa Hospitalar da Universidade de Montreal, Canadá, indica que mais de metade dos médicos de família ainda utilizam dispositivos manuais para medir a pressão arterial, uma tecnologia antiga que pode levar a diagnósticos errados.

 

«Cerca de 20% das pessoas que recebem tratamento para a hipertensão não têm realmente um problema e não necessitam de medicação. Isto deve-se sobretudo ao facto de a sua pressão sanguínea ter sido incorretamente medida», explica Janusz Kaczorowski, autor do estudo, médico, investigador e professor na Universidade de Montreal.

 

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Retirar a pressão arterial é um procedimento de rotina nos consultórios médicos, uma vez que fornece informação crucial sobre a condição do paciente, sendo que a hipertensão é um dos maiores flagelos da sociedade moderna.

 

A tecnologia por trás dos dispositivos utilizados para medir a pressão arterial mudou muito nos últimos 20 anos. Hoje, os dispositivos de medição eletrónicos automáticos, conhecidos como dispositivos oscilométricos, estão disponíveis. Em 2016, no caso do Canadá, a diretriz do programa nacional de combate à hipertensão passou a recomendar a medição eletrónica preferencialmente à manual.

 

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«Os médicos deveriam usar os dispositivos automáticos. São mais caros, mas mais precisos porque fazem várias medições. A medição manual é aceitável se for bem feita, mas não o é com muita frequência. Para retirar corretamente a pressão sanguínea são necessários 12 a 15 minutos e nós sabemos que uma vista ao médico dura às vezes menos do que isso», comenta o investigador.

 

A medição automática tem a vantagem de eliminar o que chamamos de ‘síndrome da bata branca’, ou seja, a pressão arterial elevada derivada do stress de estar num consultório médico.

 

 

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