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Também sofre de ‘demência dos preocupados’?

A neurologista Frances Jensen introduziu este termo numa entrevista à rádio NPR, para designar a distração que surge da acumulação de tarefas

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Esta semana, durante uma entrevista para o programa ‘Fresh Air’ da estação de rádio americana NPR, a neurologista Frances Jensen introduziu um termo novo no léxico da neurologia moderna: “demência dos preocupados”. Não sendo uma doença médica reconhecida, Frances Jensen acredita, no entanto, que esta é muito real e sentida pela maior parte da população.

 

A entrevista aconteceu a propósito do novo livro da autora ‘The Teenage Brain’ (‘O cérebro adolescente’), onde Jensen publicou as conclusões do seu estudo sobre os processos de pensamento e as ligações cerebrais dos adolescentes para perceber o que está por detrás de comportamentos únicos e mal compreendidos. A determinado ponto, a neurologista explicou que sofre diariamente de ‘demência dos preocupados’, por ser constantemente obrigada a dividir a sua atenção por várias tarefas.

 

“Chega-me tanta informação”, disse a autora. “É difícil manter o controlo sobre tudo. Por isso decidi chamar a isto a ‘demência dos preocupados’, porque me recuso a acreditar que estou,d e facto, a ficar demente. Sei que é tudo devido ao ambiente que me rodeia, não tem nada a ver com a minha idade nem com alterações no meu cérebro.”

 

O apresentador do programa, Terry Gross, pediu a Jensen para descrever os sintomas da ‘demência dos preocupados': “Eu acho que não dedicamos tempo suficiente a cada tarefa para consolidar as nossas memórias e somos forçados a andar sempre rápido. Por vezes sinto-me um robot. Começo uma tarefa e, de repente, alguém entra no meu escritório e pede para eu assinar um documento. Eu assino e volto ao que estava a fazer e, de repente, já nem consigo lembrar-me da frase que ia escrever a seguir. E isto acontece durante todo o dia, todos os dias.”

 

A neurologista diz que não há cura para esta doença fictícia mas, sendo real esta sensação de distração, Jensen explica que a melhor forma de combater isto é fazer o oposto: “Termine o seu dia a refletir calmamente sobre as coisas mais importantes que aconteceram”.

 

 

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