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Stealth: Quando o sexo consensual se transforma violação

O sexo é sempre consensual, ou pelo menos assim deveria ser. Mas a verdade é que as coisas não correm sempre bem. Tudo pode estar a correr muito bem quando acontece alguma coisa que leva ao abuso, à violação. Mas se há abusos que são fáceis de identificar, outros há, como o stealth, que não são bem assim.

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Depois de um abuso, as vítimas sentem-se confusas e envergonhadas, pois não sabem explicar o que lhes aconteceu. Porquê elas? Tudo parecia certo até ao momento do abuso, da violação. A verdade é que existem vários tipos de violação, sendo uma delas o stealth, que consiste na remoção do preservativo sem consentimento do outro.

 

Esta remoção, que pode acontecer mesmo se a pessoa estiver numa relação há muito tempo, acontece sem o consentimento do parceiro e podemos considerar como uma forma de violação. Só que o stealth não é nada de novo, sendo que o desejo de furtar um parceiro pode estar enraizada com o desejo de exercer poder e controlo sobre o mesmo.

 

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Mas como identificar se a pessoa sofre de situações abusivas como esta? A Linha de Apoio à Violência Doméstica dos EUA apresentou algumas alíneas para que possa distinguir se está ou não numa relação abusiva:

 

-O abuso a nível emocional acontece mesmo quando se tenha aceitado ‘ir até o fim’. Isto não significa que a pessoa com quem se consentiu em fazer sexo tenha o direito de contornar o consentimento e usá-lo para violar o seu corpo, removendo um preservativo durante o sexo. Isto é o que o stealthing faz, viola o seu corpo e a sua confiança. Tanto a sua como a confiança que colocou na pessoa com a qual decidiu ter relações.

 

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-Uma relação deve ser baseada na confiança. Esta situação pode levar a uma gravidez. Muitos dos agressores utilizam estas gravidezes para manterem um relacionamento sem qualquer tipo de bases. Muitas vezes o stealth é usado como uma técnica de manipulação para que as vítimas, grávidas e sem recursos, se mantenham com eles. Aqui é criada uma ligação, na cabeça dos agressores, para a vida.

 

-Este é um pensamento misógino. Muitos homens, e também mulheres, consideravam esta uma situação normal. Algumas das respostas normalmente dadas são que é um ‘direito do homem’ ou que ‘os homens devem espalhar a sua semente’. Só que este é um pensamento errado pois as mulheres são as únicas donas dos seus corpos.

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