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Telemóveis podem ser os ‘cavalos de Troia’ na propagação do novo coronavírus

Uma revisão de 56 estudos de 24 países constatou que os micróbios de estafilococos e de E. coli estão entre os microrganismos mais comuns nos telefones. Em tempos de SARS-CoV-2, os cientistas alertam para a necessidade de pensar no dispositivo como uma ‘terceira mão’ e higienizá-lo constantemente.

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Um novo estudo alerta que os telemóveis podem ser os ‘cavalos de Troia’ do novo coronavírus, solicitando a equipa de cientistas da Universidade de Bond, na Austrália, que analisou 56 estudos de 24 países, a descontaminação recorrente destes dispositivos que funcionam como a ‘terceira mão’ de milhões para pessoas em todo o mundo.

 

A pesquisa, liderada pelo professor Lotti Tajouri, verificou que os telefones hospedam um impressionante cocktail de germes vivos. E embora todos os estudos sejam anteriores à pandemia atual, os autores dizem que o vírus responsável pela COVID-19, o SARS-CoV-2, provavelmente está presente nos telemóveis e outros dispositivos de tela sensível de pacientes com coronavírus.

 

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«A nossa recomendação é que os telefones sejam descontaminados diariamente e regularmente com 70% de isopropil ou higienizando com dispositivos ultravioletas», recomenda o investigador. A revisão sistemática constatou que estafilococos e micróbios de E. Coli estavam entre os microsorganismos mais comuns nos telefones.

 

Tajouri, um cientista biomédico, disse que os dispositivos móveis são «hotéis cinco estrelas com spas aquecidos premium, buffet grátis para os micróbios prosperarem. Eles têm controlo de temperatura, nós mantemo-los nos bolsos, somos viciados neles. Nós conversamos com eles e depositamos gotículas que podem estar cheias de vírus, bactérias – você escolhe. Nós comemos com eles, por isso, damos nutrientes aos microrganismos. E ninguém – absolutamente ninguém – lava ou descontamina o telefone».

 

O cientista alerta ainda que as pessoas viajavam com os seus telefones «e nenhum oficial de fronteira os verifica. Isso certamente causa uma preocupação de biossegurança. É por isso que os telemóveis são cavalos de Troia. Não sabemos se estamos a carregar o inimigo», salienta.

 

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Tajouri disse que os superutilizadores de telemóveis tocam nos seus dispositivos até 5.000 vezes por dia e até o utilizador médio o usa em média três horas por dia. «Sabemos que 80% de todas as infeções estão associadas às nossas mãos. Você pode lavar as mãos as vezes que quiser – e deve fazê-lo – mas se tocar num telefone contaminado, estará a contaminar-se novamente. Pense no seu telemóvel como a sua terceira mão», diz Tajouri.

 

A transmissão comunitária pode ocorrer quando uma pessoa infetada toca no telefone e depois num varão do autocarro onde se agarra de seguida uma pessoa idosa, por exemplo. «O contágio extraordinariamente rápido que intrigam os cientistas pode residir nesses telemóveis que espalham o novo coronavírus toda a velocidade ultrarrápida. Afinal, eles viajam por toda a parte, em aviões, navios de cruzeiro e comboios», diz Tajouri.

 

 

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