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Sofre de tédio?

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Passa a semana toda à espera do fim de semana, mas a meio de sábado sente-se angustiada porque não sabe com que se entreter? E fica com medo de si mesma porque quase resvala a desejar que fosse segunda-feira para, ao menos, ter as obrigações a distrair desse sentimento incómodo?

 

É uma ambivalência cruel que consome a mente como um dilema sem saída. Provavelmente, até sabe o que não lhe apetece fazer (por exemplo, coisas que outros lhe pedem para fazer!), mas ao mesmo tempo também não sabe o que quer. Esteja descansada porque tem solução!

 

O tédio é a consequência de dois fatores: a falta prolongada de viver experiências que deem prazer, aliada ao sentimento de que a vida não lhe tem dado coisas interessantes para aproveitar. Mas já pensou que se talvez esteja a culpar a vida pela sua passividade?

 

O prazer é um sentimento que se vive quando se está em relação com algo com que nos identificamos, e essa experiência é mais gratificante quanto mais variados forem os níveis com que essa identificação acontece. Por exemplo, se gostar de fazer de fazer desporto apenas por uma “obrigação estética”, talvez tire algum prazer da ideia de ficar em forma, mas o processo em si será um bocado tortuoso. No entanto, se gostar de fazer desporto ao ar livre para desfrutar da natureza, explorar locais diferentes, aproveitar para partilhar o momento com amigos, etc., esta será uma experiência que deixará um sentimento de satisfação intensa que se prolongará durante bastante tempo.

 

O mesmo se passa na relação com pessoas. Quanto mais características e gostos tiver em comum com alguém, mais prazer tirará da relação com essa pessoa. Se tem um amigo para “os copos”, a relação só tem piada até aos efeitos secundários do álcool começarem a dar ar da sua desgraça; no entanto, se essa é uma pessoa com quem gosta de conversar, é da companhia que tira prazer, e uma boa noite de conversa já fará o fim de semana compensar.

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