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Tem dentro de si tudo o que precisa?

Sim, tem. Nalguns momentos pode parecer-lhe que não, e aqui partilho como pode usar esta frase a seu favor e estar bem na sua vida. Se escolher acreditar nela. Imagine que acredita e muda algo como quer na sua vida.

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A primeira vez que ouvi “Todas as pessoas têm dentro de si os recursos para alcançarem o que querem” franzi o sobrolho. Fiquei talvez até um pouco chateado, pois isso mexeu com algumas crenças que adotei ao crescer. Como é que alguém pode dizer e defender tal ideia quando tantas pessoas no mundo têm tão poucos recursos, pensei. Ou, como é que isso é possível se eu não tenho conseguido alcançar tudo o que quero na minha vida? Hum…

 

O que ouvi a seguir revelou-se essencial para que passasse a usar esta frase a meu favor. Não é uma questão de pessoa ter ou não ter os recursos, é uma questão de a pessoa ter os recursos disponíveis no momento em que os quer ou que estes podem ser mais úteis.

 

Olhando para toda a sua vida, já houve momentos em que se sentiu, p. ex., confiante, tranquila, focada, divertida? Já, não já? E houve outros em que se sentiu pouco confiante, insegura, desconcentrada, sem alegria? Normal, faz parte da experiência humana. Ora, ter tido momentos em que sentiu pouco ou nada de um recurso quer apenas dizer que nesses momentos esse recurso esteve menos disponível. Não conseguiu aceder a ele, não conseguiu ativá-lo em si naquele momento. Como noutros momentos se sentiu confiante, tranquila, focada, divertida… e como isso acontece dentro de si, então tem esses e outros recursos! A questão parece ser: como aceder, como ativar, como disponibilizar os recursos que são mais interessantes e adequados em diferentes momentos?

 

Ao perceber isto em mim e passar a acreditar nesta premissa, carreguei durante algum tempo o peso de achar que tinha de conseguir resolver e fazer, sozinho, tudo a que me propunha, tudo o que dizia que queria. Em vez de beneficiar da maravilha da responsabilidade de poder escolher qualquer uma das possibilidades que se me apresentavam, diariamente. Na altura, fiquei com o peso da obrigação e isso pouco ou nada ajudou.

 

Desde aí, prefiro centrar-me. Sentir-me alinhado e congruente. Das infinitas possibilidades, escolher o que realmente quero experienciar, fazer, dizer! Focando-me no que controlo, em ativar os recursos necessários (como respirar) e adequados ao que quero, agora. Avançando, passo a passo. Com mais recursos disponíveis, maior flexibilidade, mais opções de ação!

 

Imagine como isso abriria para si portas, janelas, túneis, átrios, escadas para fazer outras escolhas e alcançar o que deseja!

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