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	<title>Mood Magazine &#187; Catarina Lucas &#8211; Psicologia</title>

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		<title>Ansiedade: do normal ao patológico</title>

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		<pubDate>Wed, 10 Oct 2018 08:00:49 +0000</pubDate>

		<dc:creator><![CDATA[Catarina Lucas]]></dc:creator>

		Catarina Lucas
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      	<dc:creator>Catarina Lucas</dc:creator>

        		
		

	        



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		<description><![CDATA[A ansiedade é um meio de sobrevivência. É o sinal de alerta do nosso organismo. É o alarme que nos diz "cuidado! Estás em perigo. Foge ou defende-te". Impulsiona-nos a agir mediante situações ameaçadoras. Ela é por isso necessária e adaptativa. Mas para tudo há uma linha que separa. Hoje é Dia Mundial da Saúde Mental.]]></description>

	

	
		<sapo:body><![CDATA[<strong>A ansiedade é um meio de sobrevivência. É o sinal de alerta do nosso organismo. É o alarme que nos diz "cuidado! Estás em perigo. Foge ou defende-te". Impulsiona-nos a agir mediante situações ameaçadoras. Ela é por isso necessária e adaptativa. Mas para tudo há uma linha que separa. Hoje é Dia Mundial da Saúde Mental.</strong><br><img src="https://mood.sapo.pt/wp-content/uploads/2016/04/tt.jpg"><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/dez-mandamentos-diarios-para-ter-uma-vida-feliz/">Dez mandamentos diários para ter uma vida feliz</a> </strong> </p><p>Em circunstâncias normais, melhora o nosso rendimento e ajuda-nos em situações de adaptação. Portanto, podemos poderíamos descrever a ansiedade como uma emoção saudável e necessária, já que nos faz reagir perante os problemas e a adversidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas para tudo há uma linha que separa, inclusivamente para a ansiedade. Pressupomos que a ansiedade se torna então patológica quando ultrapassa esta dita linha. Até certo ponto, é saudável, precisamos dela. Contudo, após determinada altura, ela torna-se patológica. Mas como saber quando atingimos esse limiar?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como em tudo, estabelecer a fronteira entre o normal e o patológico não é fácil, mas pressupomos que este limite é ultrapassado quando nos causa sofrimento e interfere significativamente no nosso dia a dia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>VEJA TAMBÉM: <a href="https://mood.sapo.pt/estrategias-nutricionais-para-aliviar-a-ansiedade/">ESTRATÉGIAS NUTRICIONAIS PARA ALIVIAR A ANSIEDADE</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim, a ansiedade normal pode ser vista como um estado de tensão que surge em determinadas situações vistas como ameaçadoras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A ansiedade patológica carateriza-se como um estado de medo intenso, irracional e em situações que não são verdadeiramente ameaçadoras. Costumo nestes casos dizer que, &#8220;o botão de alarme&#8221; está avariado. Ele ativa-se vezes demais e em situações nas quais não existe um verdadeiro perigo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>VEJA TAMBÉM: <a href="https://mood.sapo.pt/meca-o-seu-nivel-dramatico/">DRAMA QUEEN? MEÇA O SEU NÍVEL DRAMÁTICO</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A ansiedade provoca então uma sensação de grande desconforto físico e psicológico, conjuntamente com insegurança, inquietude, angústia e até mesmo desespero.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais os sintomas de ansiedade patológica?</strong></p>
<p>&#8211; Ritmo cardíaco acelerado</p>
<p>&#8211; Suor intenso</p>
<p>&#8211; Falta de ar, sensação de asfixia ou engasgamento</p>
<p>&#8211; Dificuldades ao nível do sono</p>
<p>&#8211; Dores de barriga</p>
<p>&#8211; Calafrios</p>
<p>&#8211; Sensação de desmaio</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que fazer?</strong></p>
<p>Em caso de ansiedade patológica, deverá procurar ajuda especializada (psicólogo ou psiquiatra), para que assim os sintomas possam ser devidamente avaliados. Poderá ser-lhe prescrita alguma medicação, embora deva estar consciente que esta apenas lhe minimizará os sintomas a curto prazo, e que deverá iniciar um processo psicoterapêutico com o intuito de aprender a diminuir e controlar os sintomas definitivamente.</p>
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	<br>

	<a class="vw-author-avatar" href="" original-title="Publicado por Catarina Lucas"><img src="https://mood.sapo.pt/wp-content/uploads/2016/04/318.jpg" width="125" height="140" alt="Catarina Lucas" class="avatar avatar-1024 wp-user-avatar wp-user-avatar-1024 photo" /></a>
	<div class="vw-about-author-info">
		<h3 class="vw-author-name" itemprop="name">Catarina Lucas</h3>
		<p class="vw-author-bio" itemprop="description">Psicóloga. Colabora com a Mood na produção de artigos sobre comportamento.</p>
                    
		<div class="vw-author-socials">
        
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		</a> 
		
		</div>
	</div>
	<div class="clearfix"></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/comportamentos-contagiantes/">Comportamentos contagiantes: do bocejar ao sentir frio</a> </strong> </p>]]></sapo:body>

	

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		<title>Como gerir os ciúmes? Uma psicóloga explica</title>

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		<pubDate>Fri, 28 Sep 2018 20:50:25 +0000</pubDate>

		<dc:creator><![CDATA[Sónia Santos Dias]]></dc:creator>

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      	<dc:creator>Sónia Santos Dias</dc:creator>

        		
		

	        



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		<sapo:body><![CDATA[<strong>Por mais que confie, não consegue evitar os ciúmes? A psicóloga Catarina Lucas aconselha comportamentos saudáveis para a gestão dos ciúmes numa relação.</strong><br><img src="https://mood.sapo.pt/wp-content/uploads/2014/10/beauty-1319951_1920.jpg">]]></sapo:body>

	

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		<title>Amores quentes: mito ou realidade?</title>

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		<pubDate>Wed, 02 May 2018 20:50:03 +0000</pubDate>

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		Catarina Lucas
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      	<dc:creator>Catarina Lucas</dc:creator>

        		
		

	        



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		<description><![CDATA[É nos meses quentes que muitas vezes chegam novas paixões. Mas será que este tipo de amor existe mesmo? A psicóloga Catarina Lucas explica como vários fatores convergem para esta realidade.]]></description>

	

	
		<sapo:body><![CDATA[<strong>É nos meses quentes que muitas vezes chegam novas paixões. Mas será que este tipo de amor existe mesmo? A psicóloga Catarina Lucas explica como vários fatores convergem para esta realidade.</strong><br><img src="https://mood.sapo.pt/wp-content/uploads/2016/04/sasa1.jpg"><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/como-passar-um-fim-de-semana-a-dois-em-grande/">Saudades das férias? Ideias para passar um fim de semana a dois em grande</a> </strong> </p><div class="arsegment"><p>Com o calor surge o despertar do amor. As relações apaixonadas ganham novo alento quando o sol desponta e há vários fatores que o podem explicar. Comecemos pelos fatores sócio emocionais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1 – Estamos mais recetivos à saída com amigos: seja para tomar um café numa esplanada ou para ir a uma das muitas festas que ocorrem nesta altura. A verdade é que nos sentimos com mais vontade para sair de casa e, consequentemente conhecer pessoas;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2 – Estamos de férias: as férias trazem-nos momentos de relaxamento e descontração, fazendo com que o nosso foco deixe de estar no trabalho e na rotina e passe a estar mais desperto para outras coisas e outras pessoas;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>VEJA TAMBÉM:<a href="https://mood.sapo.pt/todos-namoram/"> </a><a href="https://mood.sapo.pt/todos-namoram/">NO MÊS DO AMOR TODOS NAMORAM… MENOS EU!</a></strong></p>
<p>&nbsp;<br />
3 – Mais álcool: as festas e saídas noturnas favorecem o consumo de álcool, o que por vezes serve como desinibidor e faz com que as pessoas se aproximem;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4 &#8211; A cultura musical também influencia: parecem existir várias músicas alusivas ao amor de verão e à maior predisposição das pessoas para os relacionamentos amorosos e, se tivermos em conta que a música influencia a vida das pessoas, poderemos ter mais um fator.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>VEJA TAMBÉM: <a href="https://mood.sapo.pt/o-amor-explicado-pela-ciencia/">A PRIMAVERA CHEGOU: O AMOR EXPLICADO PELA CIÊNCIA</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se a estes fatores juntarmos os estudos demográficos, a teoria parece ganhar ainda mais força.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>5 – Os meses quentes parecem influenciar a fertilidade: alguns estudos estatísticos em países distintos indicam que nascem mais bebés 9 meses após as estações de primavera e verão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Será que isto significa que as pessoas “namoram” mais nestes meses do ano e possuem um maior envolvimento sexual? A verdade é os estudos demográficos apontam para isso mesmo. Há uma concentração de nascimentos em determinados períodos do ano e isto parece repetir-se ao longo dos anos. Um número considerável de crianças nasce no final do inverno, o que parece ser resultado de um maior envolvimento nos meses quentes.</p>
</div><div class="arsegment">
<p>Estatisticamente parece simples, mas obviamente que, quando falamos do ser humano, nunca nada é linear e vários poderão ser os fatores que influenciam a natalidade, pelo que talvez não possamos falar em amores de primavera/verão com base nisso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acrescentemos então os dados científicos. A ciência, além da estatística, tem também algumas justificações para o aumento das paixões em paralelo com o aumento das temperaturas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>6 – Usamos roupas mais curtas: o que, segundo Liza Berdycheski e seus colaboradores, favorece a atração física e aumenta a autoconfiança;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>VEJA TAMBÉM: <a href="https://mood.sapo.pt/estarei-apaixonada/">ESTAREI APAIXONADA?</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>7 – A relação sexual parece ser melhor quando está calor: um estudo feito em 2012 revela que, para um terço dos americanos, a vida sexual melhora nos meses quentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>8 &#8211; A felicidade aumenta a probabilidade das paixões: quando estamos bem e felizes, isso transparece e é mais provável que outras pessoas reparem em nós. Com a saída do inverno, tendemos a sentir-nos mais alegres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>9 – Temperatura aumenta o humor: alguns investigadores perceberam que temperaturas mais elevadas aumentam o nosso humor, pelo que, supõe-se, as temperaturas mais elevadas nos deixam mais felizes e bem-dispostos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>VEJA TAMBÉM: <a class="" href="https://mood.sapo.pt/como-fazer-alguem-apaixonar-se-por-si/">COMO FAZER ALGUÉM APAIXONAR-SE POR SI (PARA QUE NÃO FIQUE A OLHAR PARA OS PASSARINHOS)</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>10 – Semelhança com os animais: na primavera há um relógio interno nos cérebros dos animais e é este relógio que lhes diz quando se reproduzirem. A hormona do sono fica inibida na primavera e no verão, comparativamente ao inverno, o que pode também aumentar a frequência sexual.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O amor de verão parece então existir e seria assim uma combinação de fatores fisiológicos, ambientais, psicológicos e sociais que nos deixam mais propensos ao amor nos meses quentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="vw-about-author clearfix" itemprop="author" itemscope="" itemtype="http://schema.org/Person">

	<br>

	<a class="vw-author-avatar" href="" original-title="Publicado por Catarina Lucas"><img src="https://mood.sapo.pt/wp-content/uploads/2016/04/318.jpg" width="125" height="140" alt="Catarina Lucas" class="avatar avatar-1024 wp-user-avatar wp-user-avatar-1024 photo" /></a>
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		<h3 class="vw-author-name" itemprop="name">Catarina Lucas</h3>
		<p class="vw-author-bio" itemprop="description">Psicóloga. Colabora com a Mood na produção de artigos sobre comportamento.</p>
                    
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		</div>
	</div>
	<div class="clearfix"></div>
</div>
</div><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/relacoes-longas-sete-sinais-de-alerta/">Relações longas: sete sinais de alerta</a> </strong> </p>]]></sapo:body>

	

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		<title>Catarina Lucas: «A felicidade é difícil de definir e mais fácil de sentir»</title>

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		<comments>https://mood.sapo.pt/a-felicidade-e-dificil-de-definir-e-mais-facil-de-sentir/#comments</comments>

		<pubDate>Tue, 20 Mar 2018 08:33:39 +0000</pubDate>

		<dc:creator><![CDATA[Sónia Santos Dias]]></dc:creator>

		Sónia Santos Dias-->538966
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				        <media:title><![CDATA[<strong>Mas, afinal, o que é a felicidade? É diferente para cada um? Veja as dicas da psicóloga Catarina Lucas para ser mais feliz.</strong><br><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/como-esta-a-sua-vida-hoje/">Roda da Vida: Como está a sua vida hoje?</a> </strong> </p><div class="arsegment"><p><strong>O que é a felicidade?</strong></p>
<p>É difícil definir e mais fácil de sentir. Há autores que referem que é um momento de êxtase, embora eu a encare de forma distinta. Gosto de a encarar não como um momento transitório, mas como um <em>continuum</em>. Prefiro romper com a visão mais tradicional da mesma e olhá-la como um estado de espírito, uma forma de estar na vida.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>O conceito pode variar ao longo da vida de cada um?</strong></p>
<p>Sem dúvida, aquilo que nos faz felizes aos 20 não é o mesmo que nos faz feliz aos 30, 40 ou 50. Além das necessidades se irem alterando, as experiências e até a própria maturidade faz com que vamos encarando a felicidade de forma distinta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>VEJA TAMBÉM: </strong><strong><a href="https://mood.sapo.pt/dez-mandamentos-diarios-para-ter-uma-vida-feliz/#slide=1">DEZ MANDAMENTOS DIÁRIOS PARA TER UMA VIDA FELIZ</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Porque não se tem bem presente quando se é feliz?</strong></p>
<p>Pelo facto de o ser humano ser um eterno insatisfeito. Então estamos sempre à espera de mais, queremos sempre mais, nunca é suficiente. Não é que isso seja mau, pois devemos sempre lutar por aquilo que desejamos. A questão é que, com esta permanente procura da felicidade, acabamos por não nos apercebermos que talvez já sejamos felizes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como se pode definir que uma pessoa está feliz?</strong></p>
<p>A felicidade é variável, mas, acima de tudo, quando nos sentimos bem connosco próprios, sem fazer esse bem-estar depender de terceiros, quando temos objetivos, quando olhamos o futuro com esperança, quando queremos mais, mas não deixamos de estar bem por não termos ainda chegado lá, quando gostamos de nós, quando somos resilientes&#8230;então talvez neste momento estejamos próximos da felicidade. Aliás, creio que fará mais sentido dizer-se “é feliz” ao invés de “está feliz”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>VEJA TAMBÉM: <a class="" href="https://mood.sapo.pt/finlandia-e-o-pais-mais-feliz-do-mundo-em-2018/">FINLÂNDIA É O PAÍS MAIS FELIZ DO MUNDO EM 2018</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A felicidade é duradoura ou apenas momentos do dia?</strong></p>
<p>Este é o típico cliché que tantas vezes oiço em consulta. “A felicidade não existe, existem momentos de felicidade”. O meu lema e aquilo que trabalho com muitos dos meus pacientes é exatamente o contrário. “Sou feliz, com momentos de infelicidade”. É apenas uma questão de perspetiva. Todos temos problemas, mas esses são os momentos de infelicidade. O problema é que as pessoas associam muito a felicidade a momentos de euforia, mas julgo que a felicidade é mais que isso. Claro que há casos dramáticos onde esta perspetiva não se consegue ver, mas esses são a minoria e não a generalidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais os maiores fatores causadores de felicidade?</strong></p>
<p>Por norma, as pessoas associam a felicidade a fatores externos e materiais. Ter uma casa, um carro, um emprego melhor&#8230;mas, embora estas coisas sejam muito importantes e façam todo o sentido, a felicidade deve partir de nós&#8230;devemos ser felizes por nós mesmos&#8230;aliás, é isto que depois nos faz correr atrás de objetivos como uma casa ou um emprego melhor. Outros fatores muito ligados à felicidade são os emocionais, ter um companheiro(a) ou ter um filho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><!--nextpage--></p>
<p><strong>É possível criar a sua própria felicidade ou está dependente de fatores externos?</strong></p>
<p>É possível criar a felicidade se mudarmos a forma como vemos as coisas. Por norma, valorizamos muito as coisas más e damos as boas como adquiridas. Se tivermos um problema no carro ao vir do trabalho, é algo que valorizamos, mas, esquecemo-nos que nos restantes dias nada de mal acontece e que isso também deveria ser valorizado. Não o fazemos porque o damos como adquirido, achamos que é suposto ser assim. Por outro lado, os fatores externos devem ser olhados como objetivos a alcançar (que podem contribuir para a felicidade) mas não a felicidade em si mesma.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A felicidade é a busca eterna do homem?</strong></p>
<p>Diria que sim. Passamos a vida à procura da felicidade e às vezes chegamos ao fim e, ao olhar para trás, parece que nunca a alcançámos. Mas, na verdade, será que não eramos já felizes? Talvez o típico cliché faça sentido. “Era feliz e não sabia”. A verdade é que este permanente estado de insatisfação nos faz continuar à procura daquilo que muitas vezes já temos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>VEJA TAMBÉM: <a class="" href="https://mood.sapo.pt/10-habitos-dos-casais-felizes/">10 HÁBITOS DOS CASAIS FELIZES SEGUNDO UMA ESPECIALISTA EM RELAÇÕES</a></strong></p>
<h3 class="vw-post-box-title"></h3>
<p><strong>Existe propensão genética para se ser mais ou menos feliz?</strong></p>
<p>Algumas investigações apontam que sim, que há uma componente fisiológica envolvida na felicidade. Aliás, a verdade é que quando sorrimos é libertada na corrente sanguínea uma substância que aumenta a perceção de bem-estar. Contudo, mesmo que isso não seja suficiente para se falar em propensão genética, sem dúvida que a família e os pais influenciam em muito a nossa perceção de felicidade. A educação que vamos recebendo, os valores que nos vão transmitindo, aquilo que vamos observando ao longo do crescimento, não faz de nós mais felizes, mas muda a forma como percecionamos a felicidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Que padrões de comportamento essencialmente têm as pessoas felizes?</strong></p>
<p>As “pessoas felizes” olham para os erros e a adversidade como uma possibilidade de aprendizagem, desenvolvem a resiliência para melhor superar obstáculos, valorizam as coisas boas e aproveitam as coisas mais simples. Cultivam a inteligência emocional, ajudam outras pessoas, são prestáveis e passam tempo com aqueles que gostam ou a fazer atividades prazerosas.</p>
<p>Mas, tal como a perceção de felicidade varia de pessoa para pessoa, também a forma de a manifestar se altera e pode ser diferente em diferentes pessoas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Clique agora na galeria, no início deste artigo, para ver as dicas de Catarina Lucas para ser mais feliz.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/que-tal-uma-semana-mais-colorida/">Que tal uma semana mais colorida?</a> </strong> </p>]]></media:title>
				        <media:text><![CDATA[<strong>Mas, afinal, o que é a felicidade? É diferente para cada um? Veja as dicas da psicóloga Catarina Lucas para ser mais feliz.</strong><br><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/como-esta-a-sua-vida-hoje/">Roda da Vida: Como está a sua vida hoje?</a> </strong> </p><div class="arsegment"><p><strong>O que é a felicidade?</strong></p>
<p>É difícil definir e mais fácil de sentir. Há autores que referem que é um momento de êxtase, embora eu a encare de forma distinta. Gosto de a encarar não como um momento transitório, mas como um <em>continuum</em>. Prefiro romper com a visão mais tradicional da mesma e olhá-la como um estado de espírito, uma forma de estar na vida.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>O conceito pode variar ao longo da vida de cada um?</strong></p>
<p>Sem dúvida, aquilo que nos faz felizes aos 20 não é o mesmo que nos faz feliz aos 30, 40 ou 50. Além das necessidades se irem alterando, as experiências e até a própria maturidade faz com que vamos encarando a felicidade de forma distinta.</p>
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<p style="text-align: center;"><strong>VEJA TAMBÉM: </strong><strong><a href="https://mood.sapo.pt/dez-mandamentos-diarios-para-ter-uma-vida-feliz/#slide=1">DEZ MANDAMENTOS DIÁRIOS PARA TER UMA VIDA FELIZ</a></strong></p>
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<p><strong>Porque não se tem bem presente quando se é feliz?</strong></p>
<p>Pelo facto de o ser humano ser um eterno insatisfeito. Então estamos sempre à espera de mais, queremos sempre mais, nunca é suficiente. Não é que isso seja mau, pois devemos sempre lutar por aquilo que desejamos. A questão é que, com esta permanente procura da felicidade, acabamos por não nos apercebermos que talvez já sejamos felizes.</p>
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<p><strong>Como se pode definir que uma pessoa está feliz?</strong></p>
<p>A felicidade é variável, mas, acima de tudo, quando nos sentimos bem connosco próprios, sem fazer esse bem-estar depender de terceiros, quando temos objetivos, quando olhamos o futuro com esperança, quando queremos mais, mas não deixamos de estar bem por não termos ainda chegado lá, quando gostamos de nós, quando somos resilientes&#8230;então talvez neste momento estejamos próximos da felicidade. Aliás, creio que fará mais sentido dizer-se “é feliz” ao invés de “está feliz”.</p>
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<p style="text-align: center;"><strong>VEJA TAMBÉM: <a class="" href="https://mood.sapo.pt/finlandia-e-o-pais-mais-feliz-do-mundo-em-2018/">FINLÂNDIA É O PAÍS MAIS FELIZ DO MUNDO EM 2018</a></strong></p>
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<p><strong>A felicidade é duradoura ou apenas momentos do dia?</strong></p>
<p>Este é o típico cliché que tantas vezes oiço em consulta. “A felicidade não existe, existem momentos de felicidade”. O meu lema e aquilo que trabalho com muitos dos meus pacientes é exatamente o contrário. “Sou feliz, com momentos de infelicidade”. É apenas uma questão de perspetiva. Todos temos problemas, mas esses são os momentos de infelicidade. O problema é que as pessoas associam muito a felicidade a momentos de euforia, mas julgo que a felicidade é mais que isso. Claro que há casos dramáticos onde esta perspetiva não se consegue ver, mas esses são a minoria e não a generalidade.</p>
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<p><strong>Quais os maiores fatores causadores de felicidade?</strong></p>
<p>Por norma, as pessoas associam a felicidade a fatores externos e materiais. Ter uma casa, um carro, um emprego melhor&#8230;mas, embora estas coisas sejam muito importantes e façam todo o sentido, a felicidade deve partir de nós&#8230;devemos ser felizes por nós mesmos&#8230;aliás, é isto que depois nos faz correr atrás de objetivos como uma casa ou um emprego melhor. Outros fatores muito ligados à felicidade são os emocionais, ter um companheiro(a) ou ter um filho.</p>
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<p><strong>É possível criar a sua própria felicidade ou está dependente de fatores externos?</strong></p>
<p>É possível criar a felicidade se mudarmos a forma como vemos as coisas. Por norma, valorizamos muito as coisas más e damos as boas como adquiridas. Se tivermos um problema no carro ao vir do trabalho, é algo que valorizamos, mas, esquecemo-nos que nos restantes dias nada de mal acontece e que isso também deveria ser valorizado. Não o fazemos porque o damos como adquirido, achamos que é suposto ser assim. Por outro lado, os fatores externos devem ser olhados como objetivos a alcançar (que podem contribuir para a felicidade) mas não a felicidade em si mesma.</p>
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<p><strong>A felicidade é a busca eterna do homem?</strong></p>
<p>Diria que sim. Passamos a vida à procura da felicidade e às vezes chegamos ao fim e, ao olhar para trás, parece que nunca a alcançámos. Mas, na verdade, será que não eramos já felizes? Talvez o típico cliché faça sentido. “Era feliz e não sabia”. A verdade é que este permanente estado de insatisfação nos faz continuar à procura daquilo que muitas vezes já temos.</p>
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<p style="text-align: center;"><strong>VEJA TAMBÉM: <a class="" href="https://mood.sapo.pt/10-habitos-dos-casais-felizes/">10 HÁBITOS DOS CASAIS FELIZES SEGUNDO UMA ESPECIALISTA EM RELAÇÕES</a></strong></p>
<h3 class="vw-post-box-title"></h3>
<p><strong>Existe propensão genética para se ser mais ou menos feliz?</strong></p>
<p>Algumas investigações apontam que sim, que há uma componente fisiológica envolvida na felicidade. Aliás, a verdade é que quando sorrimos é libertada na corrente sanguínea uma substância que aumenta a perceção de bem-estar. Contudo, mesmo que isso não seja suficiente para se falar em propensão genética, sem dúvida que a família e os pais influenciam em muito a nossa perceção de felicidade. A educação que vamos recebendo, os valores que nos vão transmitindo, aquilo que vamos observando ao longo do crescimento, não faz de nós mais felizes, mas muda a forma como percecionamos a felicidade.</p>
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<p><strong>Que padrões de comportamento essencialmente têm as pessoas felizes?</strong></p>
<p>As “pessoas felizes” olham para os erros e a adversidade como uma possibilidade de aprendizagem, desenvolvem a resiliência para melhor superar obstáculos, valorizam as coisas boas e aproveitam as coisas mais simples. Cultivam a inteligência emocional, ajudam outras pessoas, são prestáveis e passam tempo com aqueles que gostam ou a fazer atividades prazerosas.</p>
<p>Mas, tal como a perceção de felicidade varia de pessoa para pessoa, também a forma de a manifestar se altera e pode ser diferente em diferentes pessoas.</p>
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<p>Clique agora na galeria, no início deste artigo, para ver as dicas de Catarina Lucas para ser mais feliz.</p>
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</div><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/que-tal-uma-semana-mais-colorida/">Que tal uma semana mais colorida?</a> </strong> </p>]]></media:text>
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			 	type="image/jpeg" sapo:title="&#169; Fornecido por Mood"
				sapo:description="Mood" sapo:credits="Mood" />Catarina Lucas: «A felicidade é difícil de definir e mais fácil de sentir»No dia 20 de março, assinala-se o Dia Internacional da Felicidade. Comemorado pela primeira vez em 2013, foi criado pela ONU para marcar a importância da felicidade como um objetivo essencial da humanidade. Mas, afinal, o que é a felicidade? É diferente para cada um? Muda ao longo da vida? Perguntámos tudo isto e muito mais à psicóloga Catarina Lucas. Leia e confirme se é feliz. <sapo:gallery type="photos">
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        <dc:publisher>Sónia Santos Dias</dc:publisher>

      	<dc:created>Tue, 20 Mar 2018 08:33:39 +0000</dc:created>

      	<dc:modified>Tue, 20 Mar 2018 08:33:39 +0000</dc:modified>

      	<dc:creator>Sónia Santos Dias</dc:creator>

        		
		

	        



				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
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		<category><![CDATA[Z-Triplo 2]]></category>
		<category><![CDATA[Catarina Lucas - Psicologia]]></category>



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		<description><![CDATA[No dia 20 de março, assinala-se o Dia Internacional da Felicidade. Comemorado pela primeira vez em 2013, foi criado pela ONU para marcar a importância da felicidade como um objetivo essencial da humanidade. Mas, afinal, o que é a felicidade? É diferente para cada um? Muda ao longo da vida? Perguntámos tudo isto e muito mais à psicóloga Catarina Lucas. Leia e confirme se é feliz.]]></description>

	

	
		<sapo:body><![CDATA[<strong>No dia 20 de março, assinala-se o Dia Internacional da Felicidade. Comemorado pela primeira vez em 2013, foi criado pela ONU para marcar a importância da felicidade como um objetivo essencial da humanidade. Mas, afinal, o que é a felicidade? É diferente para cada um? Muda ao longo da vida? Perguntámos tudo isto e muito mais à psicóloga Catarina Lucas. Leia e confirme se é feliz.</strong><br><img src="https://mood.sapo.pt/wp-content/uploads/2017/03/9301.jpg"><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/como-esta-a-sua-vida-hoje/">Roda da Vida: Como está a sua vida hoje?</a> </strong> </p><div class="arsegment"><p><strong>O que é a felicidade?</strong></p>
<p>É difícil definir e mais fácil de sentir. Há autores que referem que é um momento de êxtase, embora eu a encare de forma distinta. Gosto de a encarar não como um momento transitório, mas como um <em>continuum</em>. Prefiro romper com a visão mais tradicional da mesma e olhá-la como um estado de espírito, uma forma de estar na vida.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>O conceito pode variar ao longo da vida de cada um?</strong></p>
<p>Sem dúvida, aquilo que nos faz felizes aos 20 não é o mesmo que nos faz feliz aos 30, 40 ou 50. Além das necessidades se irem alterando, as experiências e até a própria maturidade faz com que vamos encarando a felicidade de forma distinta.</p>
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<p style="text-align: center;"><strong>VEJA TAMBÉM: </strong><strong><a href="https://mood.sapo.pt/dez-mandamentos-diarios-para-ter-uma-vida-feliz/#slide=1">DEZ MANDAMENTOS DIÁRIOS PARA TER UMA VIDA FELIZ</a></strong></p>
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<p><strong>Porque não se tem bem presente quando se é feliz?</strong></p>
<p>Pelo facto de o ser humano ser um eterno insatisfeito. Então estamos sempre à espera de mais, queremos sempre mais, nunca é suficiente. Não é que isso seja mau, pois devemos sempre lutar por aquilo que desejamos. A questão é que, com esta permanente procura da felicidade, acabamos por não nos apercebermos que talvez já sejamos felizes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como se pode definir que uma pessoa está feliz?</strong></p>
<p>A felicidade é variável, mas, acima de tudo, quando nos sentimos bem connosco próprios, sem fazer esse bem-estar depender de terceiros, quando temos objetivos, quando olhamos o futuro com esperança, quando queremos mais, mas não deixamos de estar bem por não termos ainda chegado lá, quando gostamos de nós, quando somos resilientes&#8230;então talvez neste momento estejamos próximos da felicidade. Aliás, creio que fará mais sentido dizer-se “é feliz” ao invés de “está feliz”.</p>
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<p style="text-align: center;"><strong>VEJA TAMBÉM: <a class="" href="https://mood.sapo.pt/finlandia-e-o-pais-mais-feliz-do-mundo-em-2018/">FINLÂNDIA É O PAÍS MAIS FELIZ DO MUNDO EM 2018</a></strong></p>
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<p><strong>A felicidade é duradoura ou apenas momentos do dia?</strong></p>
<p>Este é o típico cliché que tantas vezes oiço em consulta. “A felicidade não existe, existem momentos de felicidade”. O meu lema e aquilo que trabalho com muitos dos meus pacientes é exatamente o contrário. “Sou feliz, com momentos de infelicidade”. É apenas uma questão de perspetiva. Todos temos problemas, mas esses são os momentos de infelicidade. O problema é que as pessoas associam muito a felicidade a momentos de euforia, mas julgo que a felicidade é mais que isso. Claro que há casos dramáticos onde esta perspetiva não se consegue ver, mas esses são a minoria e não a generalidade.</p>
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<p><strong>Quais os maiores fatores causadores de felicidade?</strong></p>
<p>Por norma, as pessoas associam a felicidade a fatores externos e materiais. Ter uma casa, um carro, um emprego melhor&#8230;mas, embora estas coisas sejam muito importantes e façam todo o sentido, a felicidade deve partir de nós&#8230;devemos ser felizes por nós mesmos&#8230;aliás, é isto que depois nos faz correr atrás de objetivos como uma casa ou um emprego melhor. Outros fatores muito ligados à felicidade são os emocionais, ter um companheiro(a) ou ter um filho.</p>
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<p style="text-align: center;"><!--nextpage--></p>
<p><strong>É possível criar a sua própria felicidade ou está dependente de fatores externos?</strong></p>
<p>É possível criar a felicidade se mudarmos a forma como vemos as coisas. Por norma, valorizamos muito as coisas más e damos as boas como adquiridas. Se tivermos um problema no carro ao vir do trabalho, é algo que valorizamos, mas, esquecemo-nos que nos restantes dias nada de mal acontece e que isso também deveria ser valorizado. Não o fazemos porque o damos como adquirido, achamos que é suposto ser assim. Por outro lado, os fatores externos devem ser olhados como objetivos a alcançar (que podem contribuir para a felicidade) mas não a felicidade em si mesma.</p>
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<p><strong>A felicidade é a busca eterna do homem?</strong></p>
<p>Diria que sim. Passamos a vida à procura da felicidade e às vezes chegamos ao fim e, ao olhar para trás, parece que nunca a alcançámos. Mas, na verdade, será que não eramos já felizes? Talvez o típico cliché faça sentido. “Era feliz e não sabia”. A verdade é que este permanente estado de insatisfação nos faz continuar à procura daquilo que muitas vezes já temos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>VEJA TAMBÉM: <a class="" href="https://mood.sapo.pt/10-habitos-dos-casais-felizes/">10 HÁBITOS DOS CASAIS FELIZES SEGUNDO UMA ESPECIALISTA EM RELAÇÕES</a></strong></p>
<h3 class="vw-post-box-title"></h3>
<p><strong>Existe propensão genética para se ser mais ou menos feliz?</strong></p>
<p>Algumas investigações apontam que sim, que há uma componente fisiológica envolvida na felicidade. Aliás, a verdade é que quando sorrimos é libertada na corrente sanguínea uma substância que aumenta a perceção de bem-estar. Contudo, mesmo que isso não seja suficiente para se falar em propensão genética, sem dúvida que a família e os pais influenciam em muito a nossa perceção de felicidade. A educação que vamos recebendo, os valores que nos vão transmitindo, aquilo que vamos observando ao longo do crescimento, não faz de nós mais felizes, mas muda a forma como percecionamos a felicidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Que padrões de comportamento essencialmente têm as pessoas felizes?</strong></p>
<p>As “pessoas felizes” olham para os erros e a adversidade como uma possibilidade de aprendizagem, desenvolvem a resiliência para melhor superar obstáculos, valorizam as coisas boas e aproveitam as coisas mais simples. Cultivam a inteligência emocional, ajudam outras pessoas, são prestáveis e passam tempo com aqueles que gostam ou a fazer atividades prazerosas.</p>
<p>Mas, tal como a perceção de felicidade varia de pessoa para pessoa, também a forma de a manifestar se altera e pode ser diferente em diferentes pessoas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Clique agora na galeria, no início deste artigo, para ver as dicas de Catarina Lucas para ser mais feliz.</p>
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</div><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/que-tal-uma-semana-mais-colorida/">Que tal uma semana mais colorida?</a> </strong> </p>]]></sapo:body>

	

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	<item>

		<title>A (nova) relação entre pais e filhos</title>

		<link>https://mood.sapo.pt/a-relacao-entre-pais-e-filhos/</link>

		<comments>https://mood.sapo.pt/a-relacao-entre-pais-e-filhos/#comments</comments>

		<pubDate>Thu, 01 Sep 2016 16:19:22 +0000</pubDate>

		<dc:creator><![CDATA[Joana de Sousa Costa]]></dc:creator>

		Joana de Sousa Costa
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        <dc:publisher>Joana de Sousa Costa</dc:publisher>

      	<dc:created>Thu, 01 Sep 2016 16:19:22 +0000</dc:created>

      	<dc:modified>Thu, 01 Sep 2016 16:19:22 +0000</dc:modified>

      	<dc:creator>Joana de Sousa Costa</dc:creator>

        		
		

	        



				<category><![CDATA[CASA & FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Z- Nossas Escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[Catarina Lucas - Psicologia]]></category>



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		<description><![CDATA[Numa altura em que a dinâmica familiar tem sofridos muitas alterações, falamos com a psicóloga Catarina Lucas sobre a educação e valores que os pais transmitem aos filhos.]]></description>

	

	
		<sapo:body><![CDATA[<strong>Numa altura em que a dinâmica familiar tem sofridos muitas alterações, falamos com a psicóloga Catarina Lucas sobre a educação e valores que os pais transmitem aos filhos.</strong><br><img src="https://mood.sapo.pt/wp-content/uploads/2014/10/tyryr.jpg"><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/como-cuidar-dos-dentes-das-criancas/">Como cuidar dos dentes das crianças?</a> </strong> </p><div class="arsegment"><p>A alteração da noção de hierarquia familiar e o alargamentos de tipos de família, com o aumento de divórcios e famílias monoparentais, são apenas algumas das explicações sociológicas para o fenómeno da alteração na relação entre pais e filhos. Na verdade, fenómenos sociológicos mais profundos estão na raiz desta questão, como explica a psicóloga Catarina Lucas, especialista nas questões familiares: «Uma das hipóteses para tal mudança pode residir no facto de os pais quererem &#8216;cortar&#8217; com estilos educativos autoritários de que muitos pais atuais foram vítimas. Era comum, há alguns anos, em Portugal, um estilo parental mais autoritário e agressivo. Neste sentido, a necessidade de distanciamento destes estilos educativos pode ter levado os pais ao exagero, esquecendo-se que existiam regras básicas que deveriam ter sido mantidas, nomeadamente o respeito pelos demais».</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Veja a galeria: <a href="https://mood.sapo.pt/como-poupar-dinheiro-nas-compras/">Como poupar dinheiro nas compras</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A psicóloga refere-se ao facto de a permissividade exagerada dos pais poder revelar consequências maléficas no desenvolvimento da personalidade da criança, que &#8216;precisa de regras&#8217; para compreender que, ao longo da vida, estará sempre sujeita ao cumprimento de normas e à frustração dos muitos &#8216;nãos&#8217; que irá ouvir. «A vida é feita de obstáculos e a permissividade dos pais em nada ajuda as crianças a prepararem-se para esta realidade. Pelo contrário, com este estilo parental estão indiretamente a dizer-lhes que podem ter tudo sem precisarem esforçar-se, que podem fazer tudo aquilo que querem sem restrições. Além disto, deixam de reconhecer os pais e outras pessoas como figuras de autoridade, com legitimidade para impor regras e limites. Equiparam-se a estas nas tomadas de decisões, sendo que, comummente os pais se esquecem de exercer a legitimidade que lhes assiste para decidir e em última instância impor, uma vez que são os decisores, as figuras de autoridade», explica a psicóloga.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/tenho-um-animal-domestico-e-agora/">Tenho um animal doméstico. E agora?</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim, deixar para as crianças o papel de decisoras no seio da família é um erro que, inevitavelmente, custará aos pais e à própria criança. Os pais perdem o poder «no momento em que se esquecem que o seu papel é serem pais e educadores para passarem a ser amigos».  A psicóloga defende que esta ideia contemporânea de que os pais devem ser, antes de mais, amigos dos filhos não faz sentido: «A questão é que amigos e pais têm funções diferentes e, se um pai e uma mãe não assumirem essa função de educador, quem o fará?” Assim, a via para os pais manterem o controlo da educação dos filhos e, assim, garantirem que estes os vêem como uma figura de autoridade é não se deixarem equipar aos filhos: «Por muito próximos que queiram (e devem) ser, não se podem esquecer de que estão num patamar diferente do filho, o patamar dos pais, aqueles que impõem regras».</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Veja a galeria: <a href="https://mood.sapo.pt/qual-a-idade-certa-para-as-tarefas-domesticas/">Qual a idade certa para as tarefas domésticas?</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por outro lado, a história mostra-nos que a anterior geração não teve a mesma facilidade no acesso a bens de conforto e, por esta razão, os pais querem que os seus filhos não passem pelas mesmas necessidades, acabando por errar: «Caindo no exagero do consumismo e da fácil obtenção das coisas sem necessidade de esforço, transmite-se assim às crianças a ideia de que não é necessário lutar para alcançar as coisas».</p>
</div><div class="arsegment">
<p><strong>O caso dos filhos de pais divorciados</strong></p>
<p>A psicóloga Catarina Lucas assume que tem observado que há maior tendência para deixar as crianças serem decisoras em famílias em que os pais estão divorciados. Isto explica-se pelo facto de os pais competirem entre si para adquirirem um papel de maior destaque na vida do filho, mesmo que para isso tenham que ceder aos caprichos dele. «As crianças apercebem-se desta fragilidade dos pais, aproveitando isso para fazer chantagem emocional e conseguir aquilo que querem. Além disto, os pais possuem maior dificuldade em impor limites e dizer &#8216;não&#8217; com receio de que a criança &#8216;goste mais do outro&#8217;».</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Catarina Lucas chama a atenção para os perigos desta falsa sensação de poder que a criança tem, que pode alterar a sua visão da realidade: «Esta permissividade pode gerar uma distorção, na qual a criança acha que possui mais poder do que na realidade deveria ter. Por outro lado, cria uma distorção no assumir das figuras de autoridade, deixando de olhar para os pais e professores como tal. Estas normas e valores devem ser incutidos à criança desde muito cedo e não apenas por palavras, mas sim por ações. Recordemo-nos de que uma das formas de aprendizagem básicas é a imitação».</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/calendario-escolar-20162017/">Calendário escolar 2016/17</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não havendo uma fórmula infalível para uma boa educação, existem sim alguns princípios básicos que certamente contribuirão para uma relação mais saudável entre pais e filhos. «Estes princípios passam em primeiro lugar pelo amor e o afeto. Os pais devem ser próximos, carinhosos e afetuosos. Todavia, isto não implica esquecer as suas obrigações enquanto educador que deve impor regras e limites, que deve preparar a criança para o futuro, que deve incutir valores, promover o relacionamento interpessoal e ser um suporte para a criança». Catarina Lucas continua: «A ideia é autonomizar, mas ficar na retaguarda. Cair e errar fazem parte do processo de aprendizagem, não devendo os pais ser levados pelo facilitismo da superproteção».</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em jeito de conclusão, a psicóloga adverte: «O processo de negociação em que os desejos e necessidades da criança são ouvidos deve estar presente, mas, em último caso, os pais são as figuras de autoridade que podem e devem impor-se se tal for necessário. Se estes princípios forem aplicados, existe uma maior probabilidade de se estar a formar um adulto com valores e princípios».</p>
<p>&nbsp;</p>
</div><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/ideias-de-programas-para-o-dia-do-pai/">Comece a marcar: ideias de programas para o Dia do Pai</a> </strong> </p>]]></sapo:body>

	

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		<title>Atenção, pais!</title>

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		<pubDate>Thu, 24 Mar 2016 10:35:36 +0000</pubDate>

		<dc:creator><![CDATA[Sónia Santos Dias]]></dc:creator>

		Sónia Santos Dias-->491031
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				        <media:title><![CDATA[<strong><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/precisa-de-espaco-veja-como-transformar-o-escritorio-num-quarto/">Precisa de espaço? Veja como transformar o escritório num quarto</a> </strong> </p><p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/ideias-de-programas-para-o-dia-do-pai/">Comece a marcar: ideias de programas para o Dia do Pai</a> </strong> </p></strong>]]></media:title>
				        <media:text><![CDATA[<strong><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/precisa-de-espaco-veja-como-transformar-o-escritorio-num-quarto/">Precisa de espaço? Veja como transformar o escritório num quarto</a> </strong> </p><p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/ideias-de-programas-para-o-dia-do-pai/">Comece a marcar: ideias de programas para o Dia do Pai</a> </strong> </p></strong>]]></media:text>
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        <dc:publisher>Sónia Santos Dias</dc:publisher>

      	<dc:created>Thu, 24 Mar 2016 10:35:36 +0000</dc:created>

      	<dc:modified>Thu, 24 Mar 2016 10:35:36 +0000</dc:modified>

      	<dc:creator>Sónia Santos Dias</dc:creator>

        		
		

	        



				<category><![CDATA[CASA & FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[FOTOS]]></category>
		<category><![CDATA[Z-Triplo 1]]></category>
		<category><![CDATA[Catarina Lucas - Psicologia]]></category>



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		<description><![CDATA[A psicóloga Catarina Lucas deixa uma lista de dez sinais de alerta para algumas falhas na educação]]></description>

	

	
		<sapo:body><![CDATA[<strong>A psicóloga Catarina Lucas deixa uma lista de dez sinais de alerta para algumas falhas na educação</strong><br><img src="https://mood.sapo.pt/wp-content/uploads/import/images/0a4790f750facbde6e8470201aeaa2c13af2da.jpg"><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/precisa-de-espaco-veja-como-transformar-o-escritorio-num-quarto/">Precisa de espaço? Veja como transformar o escritório num quarto</a> </strong> </p><p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/ideias-de-programas-para-o-dia-do-pai/">Comece a marcar: ideias de programas para o Dia do Pai</a> </strong> </p>]]></sapo:body>

	

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		<title>Resiliência: a capacidade de superar obstáculos</title>

		<link>https://mood.sapo.pt/resiliencia-a-capacidade-de-superar-obstaculos/</link>

		<comments>https://mood.sapo.pt/resiliencia-a-capacidade-de-superar-obstaculos/#comments</comments>

		<pubDate>Thu, 17 Mar 2016 07:55:01 +0000</pubDate>

		<dc:creator><![CDATA[Catarina Lucas]]></dc:creator>

		Catarina Lucas-->521491
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				        <media:title><![CDATA[<strong>Leia de seguida seis dicas para saber como pode a resiliência ser trabalhada no dia a dia.</strong><br><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/curiosidades-sobre-o-sono/">Curiosidades sobre o sono: do medo de dormir ao sonhar a preto e branco</a> </strong> </p><div class="arsegment"><p><strong>Mas afinal o que significa resiliência?</strong></p>
<p>À capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas (choque, stress, doença ou morte) chamamos resiliência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A palavra tem sonoridade estranha e significado pouco conhecido, mas pode fazer a diferença na vida de uma pessoa. É um termo utilizado para definir a capacidade humana de passar por experiências adversas sucessivas, sem prejuízos para o desenvolvimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A capacidade de resiliência torna possível superar experiências desastrosas e possibilita que nos reconstruamos a cada momento. E os resilientes são aqueles que conseguem vencer as dificuldades, os obstáculos, por mais fortes e traumáticos que elas sejam. Pode ser o desemprego inesperado, a morte de um parente querido, a separação dos pais, a repetição de um ano na escola ou uma catástrofe como um tsunami.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Veja a galeria: <a href="https://mood.sapo.pt/tenha-um-bom-dia-todos-os-dias/">Tenha um bom dia todos os dias</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conceito de resiliência passou de uma fase de “qualidades pessoais”, até ao conceito mais atual de compreende-la como um atributo da personalidade desenvolvido no contexto psico-sociocultural em que as pessoas estão inseridas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É uma palavra oriunda da Física e definida como a propriedade pela qual a energia armazenada em um determinado corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora de uma deformação elástica, ou seja, a capacidade de um corpo voltar ao seu estado normal após ter sofrido uma pressão (deformação) que foi removida.</p>
</div><div class="arsegment">
<p><strong>Lembre-se que a resiliência permite:</strong></p>
<p>&#8211; A mudança pessoal através da renovação de energias e da reintegração ou ajustamento a uma nova realidade;</p>
<p>&#8211; Fornece a oportunidade de curar velhas feridas;</p>
<p>&#8211; Ajuda a descobrir novas formas de lidar com a vida e de nos organizarmos de modo mais eficaz;</p>
<p>&#8211; Prepara-nos para lidar com pressões;</p>
<p>&#8211; Fornece meios de reduzir pressões desnecessárias, reconhecendo como são criadas e mantidas;</p>
<p>&#8211; Desenvolve a capacidade que cada um tem de se adequar e flexibilizar as situações sem perder seus objetivos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em suma, a pessoa resiliente é aquela que tem a capacidade de aprender, que se respeita, que possui criatividade na solução de problema, habilidade na recuperação da autoestima, autonomia, liberdade e interdependência, capacidade de fazer e manter amigos, disposição para sonhar, sentido de humor e grande variedade de interesses.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Veja a galeria: <a href="https://mood.sapo.pt/formas-de-resistir-a-pressao/">Formas de resistir à pressão</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pratique a resiliência e se for caso disso, procure ajuda especializada. A psicologia poderá ajudar a desenvolver a resiliência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O nosso dia a dia está repleto de dificuldades e obstáculos que precisamos vencer e ultrapassar para conseguirmos seguir em frente com a estabilidade emocional adequada. Mas sabemos que nem sempre é fácil “dar a volta”, que nem sempre é fácil continuar a lutar para seguir em frente. O que poderemos então fazer? A resposta é a resiliência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A resiliência pode desenvolver-se?</strong></p>
<p>Sem dúvida, e aquele que não desenvolve a resiliência poderá vir a apresentar quebra de produtividade (nos múltiplos contextos) e desenvolvimento de doenças. Veja na galeria, no início deste artigo, algumas dicas de como desenvolver a resiliência.</p>
<div class="vw-about-author clearfix" itemprop="author" itemscope="" itemtype="http://schema.org/Person">

	<br>

	<a class="vw-author-avatar" href="" original-title="Publicado por Catarina Lucas"><img src="https://mood.sapo.pt/wp-content/uploads/2016/04/318.jpg" width="125" height="140" alt="Catarina Lucas" class="avatar avatar-1024 wp-user-avatar wp-user-avatar-1024 photo" /></a>
	<div class="vw-about-author-info">
		<h3 class="vw-author-name" itemprop="name">Catarina Lucas</h3>
		<p class="vw-author-bio" itemprop="description">Psicóloga. Colabora com a Mood na produção de artigos sobre comportamento.</p>
                    
		<div class="vw-author-socials">
        
                <a class="vw-icon-social " rel="author" href="https://www.facebook.com/catarinalucaspsicologa/" target="_blank" itemprop="url" original-title="Facebook">
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                <a class="vw-icon-social " rel="author" href="mailto:geral@catarinalucas.pt" target="_blank" itemprop="url" original-title="Email">
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		</a>     
                <a class="vw-icon-social " rel="author" href="http://www.catarinalucas.pt" target="_blank" itemprop="url" original-title="Website">
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		</a> 
		
		</div>
	</div>
	<div class="clearfix"></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
</div><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/como-melhorar-a-agilidade-mental/">Cansado? Veja como melhorar a agilidade mental</a> </strong> </p>]]></media:title>
				        <media:text><![CDATA[<strong>Leia de seguida seis dicas para saber como pode a resiliência ser trabalhada no dia a dia.</strong><br><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/curiosidades-sobre-o-sono/">Curiosidades sobre o sono: do medo de dormir ao sonhar a preto e branco</a> </strong> </p><div class="arsegment"><p><strong>Mas afinal o que significa resiliência?</strong></p>
<p>À capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas (choque, stress, doença ou morte) chamamos resiliência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A palavra tem sonoridade estranha e significado pouco conhecido, mas pode fazer a diferença na vida de uma pessoa. É um termo utilizado para definir a capacidade humana de passar por experiências adversas sucessivas, sem prejuízos para o desenvolvimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A capacidade de resiliência torna possível superar experiências desastrosas e possibilita que nos reconstruamos a cada momento. E os resilientes são aqueles que conseguem vencer as dificuldades, os obstáculos, por mais fortes e traumáticos que elas sejam. Pode ser o desemprego inesperado, a morte de um parente querido, a separação dos pais, a repetição de um ano na escola ou uma catástrofe como um tsunami.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Veja a galeria: <a href="https://mood.sapo.pt/tenha-um-bom-dia-todos-os-dias/">Tenha um bom dia todos os dias</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conceito de resiliência passou de uma fase de “qualidades pessoais”, até ao conceito mais atual de compreende-la como um atributo da personalidade desenvolvido no contexto psico-sociocultural em que as pessoas estão inseridas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É uma palavra oriunda da Física e definida como a propriedade pela qual a energia armazenada em um determinado corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora de uma deformação elástica, ou seja, a capacidade de um corpo voltar ao seu estado normal após ter sofrido uma pressão (deformação) que foi removida.</p>
</div><div class="arsegment">
<p><strong>Lembre-se que a resiliência permite:</strong></p>
<p>&#8211; A mudança pessoal através da renovação de energias e da reintegração ou ajustamento a uma nova realidade;</p>
<p>&#8211; Fornece a oportunidade de curar velhas feridas;</p>
<p>&#8211; Ajuda a descobrir novas formas de lidar com a vida e de nos organizarmos de modo mais eficaz;</p>
<p>&#8211; Prepara-nos para lidar com pressões;</p>
<p>&#8211; Fornece meios de reduzir pressões desnecessárias, reconhecendo como são criadas e mantidas;</p>
<p>&#8211; Desenvolve a capacidade que cada um tem de se adequar e flexibilizar as situações sem perder seus objetivos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em suma, a pessoa resiliente é aquela que tem a capacidade de aprender, que se respeita, que possui criatividade na solução de problema, habilidade na recuperação da autoestima, autonomia, liberdade e interdependência, capacidade de fazer e manter amigos, disposição para sonhar, sentido de humor e grande variedade de interesses.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Veja a galeria: <a href="https://mood.sapo.pt/formas-de-resistir-a-pressao/">Formas de resistir à pressão</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pratique a resiliência e se for caso disso, procure ajuda especializada. A psicologia poderá ajudar a desenvolver a resiliência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O nosso dia a dia está repleto de dificuldades e obstáculos que precisamos vencer e ultrapassar para conseguirmos seguir em frente com a estabilidade emocional adequada. Mas sabemos que nem sempre é fácil “dar a volta”, que nem sempre é fácil continuar a lutar para seguir em frente. O que poderemos então fazer? A resposta é a resiliência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A resiliência pode desenvolver-se?</strong></p>
<p>Sem dúvida, e aquele que não desenvolve a resiliência poderá vir a apresentar quebra de produtividade (nos múltiplos contextos) e desenvolvimento de doenças. Veja na galeria, no início deste artigo, algumas dicas de como desenvolver a resiliência.</p>
<div class="vw-about-author clearfix" itemprop="author" itemscope="" itemtype="http://schema.org/Person">

	<br>

	<a class="vw-author-avatar" href="" original-title="Publicado por Catarina Lucas"><img src="https://mood.sapo.pt/wp-content/uploads/2016/04/318.jpg" width="125" height="140" alt="Catarina Lucas" class="avatar avatar-1024 wp-user-avatar wp-user-avatar-1024 photo" /></a>
	<div class="vw-about-author-info">
		<h3 class="vw-author-name" itemprop="name">Catarina Lucas</h3>
		<p class="vw-author-bio" itemprop="description">Psicóloga. Colabora com a Mood na produção de artigos sobre comportamento.</p>
                    
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</div>
<p>&nbsp;</p>
</div><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/como-melhorar-a-agilidade-mental/">Cansado? Veja como melhorar a agilidade mental</a> </strong> </p>]]></media:text>
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			 	type="image/jpeg" sapo:title="&#169; Fornecido por Mood"
				sapo:description="Mood" sapo:credits="Mood" />Resiliência: a capacidade de superar obstáculosO nosso dia a dia está repleto de dificuldades e obstáculos que precisamos  de vencer e ultrapassar para conseguirmos seguir em frente com a estabilidade emocional adequada. Mas sabemos que nem sempre é fácil “dar a volta”, que nem sempre é fácil continuar a lutar para seguir em frente. O que poderemos então fazer? A resposta é a resiliência. <sapo:gallery type="photos">
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        <dc:publisher>Catarina Lucas</dc:publisher>

      	<dc:created>Thu, 17 Mar 2016 07:55:01 +0000</dc:created>

      	<dc:modified>Thu, 17 Mar 2016 07:55:01 +0000</dc:modified>

      	<dc:creator>Catarina Lucas</dc:creator>

        		
		

	        



				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
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		<category><![CDATA[Catarina Lucas - Psicologia]]></category>



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		<description><![CDATA[O nosso dia a dia está repleto de dificuldades e obstáculos que precisamos de vencer e ultrapassar para conseguirmos seguir em frente com a estabilidade emocional adequada. Mas sabemos que nem sempre é fácil “dar a volta”, que nem sempre é fácil continuar a lutar para seguir em frente. O que poderemos então fazer? A resposta é a resiliência.]]></description>

	

	
		<sapo:body><![CDATA[<strong>O nosso dia a dia está repleto de dificuldades e obstáculos que precisamos  de vencer e ultrapassar para conseguirmos seguir em frente com a estabilidade emocional adequada. Mas sabemos que nem sempre é fácil “dar a volta”, que nem sempre é fácil continuar a lutar para seguir em frente. O que poderemos então fazer? A resposta é a resiliência.</strong><br><img src="https://mood.sapo.pt/wp-content/uploads/2016/03/018.jpg"><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/curiosidades-sobre-o-sono/">Curiosidades sobre o sono: do medo de dormir ao sonhar a preto e branco</a> </strong> </p><div class="arsegment"><p><strong>Mas afinal o que significa resiliência?</strong></p>
<p>À capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas (choque, stress, doença ou morte) chamamos resiliência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A palavra tem sonoridade estranha e significado pouco conhecido, mas pode fazer a diferença na vida de uma pessoa. É um termo utilizado para definir a capacidade humana de passar por experiências adversas sucessivas, sem prejuízos para o desenvolvimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A capacidade de resiliência torna possível superar experiências desastrosas e possibilita que nos reconstruamos a cada momento. E os resilientes são aqueles que conseguem vencer as dificuldades, os obstáculos, por mais fortes e traumáticos que elas sejam. Pode ser o desemprego inesperado, a morte de um parente querido, a separação dos pais, a repetição de um ano na escola ou uma catástrofe como um tsunami.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Veja a galeria: <a href="https://mood.sapo.pt/tenha-um-bom-dia-todos-os-dias/">Tenha um bom dia todos os dias</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conceito de resiliência passou de uma fase de “qualidades pessoais”, até ao conceito mais atual de compreende-la como um atributo da personalidade desenvolvido no contexto psico-sociocultural em que as pessoas estão inseridas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É uma palavra oriunda da Física e definida como a propriedade pela qual a energia armazenada em um determinado corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora de uma deformação elástica, ou seja, a capacidade de um corpo voltar ao seu estado normal após ter sofrido uma pressão (deformação) que foi removida.</p>
</div><div class="arsegment">
<p><strong>Lembre-se que a resiliência permite:</strong></p>
<p>&#8211; A mudança pessoal através da renovação de energias e da reintegração ou ajustamento a uma nova realidade;</p>
<p>&#8211; Fornece a oportunidade de curar velhas feridas;</p>
<p>&#8211; Ajuda a descobrir novas formas de lidar com a vida e de nos organizarmos de modo mais eficaz;</p>
<p>&#8211; Prepara-nos para lidar com pressões;</p>
<p>&#8211; Fornece meios de reduzir pressões desnecessárias, reconhecendo como são criadas e mantidas;</p>
<p>&#8211; Desenvolve a capacidade que cada um tem de se adequar e flexibilizar as situações sem perder seus objetivos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em suma, a pessoa resiliente é aquela que tem a capacidade de aprender, que se respeita, que possui criatividade na solução de problema, habilidade na recuperação da autoestima, autonomia, liberdade e interdependência, capacidade de fazer e manter amigos, disposição para sonhar, sentido de humor e grande variedade de interesses.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Veja a galeria: <a href="https://mood.sapo.pt/formas-de-resistir-a-pressao/">Formas de resistir à pressão</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pratique a resiliência e se for caso disso, procure ajuda especializada. A psicologia poderá ajudar a desenvolver a resiliência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O nosso dia a dia está repleto de dificuldades e obstáculos que precisamos vencer e ultrapassar para conseguirmos seguir em frente com a estabilidade emocional adequada. Mas sabemos que nem sempre é fácil “dar a volta”, que nem sempre é fácil continuar a lutar para seguir em frente. O que poderemos então fazer? A resposta é a resiliência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A resiliência pode desenvolver-se?</strong></p>
<p>Sem dúvida, e aquele que não desenvolve a resiliência poderá vir a apresentar quebra de produtividade (nos múltiplos contextos) e desenvolvimento de doenças. Veja na galeria, no início deste artigo, algumas dicas de como desenvolver a resiliência.</p>
<div class="vw-about-author clearfix" itemprop="author" itemscope="" itemtype="http://schema.org/Person">

	<br>

	<a class="vw-author-avatar" href="" original-title="Publicado por Catarina Lucas"><img src="https://mood.sapo.pt/wp-content/uploads/2016/04/318.jpg" width="125" height="140" alt="Catarina Lucas" class="avatar avatar-1024 wp-user-avatar wp-user-avatar-1024 photo" /></a>
	<div class="vw-about-author-info">
		<h3 class="vw-author-name" itemprop="name">Catarina Lucas</h3>
		<p class="vw-author-bio" itemprop="description">Psicóloga. Colabora com a Mood na produção de artigos sobre comportamento.</p>
                    
		<div class="vw-author-socials">
        
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                <a class="vw-icon-social " rel="author" href="mailto:geral@catarinalucas.pt" target="_blank" itemprop="url" original-title="Email">
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                <a class="vw-icon-social " rel="author" href="http://www.catarinalucas.pt" target="_blank" itemprop="url" original-title="Website">
			<i class="icon-social-website icon-small">www</i>
		</a> 
		
		</div>
	</div>
	<div class="clearfix"></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
</div><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/como-melhorar-a-agilidade-mental/">Cansado? Veja como melhorar a agilidade mental</a> </strong> </p>]]></sapo:body>

	

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	</item>

	
	<item>

		<title>Recuperar do luto de um filho</title>

		<link>https://mood.sapo.pt/recuperar-do-luto-de-um-filho/</link>

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		<pubDate>Tue, 19 Jan 2016 17:16:46 +0000</pubDate>

		<dc:creator><![CDATA[Joana de Sousa Costa]]></dc:creator>

		Joana de Sousa Costa
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        <dc:publisher>Joana de Sousa Costa</dc:publisher>

      	<dc:created>Tue, 19 Jan 2016 17:16:46 +0000</dc:created>

      	<dc:modified>Tue, 19 Jan 2016 17:16:46 +0000</dc:modified>

      	<dc:creator>Joana de Sousa Costa</dc:creator>

        		
		

	        



				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[Z- Nossas Escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[Z-Triplo 1]]></category>
		<category><![CDATA[Catarina Lucas - Psicologia]]></category>



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		<description><![CDATA[A perda de um filho parece ser um trauma impossível de ultrapassar. Falamos com a psicóloga Catarina Lucas sobre o processo de luto e o regresso à vida depois da aceitação.]]></description>

	

	
		<sapo:body><![CDATA[<strong>A perda de um filho parece ser um trauma impossível de ultrapassar. Falamos com a psicóloga Catarina Lucas sobre o processo de luto e o regresso à vida depois da aceitação.</strong><br><img src="https://mood.sapo.pt/wp-content/uploads/2016/01/hgff.jpg"><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/sabia-que-hoje-e-o-dia-mais-deprimente-do-ano/">Sabia que hoje é o dia mais deprimente do ano?</a> </strong> </p><div class="arsegment"><p>Algum tempo depois da morte do seu filho John F. Kennedy, Rose Kennedy escreveu: «Diz-se que o tempo cura todas as feridas. Eu não concordo. As feridas ficam. Com o tempo, a fim de proteger a sua sanidade, a mente cobre as feridas e a dor diminui, mas nunca desaparece.» Católica convicta, a mãe do então presidente dos Estados Unidos chegou a questionar Deus, até ao ponto em que aceitou a morte do filho como uma decisão divina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A matriarca da família Kennedy ultrapassou este acontecimento traumático apoiando-se na sua fé. Outros pais procuram conforto na família, nos amigos, nas recordações e na esperança de um dia todas as perguntas terem uma resposta e a dor amenizar. Este processo de luto, como explica a psicóloga Catarina Lucas, varia em função das circunstâncias da perda. Uma morte já antecipada, como por exemplo no caso de uma doença prolongada, acaba por ser menos difícil de aceitar do que uma morte inesperada, pois «não existe despedida nem uma preparação interna para a partida de uma pessoa tão importante.»</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/catarina-lucas-o-luto-costuma-ser-um-processo-individual-de-reencontro-connosco-mesmos-de-superacao-da-dor/">«O luto costuma ser um processo individual de superação da dor»</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Da sua experiência profissional, Catarina Lucas aponta que ultrapassar a morte de um filho é um dos lutos mais difíceis de fazer, agravado pela ideia inata de que “nenhum filho deveria partir antes dos pais”. Por esta razão, não raras vezes este torna-se um luto patológico, pela incapacidade de aceitar a perda: «O processo de luto tem cinco fases (negação, revolta, negociação, depressão e aceitação). É frequente no caso de morte de um filho os pais não conseguirem terminar o processo de luto (aceitação) e ficarem “presos” numa destas fases, normalmente na revolta ou na depressão. Falamos nestes casos em luto patológico», explica a especialista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nalguns casos mais graves, a perda pode nunca ser ultrapassada: «É suposto aprender a viver e seguir em frente apesar da dor. Esta perda é efetivamente muito difícil de ultrapassar, podendo mesmo nunca acontecer. Na realidade, a pessoa aceita que precisa seguir em frente, apesar da sua perda. Talvez isto seja ultrapassar, aprender a viver mesmo com essa dor presente todos os dias.»</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mesmo que não exista um prazo definido para realizar o luto, e considerando que este tipo de perda habitualmente exige um luto mais demorado, se passados vários meses ou anos os pais sentem a mesma dor é preciso entender isto como um sinal de alarme. Mas há outros, que Catarina Lucas enumera: «Quando se revive a dor como se tudo tivesse ocorrido ontem e não se consegue aceitar a perda, é outro sinal de alarme. O não conseguir retomar a sua vida, o isolamento, a desesperança (falta de esperança no futuro), a apatia ou a falta de interesse por tudo o que os rodeiam são igualmente aspetos que nos devem alertar.»</p>
</div><div class="arsegment">
<p><strong>Os sistemas de apoio</strong></p>
<p>As pessoas que rodeiam os pais vão fazer parte deste processo de luto. Sejam os amigos e família ou mesmo os colegas de trabalho. No entanto, isto não quer dizer que todas as pessoas estejam preparadas para apoiar alguém que está a passar por esta situação, o que pode dificultar o processo de luto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>«Sentir-se compreendido e aceite pelos demais é importante, uma vez que, partindo dos casos que tenho acompanhado, é frequente as pessoas em volta exigirem uma recuperação mais rápida do que aquela que a pessoa consegue. É comum pedirem o retorno à vida normal e “cansarem-se” de ouvir todos os dias o mesmo discurso. Contudo, algumas pessoas precisam falar da pessoa que partiu, precisam perguntar indefinidas vezes “porquê”. A pessoa precisa de um espaço e tempo para se expressar. Por vezes a terapia é uma ferramenta ao dispor da pessoa para ajudar a realizar este luto. A dor costuma ficar mais leve e o retomar a vida diária torna-se menos doloroso.»</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Veja a galeria: <a href="https://mood.sapo.pt/como-ter-pensamentos-felizes/">Como ter pensamentos felizes</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como tal, pode ser benéfico para o casal procurar grupos de entreajuda e terapias de grupo, onde outras pessoas percebem exatamente aquilo por que eles estão a passar. «São espaços e momentos de partilha, onde a pessoa é compreendida e ajudada. Onde não existe julgamentos e onde a sua dor é partilhada. Por norma, nestes grupos, as pessoas encontram-se em fases diferentes do luto, acabando por ser bom para a pessoa que se encontra numa fase mais inicial perceber como outras pessoas passaram por perdas semelhantes. De igual modo, pessoas que passaram por esta perda há mais tempo podem sentir-se úteis ao ajudar outros pais», esclarece a psicóloga.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também o casal enfrenta um desafio quando a estrutura familiar é abalada e alterada para sempre, e uma de duas situações pode ocorrer. Enquanto alguns casais se unem e conseguem encontrar conforto um no outro, outras relações não sobrevivem a este acontecimento traumático. «Há casais que acabam por se separar, uma vez que frequentemente é projetada no outro elemento do casal a raiva e revolta da perda. Além disto, o isolamento, a apatia, a desesperança e até mesmo os sintomas depressivos acabam por transformar a pessoa, afastando e fazendo afastar o outro.»</p>
</div><div class="arsegment">
<p><strong>Uma palavra de esperança</strong></p>
<p>Apesar de se sentir particularmente tocada com estes casos, a psicóloga Catarina Lucas tem visto casais que perderam um filho ultrapassar a situação, depois de estarem presos no processo de luto. Como uma palavra de esperança e solidariedade com outras famílias, a psicóloga partilha alguns casos de sucesso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Recentemente acompanhei uma mãe que perdeu o filho com dez dias após uma cirurgia e antes mesmo de sair do hospital. A revolta, os “porquês” e a culpa eram enormes. Não se imaginava engravidar novamente e, após alguns meses de terapia, engravidou e tem o seu filho consigo.»</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A terapia, muitas vezes desvalorizada, pode ser a boia de salvação destes pais: «Acompanhei também uma mãe que estava emigrada e cuja filha quis regressar a Portugal. Na primeira semana a filha sofreu um acidente automóvel e morreu. Um ano após o acontecimento, ao ouvir aquela mãe falar poderia acreditar que a morte tinha sido na semana passada, caso eu não tivesse informação contrária. A revolta por nunca ter compreendido o que aconteceu nem saber quem provocou o acidente impedia-a de fazer o luto. Felizmente, com terapia e após alguns meses, retomou o seu dia-a-dia.»</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apesar do enorme desafio que representa ultrapassar um trauma como este, a psicóloga, que já ajudou várias famílias a recompor as suas vidas, esclarece que o luto é possível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="vw-about-author clearfix" itemprop="author" itemscope="" itemtype="http://schema.org/Person">

	<br>

	<a class="vw-author-avatar" href="" original-title="Publicado por Joana de Sousa Costa"><img src="https://mood.sapo.pt/wp-content/uploads/2015/09/11295912_10206584565474139_4203009945712182616_n.jpg" width="125" height="140" alt="Joana de Sousa Costa" class="avatar avatar-1024 wp-user-avatar wp-user-avatar-1024 photo" /></a>
	<div class="vw-about-author-info">
		<h3 class="vw-author-name" itemprop="name">Joana de Sousa Costa</h3>
		<p class="vw-author-bio" itemprop="description">Jornalista e empresária. Vive na Holanda desde 2014 e escreve crónicas quinzenalmente, à 5f, sob o tema "Uma portuguesa na Holanda".</p>
                    
		<div class="vw-author-socials">
        
                <a class="vw-icon-social " rel="author" href="https://m.facebook.com/fromportugaltoholland/" target="_blank" itemprop="url" original-title="Facebook">
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		</a> 
		
		</div>
	</div>
	<div class="clearfix"></div>
</div>
</div><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/utilizadores-com-difuldade-em-gerir-muitas-senhas-online-diz-estudo/">Utilizadores com dificuldade em gerir muitas senhas online</a> </strong> </p>]]></sapo:body>

	

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		<title>Catarina Lucas: «O luto costuma ser um processo individual de superação da dor»</title>

		<link>https://mood.sapo.pt/catarina-lucas-o-luto-costuma-ser-um-processo-individual-de-reencontro-connosco-mesmos-de-superacao-da-dor/</link>

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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2015 09:23:15 +0000</pubDate>

		<dc:creator><![CDATA[Joana de Sousa Costa]]></dc:creator>

		Joana de Sousa Costa
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        <dc:publisher>Joana de Sousa Costa</dc:publisher>

      	<dc:created>Fri, 31 Jul 2015 09:23:15 +0000</dc:created>

      	<dc:modified>Fri, 31 Jul 2015 09:23:15 +0000</dc:modified>

      	<dc:creator>Joana de Sousa Costa</dc:creator>

        		
		

	        



				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[ENTREVISTAS]]></category>
		<category><![CDATA[Catarina Lucas - Psicologia]]></category>



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		<description><![CDATA[A psicóloga Catarina Lucas fala sobre o processo de luto, que acontece não apenas quando morre alguém próximo, mas sempre que há uma perda na nossa vida]]></description>

	

	
		<sapo:body><![CDATA[<strong>A psicóloga Catarina Lucas fala sobre o processo de luto, que acontece não apenas quando morre alguém próximo, mas sempre que há uma perda na nossa vida</strong><br><img src="https://mood.sapo.pt/wp-content/uploads/import/images/e27da947be3938d99118a7e77ad75884847a299f.jpg"><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/comportamentos-contagiantes/">Comportamentos contagiantes: do bocejar ao sentir frio</a> </strong> </p><div class="arsegment"><p>O luto é comummente associado ao processo de ultrapassar a morte de um ente-querido, mas, na verdade, também precisamos de fazer um luto quando perdemos um emprego ou o nosso estado de saúde se altera. Falamos com a psicóloga Catarina Lucas sobre a forma saudável de viver este processo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quando falamos em luto, pensamos no processo de ultrapassar a morte de alguém, mas luto é um conceito mais abrangente. Pode falar-me disto?</strong></p>
<p>O luto refere-se ao processo que precisamos fazer para ultrapassar uma perda. Esta perda pode dizer respeito à morte de uma pessoa próxima, a uma situação de desemprego, a uma separação, à perda de um estado de saúde, entre outras. Portanto, sempre que existe uma perda (seja ela qual for) precisamos de fazer o nosso luto, embora este possa ser mais ou menos doloroso, mais ou menos demorado, em função do tipo de perda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais são as etapas fundamentais do luto?</strong></p>
<p>Por norma,o processo de luto tem cinco fases, a negação, a revolta, a negociação, a depressão e, por fim, a aceitação. Tomemos como exemplo o diagnóstico de uma doença crónica ou a morte de alguém. Numa primeira fase (negação) ignoramos e negamos a existência do problema (“Isto não é real”, “Amanhã irei acordar e tudo estará bem”). Na fase da revolta, há uma projeção da raiva naqueles que estão próximos, fazemos a pergunta “porquê a mim?” e sentimo-nos injustiçados. Passando à fase da negociação, começamos a negociar connosco próprios, dizendo que seremos melhores pessoas, que tomaremos mais cuidados com a nossa saúde, chegando a negociar com Deus para que nos devolva aquilo que perdemos. Quando nos apercebemos que o problema é mesmo real e que a negociação não resultará, passamos à fase da depressão, onde nos voltamos para nós mesmos e para a nossa dor. Instalam-se sentimentos de tristeza e apatia. É um “cair em nós” e naquilo que aconteceu. Com o tempo, chegaremos à fase da aceitação, onde aprendemos a viver com a nossa perda e onde conseguimos voltar a olhar para o futuro apesar daquilo que ocorreu. É um aceitar que, a partir deste momento, a nossa vida será diferente, mas que com algumas estratégias internas poderemos continuar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Diria que para todos os tipos de luto o processo é idêntico?</strong></p>
<p>Este processo varia de pessoa para pessoa, pois cada um de nós é diferente e possui mecanismos internos diferentes. O tempo que demoramos a ultrapassar cada fase é variável. Por norma, todos passamos por estas fases, contudo, poderão existir pessoas que “saltam” uma das fases ou que as invertem. Apenas passamos à fase seguinte quando cada uma delas está resolvida e, quando não conseguimos ultrapassar uma das fases, falamos em luto patológico. É frequente ocorrerem lutos patológicos em que a pessoa não passou a fase da negação, a fase da revolta ou a fase da depressão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que define a capacidade de fazer um luto positivo e rápido?</strong></p>
<p>Falamos de um luto bem resolvido quando é atingida a fase da aceitação, quando conseguimos retomar a nossa vida com alguma normalidade. A questão temporal é mais difícil de se estabelecer, por não existirem “timings” definidos para se fazer o luto e cada um precisa de um tempo e espaço diferente.</p>
</div><div class="arsegment">
<p><strong>Pode aprender-se a fazer o luto e usar esta aprendizagem em vários momentos de perda?</strong></p>
<p>Há estratégias que vamos adquirindo e que nos vão possibilitando uma forma mais adaptativa de lidar com a adversidade. Um exemplo é a resiliência, a capacidade de superar obstáculos sem dano psicológico. A resiliência trabalha-se e desenvolve-se, pelo que, se num momento de adversidade a desenvolvermos, existe uma maior probabilidade de em situações futuras enfrentarmos a perda com menor dano emocional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Em que situações é que é necessário um psicólogo orientar o processo de luto?</strong></p>
<p>A intervenção de um psicólogo é benéfica em caso de luto patológico, ou seja, nos casos em que o tempo vai passando e a pessoa não consegue adquirir ferramentas para superar a perda e retomar a sua vida. Não é recomendado procurar um psicólogo passados apenas alguns dias, pois é necessário que haja tempo para a pessoa ultrapassar cada uma destas fases. Quando o tempo passa e o sofrimento se mantém com a mesma intensidade, parecendo que tudo aconteceu “ontem”, o acompanhamento psicológico poderá ser uma ajuda efetiva na recuperação e superação da perda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Chorar é obrigatório?</strong></p>
<p>A forma como cada um de nós expressa os seus sentimentos é variável e, consequentemente, a forma como expressamos a dor difere igualmente de pessoa para pessoa. Portanto, chorar não é obrigatório e este comportamento não é necessariamente indicativo de sofrimento. Devemos apenas ter em atenção os lutos tardios, ou seja, aqueles que ficam adiados no momento, onde o sofrimento fica “bloqueado” e que apenas se manifesta dias ou meses depois.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais são as consequências de um luto mal feito?</strong></p>
<p>As consequências são a ocorrência de um luto patológico, onde podem existir sintomas de ansiedade e depressão. O sofrimento vai-se mantendo inalterado e a pessoa não vislumbra um retomar à normalidade após a perda. Comprometem-se as relações sociais e todas as áreas de funcionamento da pessoa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Geralmente o luto é um processo solitário ou pode e deve ser feito em conjunto?</strong></p>
<p>Devido às necessidades e timing de cada pessoa, o luto costuma ser um processo individual, de reencontro connosco mesmos, de superação da dor, contudo, isto não significa que tenhamos que o fazer sós. O apoio daqueles que nos são próximos, familiares ou amigos, é fundamental. A dor poderá ser partilhada mas o processo é sem dúvida individual.</p>
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	<br>

	<a class="vw-author-avatar" href="" original-title="Publicado por Joana de Sousa Costa"><img src="https://mood.sapo.pt/wp-content/uploads/2015/09/11295912_10206584565474139_4203009945712182616_n.jpg" width="125" height="140" alt="Joana de Sousa Costa" class="avatar avatar-1024 wp-user-avatar wp-user-avatar-1024 photo" /></a>
	<div class="vw-about-author-info">
		<h3 class="vw-author-name" itemprop="name">Joana de Sousa Costa</h3>
		<p class="vw-author-bio" itemprop="description">Jornalista e empresária. Vive na Holanda desde 2014 e escreve crónicas quinzenalmente, à 5f, sob o tema "Uma portuguesa na Holanda".</p>
                    
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	<div class="clearfix"></div>
</div>
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		<title>Catarina Lucas: “As mulheres são o grupo mais propenso a desenvolver depressão”</title>

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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2015 09:54:07 +0000</pubDate>

		<dc:creator><![CDATA[Sónia Santos Dias]]></dc:creator>

		Sónia Santos Dias
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        <dc:publisher>Sónia Santos Dias</dc:publisher>

      	<dc:created>Fri, 05 Jun 2015 09:54:07 +0000</dc:created>

      	<dc:modified>Fri, 05 Jun 2015 09:54:07 +0000</dc:modified>

      	<dc:creator>Sónia Santos Dias</dc:creator>

        		
		

	        



				<category><![CDATA[ENTREVISTAS]]></category>
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		<category><![CDATA[Catarina Lucas - Psicologia]]></category>



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		<description><![CDATA[A psicóloga Catarina Lucas é coautora do livro “Depressão: muito para além da tristeza”, que pretende clarificar as consequências e formas de tratamento de um estado depressivo. Falamos com a autora sobre aquela que é uma das doenças do século.]]></description>

	

	
		<sapo:body><![CDATA[<strong>A psicóloga Catarina Lucas é coautora do livro “Depressão: muito para além da tristeza”, que pretende clarificar as consequências e formas de tratamento de um estado depressivo. Falamos com a autora sobre aquela que é uma das doenças do século.</strong><br><img src="https://mood.sapo.pt/wp-content/uploads/import/images/2c83059b0b451b258f9dfc62464b2446bc701931.jpg"><p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/isabel-guimaraes-queremos-fazer-de-portugal-uma-referencia-internacional-na-area-da-astrologia/">Isabel Guimarães: «Queremos fazer de Portugal uma referência internacional na área da astrologia»</a> </strong> </p><p>&#8220;Estarão as pessoas conscientes das diferenças entre uma depressão e estados de tristeza temporários?” Esta pergunta lança o mote para o desenvolvimento do livro “Depressão: muito para além da tristeza”, escrito em parceria com Susana Ferreira, que pretende servir como um guia no tratamento da depressão, bem como um manual de informação para técnicos e famílias destes pacientes.<br />
Catarina Lucas é psicóloga clínica, licenciada em Psicologia pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e mestre em Psicologia Clínica e da Saúde pela Universidade da Beira Interior. Além deste livro, é autora das publicações “Perturbação Obsessivo-Compulsiva &#8211; manual de intervenção” e “Perturbações do Comportamento Alimentar”. É ainda palestrante e investigadora, possuindo vários artigos científicos publicados em revistas nacionais e internacionais. Possui experiência no trabalho clínico com crianças, adolescentes e adultos.</p>
<p>(Veja <a href="http://lifestyle.sapo.pt/saude/saude-e-medicina/fotos/sintomas-de-depressao#galeria=447342&amp;foto=1">AQUI</a> a lista de sintomas de alerta para os riscos de depressão, segundo Catarina Lucas)</p>
<p><strong>De forma simples, como definiria a depressão?</strong><br />
A depressão é uma doença do foro psicológico caraterizada por sentimentos de tristeza, perda de interesse pelas atividades outrora vistas como agradáveis, ideação suicida, perda de apetite, alterações no sono, entre outros. É uma doença incapacitante e que conduz ao isolamento. A par disto, surgem sentimentos de desvalorização pessoal, de baixa autoestima e de inferioridade. As consequências são inegáveis, tudo se altera, instalando-se um sentimento de desesperança que conduz a pessoa para um “local” do qual não consegue ver uma fuga possível, ou onde, por vezes, a única saída vislumbrada passa por colocar termo à vida, através do suicídio, sendo esta uma saída sem retorno, uma solução definitiva para um problema transitório.</p>
<p><strong>Esta pode revelar-se de várias formas?</strong><br />
Sim, a depressão pode revelar-se de forma distinta em diferentes pessoas. Se em algumas pessoas notamos a sua presença através de sintomas como tristeza constante, choro fácil, perda de interesse ou isolamento, noutras poderemos nota-la através de alguma euforia, desinibição ou comportamentos de risco. Neste segundo caso, a identificação da patologia não se torna tão fácil para aqueles que rodeiam a pessoa, uma vez que vulgarmente se associa a depressão a outros sintomas.</p>
<p><strong>Quais as formas de tratamento mais comuns?</strong><br />
Os tratamentos para a depressão são frequentemente desenvolvidos por profissionais tais como médicos e psicólogos, implicando o aconselhamento, a psicoterapia e a medicação. Em geral, cerca de 95% dos doentes com sintomatologia depressiva são tratados apenas pelos clínicos gerais, o que pode revelar-se insuficiente, primeiro pela ausência de psicoterapia e segundo porque o ideal é a pessoa ser medicada pelo psiquiatra (especialista na área) e não pelo clínico geral. Muitos estudos indicam que o tratamento mais eficaz na depressão resulta da combinação entre psicoterapia e farmacoterapia. A utilização de medicação sem recorrer à psicoterapia pode comprometer o tratamento da depressão, sendo que o contrário pode também ser verdade.</p>
<p><strong>Quais as causas mais comuns para a depressão?</strong><br />
Parece improvável que um fator isolado, por si só, possa explicar a ocorrência da doença, sendo esta, aparentemente, resultado de uma interação entre vários fatores distintos. A depressão é assim uma doença de causa multifatorial, que compreende fatores biológicos, históricos, ambientais e psicológicos. A ocorrência de uma situação traumática, condições de vida adversas, a perda de alguém próximo, desemprego, separação, falta de resiliência e caraterísticas de personalidade são algumas causas frequentes de depressão. Algumas doenças também podem despoletar uma depressão, nomeadamente doenças crónicas.</p>
<p><strong>Há cada vez mais jovens diagnosticados com depressão. Pode falar-nos sobre isso? </strong><br />
Os nossos jovens estão diariamente sujeitos a pressões vindas de diferentes lados. A pressão académica tem vindo a aumentar e com as perspetivas de um futuro profissional altamente competitivo, e cedo começam a tomar consciência dos esforços que precisarão fazer. Por vezes, esta pressão é tão elevada que muitos jovens não aguentam e entram em estados depressivos ou de ansiedade elevada. A par disto, surgem as questões inerentes à socialização nos grupos. A necessidade de ser aceite, a comparação com os pares, o consumo de substâncias e até os relacionamentos amorosos podem gerar os sintomas depressivos.</p>
<p><!--more--></p>
<p><strong>Tristeza é muitas vezes confundida com depressão&#8230;.</strong><br />
A quotidiana utilização do termo “depressão” torna impreterível que se efetue uma clara distinção entre a depressão e o sentimento de tristeza. A palavra “depressão” é comummente utilizada, de tal modo que não raras vezes é aplicada como sinónimo de “chateado”, “dececionado”, “triste” ou algum termo semelhante que se refira a uma emoção negativa que ocorre após uma experiência adversa. Contudo, a depressão, sendo uma perturbação do espetro psicológico, é mais que um estado de humor temporário. É uma constelação de experiências de humor, de alterações físicas, cognitivas e comportamentais. A tristeza poderá caracterizar-se por uma dor saudável, que, de antemão se sabe que passará, não existindo desesperança (falta de esperança no futuro) e sendo causada por uma circunstância externa. Contudo, quando ocorre depressão, mesmo que as circunstâncias externas sejam idênticas, o sentimento de dor parece que se estende a circunstâncias que vão além das externas. Assim, a tristeza surge como uma reação à perda, sendo que, o funcionamento comportamental se mantém e o risco de suicídio se encontra ausente. Por seu lado, a depressão inclui diminuição da autoestima e, por vezes, ideação ou risco de suicídio. É uma perturbação do humor que afeta o funcionamento da pessoa em diversos domínios, nomeadamente a capacidade de pensar, de estabelecer relações interpessoais, de trabalhar, entre outros aspetos.</p>
<p><strong>As mulheres estão naturalmente mais predispostas a sofrer de depressão?</strong><br />
Aparentemente, são as mulheres o grupo mais propenso a desenvolver a doença. A Organização Mundial de Saúde demonstrou através de alguns estudos que a prevalência de episódios depressivos no sexo feminino é quase o dobro do sexo masculino. Esta maior incidência em mulheres pode dever-se, entre outros, a fatores biológicos, sociais e culturais, embora não exista uma explicação consensual.</p>
<p><strong>E a doença manifesta-se de formas diferentes em mulheres e homens?</strong><br />
Por norma sim. Aparentemente, as mulheres demonstram mais facilmente os sintomas e mais rapidamente pedem ajuda. Talvez isto esteja ainda um pouco associado ao estigma e à ideia dos homens “como sexo forte” que não podem demonstram fraqueza, sendo a depressão vista como um sinal de fraqueza. Apesar disso, o que tenho notado na minha prática clínica é um aumento significativo do número de homens em consulta, o que parece ser indicativo de uma desmistificação dos problemas psicológicos.</p>
<p><strong>Por norma, quanto tempo demora a tratar uma depressão?</strong><br />
Não existe um tempo definido, sendo que este varia em função do tipo e severidade dos sintomas, de fatores de personalidade da pessoa e até mesmo das causas dos sintomas. Contudo, em casos de gravidade moderada, o tratamento através da psicoterapia poderá demorar entre 6 meses e um ano, prolongando-se mais algum tempo em caso de depressão grave. Em caso de tratamento medicamentoso apenas, este período pode ser mais longo, pela ausência da aquisição de estratégias que permitam lidar com o problema e pela falta de um trabalho de alteração de pensamentos negativos.</p>
<p><strong>Muitos doentes não conseguem superar a doença e ficam dependentes da medicação&#8230;</strong><br />
A verdade é que muitas vezes as pessoas optam por aquele que pode ser o caminho mais fácil…a medicação. Tomar um “comprimido milagroso” que promete tirar a pessoa desta apatia e sofrimento parece a solução mais viável. Contudo, a realidade é que a medicação por si só não trará a solução para o problema. Infelizmente, esta ainda não altera aquilo que pensamos e sentimos, sendo os nossos pensamentos (negativos e disfuncionais) na maior parte das vezes os causadores da sintomatologia. O resultado são anos a fio a tomar uma medicação que pouco fará quando não existe paralelamente um processo psicoterapêutico.</p>
<p><strong>Pode falar-nos dos números em Portugal?</strong><br />
A depressão é uma das patologias psicológicas mais frequente, ou até mesmo a mais frequente. É das principais causas de incapacidade e afeta 10 a 20 por cento da população portuguesa. Contudo, estima-se que existam muitas depressões não diagnosticadas.</p>
<p><!--more--></p>
<p><strong>A depressão infantil existe?</strong><br />
A depressão infantil existe, contudo, a maioria das crianças são muito novas para se aperceberem que estão deprimidas e para descreverem o que sentem. Quando falamos em crianças e adolescentes, o principal sintoma de uma depressão incide na falta de interesse por divertimentos e brincadeiras, não tendo interesse pela vida. Além disto a criança pode manifestar problemas comportamentais como fraco desempenho na escola, evitamento escolar, pesadelos e enurese. Pode igualmente manifestar comportamentos agressivos, falta de atenção e sentimentos de perda, deceção e tristeza. Contrariamente à crença geral, a depressão infantil não é rara, porém a eficácia dos antidepressivos é pouca. Devem assim ser consideradas estratégias práticas como a terapia cognitivo-comportamental para tratar estas crianças. Existe um elevado número de crianças deprimidas devido a problemas relacionados com as dificuldades da vida. Nestes casos, a melhor forma de tratamento é ensiná-las a lidar com os seus problemas, auxiliando-as a enfrentarem-nos.</p>
<p><strong>Que outras doenças podem ser confundidas com a depressão?</strong><br />
Por vezes a depressão é confundida com os sintomas depressivos que surgem secundariamente a estados físicos ou até mesmo a caraterísticas de personalidade. Neste caso, não estamos perante uma depressão, mas sim outra problemática que origina uma depressão secundária. O abuso de substâncias pode igualmente gerar sintomas semelhantes, assim como o luto patológico. No caso de pessoas mais velhas, as demências são muitas vezes confundidas com depressão, uma vez que há sintomas idênticos, como por exemplo as alterações de memória e de humor.</p>
<p><strong>Que medidas devem as pessoas tomar para prevenir depressão?</strong><br />
Como em qualquer doença, prevenir é o melhor remédio, sobretudo quando existe histórico de depressão ou outros fatores de risco como o acontecimento de uma situação traumática ou de frustração. A deteção precoce impedirá muitas vezes o agudizar de sintomas e o surgimento da depressão enquanto quadro diagnóstico. No nosso dia a dia devemos valorizar as coisas boas que temos à nossa volta, assim como reconhecer as nossas qualidades e aquilo em que somos bons. Por norma, tendemos a centrar-nos nos nossos defeitos e nas coisas menos boas que nos acontecem. Outra dica é desenvolver a resiliência (capacidade superar obstáculos), pois através dela será mais fácil procurar caminhos alternativos e não desmotivar face à adversidade. Além disto, é importante que mantenhamos uma rede de suporte social (amigos e família), já que sozinhos se torna mais difícil ultrapassar obstáculos e ser felizes. Será igualmente positivo encontrar um propósito para o nosso dia a dia, ter objetivos (mesmo que tenhamos que os alterar muitas vezes) e lutar para os alcançar.</p>
<p><strong>Que conselho daria a alguém que pensa que está deprimido?</strong><br />
Em primeiro lugar, partilhe os seus sintomas com as pessoas que lhe são mais próximas. O suporte familiar é um fator fundamental para ultrapassar a depressão. Em segundo lugar, peça ajuda especializada. A depressão não é apenas um obstáculo ou um problema, é uma doença e, como tal, deve ser tratada convenientemente com a ajuda de um profissional. Comece por marcar a sua consulta com um psicólogo que fará a avaliação adequada dos sintomas depressivos e aconselhará a melhor forma de tratamento. Se este achar conveniente encaminhará para a área médica, a fim de ser medicado. Por fim, seja resiliente e enfrente a doença ao invés de se deixar vencer por ela. Se pensar, tem muitas coisas boas na sua vida. A dificuldade por vezes está em tomar consciência das coisas boas que temos.</p>
<p>Aprenda a identificar os &#8220;<a href="http://lifestyle.sapo.pt/saude/saude-e-medicina/fotos/sintomas-de-depressao" target="_blank">Sintomas da Depressão</a>&#8220;.</p>
<p>Por Joana de Sousa Costa</p>
<p> <strong>Leia ainda: <a href="https://mood.sapo.pt/os-noivos-de-hoje-querem-um-casamento-diferente-e-personalizado/">Os noivos de hoje querem um casamento diferente e personalizado</a> </strong> </p>]]></sapo:body>

	

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