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Somos programados. E agora?

Quem me dera ter aprendido mais cedo a desprogramar e a reprogramar. Ainda bem que aprendi a fazê-lo! Sim, é possível! Como?

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Desde pequeno que fui chamado de tímido. Mas seria mesmo? Nos últimos anos, já estive em palco, num estado adequado, perante audiências de centenas pessoas. Tive oportunidade de representar uma empresa numa reunião com o conselho de administração de uma das maiores empresas em Portugal. Noutra ocasião, fui convidado para “ser” apresentador, dali a 15 minutos, da reunião anual de uma multinacional alemã.

 

Desde criança que ouvi que só era possível piscar o olho com um dos olhos. Ou o direito ou o esquerdo. Nunca piscar cada um conforme se quisesse. Até aos 31 anos senti a face esquerda menos móvel, mais “presa”, e nunca conseguia piscar o olho esquerdo. Até ao dia em que consegui! Depois de um exercício de transe que experienciei e aprendi.

 

Nestes quase 11 anos como coach e facilitador de mudança, sinto-me privilegiado por ter ajudado pessoas a recuperarem, ou ganharem mais, escolhas de qualidade para lidarem com o que acontece e saborearem mais a sua vida.

 

Desde a mulher que há mais de 20 anos tinha uma relação difícil com a mãe; passando pelo diretor que acreditava não se conseguir lembrar de nomes de colaboradores e de clientes; pelo CEO que estava bloqueado numa decisão importante sobre o rumo da empresa que fundou; até ao homem de 45 anos que bebia 8 a 12 cafés expresso por dia sem conseguir parar ou diminuir.

 

No teu caso, sentes, pensas ou vês que tens estado a fazer algum comportamento programado que te limita? Ou tens uma pessoa à qual reages em automático, sem escolha? Em que, quando dás por ti, “já foste”. Já respondeste de uma maneira que não querias, levantaste o sobrolho, viraste costas, ficaste em silêncio, ou outro comportamento que te limita e é diferente do que realmente gostavas de fazer! Se sim, parabéns, és uma pessoa normal. Relaxa. Acredito que acontece a todos e todas, mesmo que se esconda ou não se tenha consciência de que acontece.

 

Queres experimentar um exercício poderoso e simples?

Faz isto:

  1. Escolhe uma pessoa sobre a qual sentes alguma sensação desagradável – sem ser nenhuma situação traumática ou profunda (para esses casos existe outro conjunto de exercícios e trabalho a fazer).
  2. Com os olhos fechados, ou como te fizer sentido, dentro de ti, vê uma imagem dessa pessoa. Leva o tempo que te for adequado. Pode ser 2 segundos, pode ser alguns minutos.
  3. Quando tiveres a ver a imagem da pessoa, toma atenção às características da imagem. Qual cor, ou cores, tem? Está nítida ou opaca? Está focada ou desfocada? Qual o tamanho? Está dentro de uma moldura, é panorâmica, é em 3 dimensões? É retrato da cara ou é imagem do corpo inteiro? Está em que direção em relação a ti (esquerda, direita, cima, baixo, …)? E a que distância? Descobre outras características que a imagem mostre.
  4. Existe algum som ou sons associados à imagem? Algum som surge enquanto estás a ver a imagem aí dentro?
  5. Qual sensação ou sensações se manifestam no teu corpo associadas à imagem? Temperatura quente, fria, amena? Algum pulsar? Ou tremor? Algum ondular ou girar interior? Algo se contrai? Existe algum alivío? E onde especificamente surge cada uma dessas sensações?
  6. Depois de teres algumas características identificadas, começa a parte divertida. 😊 Experimenta mudá-las. Tens um comando de televisão que consegue mudar as cores, foco, sons, sensações. Sugiro começares por aqui:
    1. Se a imagem é a preto e branco muda para cores. Ou vice-versa. Podes mudar também para uma cor, ou cores, que te faz sentido.
    2. Se a imagem é grande, diminui o tamanho. Se é pequena, distorce-a. Se está focada passa a desfocada. Se está clara e nítida passa a opaca, turva, assim como se mexesses a água parada numa poça de lama. Se está perto, afasta-a. Se está numa direção em relação a ti, muda-a para outra posição que te faz sentido.
    3. Faz a imagem girar como se fosse um volante que dá para girar até ao infinito. Podes parar e deixá-la como quiseres. Ainda sabes quem está na imagem? Se não, limpa a imagem só para teres a noção de quem é.
    4. Quer sim ou não, imagina essa pessoa com um nariz como o do teu animal favorito. E com uma luzinha no topo do nariz. 😀 Agora, imagina que a voz da pessoa mudou e é como a voz de um@ personagem que te faz rir! 😊 Ouve-a com esta nova voz.

 

Como te sentes agora em relação a essa pessoa? Diferente? Muito bem. Excelente trabalho! Simples, não é?

 

Se porventura, ficaste a sentir exatamente como antes do exercício, algo me pode ter escapado. Pois estou à distância e desfasado no tempo em que estás a ler isto e a fazer o exercício. Este exemplo de trabalho é um processo de descoberta, por terrenos desconhecidos, que aumenta de eficácia com o trabalho “em tempo real”. Em que me adapto a ti, ao teu mapa interno, às tuas respostas, descobrindo qual e como está a programação para, juntos, desprogramarmos e reprogramarmos através do conjunto de exercícios que for mais adequado.

 

Estou curioso! Deixa aqui um comentário ou envia mensagem a relatar como foi a tua experiência! 😊  Se gostaste ou conheces quem vai gostar de ler este texto, partilha com essa pessoa.

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