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Susana Esteves Pinto: “No casamento, o que é tradicional mas sem consistência caiu em desuso.”

A fundadora do site Simplesmente Branco lançou recentemente um projeto que pretende promover Portugal como um destino apetecível para casamentos

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Há cinco anos, Susana Esteves Pinto lançou o site “Simplesmente Branco” para criar uma ponte entre os fornecedores e os noivos que procuram um conceito moderno do casamento. Depois do crescimento do projeto e do lançamento do livro “Queres Casar Comigo? – guia prático para um dia muito feliz”, em novembro passado, a designer e empreendedora abraça uma nova ideia em parceria com a escritora Marta Ramos. O site “The Destination” pretende convencer estrangeiros a casar em Portugal, promovendo o nosso país como o destino turístico perfeito para o dia mais importante das suas vidas.

 

Que tipo de serviço oferece o site “The Destination”?
Promovemos o país como destino turístico perfeito para casar, com conteúdo fidedigno, útil e apelativo e simultaneamente listamos e mostramos o trabalho de um conjunto de fornecedores selecionados das várias áreas envolvidas num evento desta natureza (fotografia, vídeo, maquilhagem, vestido, espaço, catering, etc.), capazes de concretizar de forma maravilhosa o casamento de sonho dos casais que aqui chegam.

 

O site surge como resposta a uma necessidade ou para criar uma?
Diria que talvez ambas. Este mercado sempre existiu mas quisemos aproveitar o momento, a visibilidade que Portugal está a ter lá fora, nomeadamente na imprensa, fruto da campanha do Turismo de Portugal, e abrir este leque de oferta, de modo consistente, visualmente apelativo e com garantias de qualidade. Sempre se fez mas hoje em dia faz-se melhor, com a qualidade da prestação de serviços e a sua variedade substancialmente melhores. Estamos ao nível de outros destinos europeus como França ou Itália, tanto na oferta como na qualidade e queremos disputar esse território.

 

Com o aumento do protagonismo de Portugal na rota do turismo mundial, a ideia de estrangeiros virem até cá para casar parece plausível…
Mais até do que se imagina. Inglaterra e Irlanda são grandes apreciadores de uma escapadinha até cá, e hoje em dia, com viagens a preços mais competitivos e a própria globalização, tudo é mais simples de fazer acontecer. As imagens bonitas circulam, a informação também e é mais fácil fazer com que as pessoas se apaixonem por nós.

 

Já receberam contactos de que países?
Recebemos visitas do Brasil, Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos, entre outros.

 

A Susana começou a trabalhar nesta área com o site “Simplesmente Branco” em 2010. Quer falar-nos deste projeto?
O Simplesmente Branco tem sido uma bela viagem. Começámos com uma ideia ambiciosa mas alcançável, que era sermos, a nível nacional, como o blogue americano Style me Pretty. Na altura achei que havia parceiros de trabalho relevantes, com quem falávamos na mesma língua e que queriam a mesma coisa para este mercado. Tínhamos a mesma visão, que já se destacava daquela imagem tradicional dos casamentos com bouquets de rosas vermelhas, sapatos de cetim, cabelo aos caracóis, fotografia desinteressante e espaços sem personalidade. Precisávamos de uma casa para nos mostrar e para recebermos o nosso público e, um ano depois, ficámos online com 19 fornecedores. Hoje temos 100 e somos uma referência importante neste universo no que toca à linguagem que usamos, ao que mostramos, como o fazemos, os fornecedores que recomendamos e, de certa forma, somos trendsetters e agregadores de uma linguagem e gosto. Somos o ponto de encontro entre os noivos e os fornecedores, e pelo meio, acompanhamos histórias bonitas e recebemos palavras doces. A qualidade sempre foi um fator relevante, assim como o cuidado e curadoria visual. Esta plataforma permitiu outras aventuras muito desafiantes e criativas: editámos cinco revistas digitais e bilingues, com 200 páginas e conteúdo integralmente feito por nós (S Magazine) e fazemos dois showcases por ano. Celebramos em maio o nosso quinto aniversário.

 

O que diria que tem mudado na forma como os portugueses casam?
Alguns detalhes de fundo: quem paga são os próprios noivos e, portanto, o peso das decisões passou a estar maioritariamente nas suas mãos; o tipo de festa (o que se quer é uma celebração, o amor e alegria partilhados em grande com os amigos e a família e isso alterou o formato do próprio evento); como se gasta (menos, mas melhor, menos quantidade, mais qualidade) e onde acontece (pode ser em qualquer sítio, em casa, num restaurante, na praia ou num jardim e as tradicionais quintas perderam uma boa parte da sua posição dominante).

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